(São Paulo) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil entrega nesta terça-feira o abaixo-assinado com mais de 20 mil adesões de bancários que reivindicam a redução da Parcela Previ. A entrega está marcada para as 10h, no Edifício Sede III, em Brasília.
No abaixo-assinado, os funcionários do Banco do Brasil e associados da Previ exigem a redução imediata da Parcela Previ e destacam: “Tanto o superávit apresentado pela Previ em 2004 quanto a existência do Fundo Paridade mostram que nosso fundo de pensão pode muito bem suportar esta mudança e corrigir uma injustiça cometida com os associados. A mudança esbarra na falta de vontade da direção do Banco do Brasil em atender a esta demanda do funcionalismo”.
O texto conclui que “é inadmissível que, depois de um ano e meio de negociações, os representantes do banco retirem proposta que já haviam feito em mesa de negociação. Exigimos que as negociações sejam retomadas de imediato e que a PP seja reduzida urgentemente”.
Segundo Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa, passados dois meses depois da última rodada de negociações, os funcionários do Banco do Brasil decidiram iniciar um abaixo-assinado para pressionar a empresa a reduzir o valor da Parcela Previ. “Desde o dia 16 de fevereiro, quando os representantes do banco não confirmaram a proposta que já haviam feito anteriormente, a empresa não mais retomou os diálogos. Os representantes dos associados foram até o Ministério da Fazenda cobrar uma solução do secretário-executivo Bernard Appy, mas até agora não houve avanços”, explicou.
“Além do governo, nós já conversamos com o presidente do banco, Rossano Maranhão e com deputados federais para cobrar uma solução imediata para esta questão. Os sindicatos organizaram manifestações e muitos funcionários mandaram suas mensagens aos vice-presidentes responsáveis pela negociação deste tema, mas até agora o banco não demonstra a menor sensibilidade para resolver esta demanda dos associados da Previ. Enquanto isso, muitos colegas continuam se aposentando com benefícios rebaixados ou aguardando uma definição para entrar com o pedido de aposentadoria”, concluiu Marcel.
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul
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