Sindicalistas foram vítimas da truculência de advogado do Itaú Unibanco, em lanchonete de São Paulo
São Paulo – Bancários e dirigentes sindicais têm manifestado solidariedade às dirigentes do Sindicato Jackeline Machado e Adriana Magalhães, e ao militante da CUT Carlos Alberto Magalhães, que foram agredidos na madrugada do último dia 1º pelo advogado do Itaú Unibanco José Guilherme Júnior, em retaliação a uma atividade do Sindicato em frente ao CTO do Itaú, na última greve.
Entre as manifestações de apoio, estão mensagens enviadas por dirigentes sindicais do Nordeste e do Sul do país. Um sindicalista de Natal (RN) manifesta sua indignação pelo ocorrido em São Paulo e relata outro caso de violência contra bancário em sua cidade e apela para que atos violentos como esses sejam denunciados em sites e materiais de sindicatos de todo o país. “Denunciem esse advogado na OAB, mostrem que nós somos bancários e não marginais”, desabafa ele.
Outro dirigente do Sindicato de Londrina (PR) escreve: “estou me solidarizando com os companheiros pela falta de escrúpulos desse advogado”.
No endereço eletrônico (site@spbancarios.com.br) também chegaram mensagens de muitas pessoas indignadas com a truculência do advogado e pedindo justiça. “Este cara tem de ser punido e demitido!”, diz um deles. “O sindicato deve, ou melhor, tem o dever colocá-lo na cadeia porque é lá o lugar dele”, revolta-se outro.
Por Andréa Ponte Souza – 08/11/2010.
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Advogado do Itaú Unibanco agride dirigentes
Agressão verbal e física foi relacionada à greve deste ano e aconteceu em lanchonete da região da Paulista, na madrugada de segunda dia 1º
São Paulo – As dirigentes sindicais Jackeline Machado e Adriana Magalhães, que é funcionária do Itaú Unibanco, e o militante da CUT Carlos Alberto Magalhães, foram agredidos na madrugada de segunda-feira 1º, por um advogado do Itaú Unibanco, ressentido com o Sindicato por causa da greve no CTO.
Os três estavam em uma lanchonete nas imediações da Avenida Paulista, por volta de 1h da manhã, quando foram abordados pelo advogado José Guilherme Júnior com empurrões e ameaças. Jackeline conta que ele chegou agredindo Carlos Alberto, numa postura altamente violenta, e dizendo coisas como: “o mundo dá voltas, pensaram que não iam mais me encontrar?”, e citou o CTO Itaú, referindo-se a uma atividade da última campanha salarial realizada em frente à concentração do Itaú, durante a greve.
O advogado ficou ainda mais agressivo quando viu que Jackeline estava filmando a cena com o aparelho de celular. “Ele arrancou o celular da minha mão e arremessou para a rua. Depois me empurrou, eu caí no chão e ele começou a me chutar e a me ofender moralmente.” A dirigente recebeu um chute no peito que a deixou com um forte hematoma, além de escoriações e hematomas pelas pernas e braços.
Os três prestaram queixa na 4ª DP, na Consolação, onde fizeram boletim de ocorrência, e depois foram ao Instituto Médico Legal (IML) fazer exame de corpo delito. “Fomos ainda ao pronto socorro, onde o médico tirou uma radiografia impressionado com o forte hematoma em meu peito”, relata.
Testemunhas – Quatro pessoas que estavam na lanchonete resolveram acompanhar os três e testemunhar a favor deles na delegacia. “Ficou tão clara a violência gratuita deste homem que as pessoas se mostraram solidárias e se dispuseram a passar horas da madrugada numa delegacia de polícia”, diz Jackeline.
A bancária ressalta que a violência do advogado foi, sem dúvida, uma atitude antissindical. “Ele nos bateu e xingou porque nos reconheceu como dirigentes sindicais. Isso mostra desrespeito com o Sindicato e com seus dirigentes. É também lamentável que o Itaú Unibanco seja representado por profissionais desse tipo, que deveria utilizar o diálogo mas que, ao contrário, se utiliza da violência”, lamenta.
A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira já pediu providências ao Itaú Unibanco e os advogados do Sindicato já estão tomando as medidas cabíveis.
Por Andréa Ponte Souza – 04/11/2010.
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