Repetindo a violência contra bancários promovida pelo Bradesco em São Paulo, o HSBC também mandou bater e prender um trabalhador no Paraná.
A humilhação aconteceu em frente ao HSBC do Palácio Avenida, maior centro administrativo do banco no Paraná. Os bancários estavam fazendo uma mobilização pacífica, chamando os companheiros para lutarem por seus direitos. Quando a polícia chegou e tentou retirar os manifestantes de frente do banco, houve tumulto e muita truculência por parte dos policiais.
Cerca de 30 policiais usaram a força para tentar dispersar os trabalhadores. Roberto Antônio Von Der Osten, secretário regional da FETEC-CUT-PR, que estava no local e tentou negociar com a polícia a continuidade na manifestação foi agredido, jogado no chão, algemado e levado preso dentro de uma viatura policial.
“Chamaram a tropa de choque para impedir que continuássemos simplesmente manifestando nossas opiniões. O HSBC passou a não respeitar sequer o direito do cidadão de se manifestar livremente, o direito de expressão”, conta o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Eustáquio Moreira dos Santos.
Mesmo após tamanha truculência, humilhação e violência contra trabalhadores, a manifestação seguiu pacificamente. “Não vamos calar. Diante de tanto desrespeito aos direitos dos bancários é que ganhamos ainda mais voz e força. É inadmissível o que aconteceu. A humilhação sofrida por nosso companheiro será denunciada e servirá de combustível para alimentar nossa luta contra o desrespeito dos banqueiros”, afirma o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, José Paulo Staub.
Crime
O HSBC vem demonstrando, durante a Campanha Salarial 2005, o tamanho de seu desrespeito aos trabalhares. Ontem, 10 de outubro, durante uma fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná, foram encontrados provas de que trabalhadores estavam sendo obrigados a dormir dentro do HSBC da Vila Hauer, ou seja, constatado o crime de cárcere privado.
O fiscal encontrou colchões escondidos dentro de um alçapão em um banheiro do banco. Os colchões encontrados serão utilizados como prova contra o HSBC numa denúncia que o movimento sindical fará ao Ministério do Trabalho.
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