Brasília – Ao discursar hoje (20) na cerimônia de formatura de diplomatas do Instituto Rio Branco, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que o grande desafio do Brasil é superar a extrema pobreza e aliar política social à econômica.
“Isso implica uma definição de estratégias e sabemos também que para ser um país próspero e democrático precisamos assegurar educação de qualidade para todos os jovens e desenvolver a pesquisa científica e tecnológica”, afirmou.
A presidenta afirmou que houve nos últimos anos uma mudança no país no sentido de fazer com que as política sociais e econômicas passassem a caminhar juntas. “Depois de década de estagnação o Brasil iniciou um ritmo de crescimento diferente daquele do passado, com olhar para o social.”
Dilma citou como conquistas ocorridas nos últimos anos a recuperação da infraestrutura do país, a redução da vulnerabilidade externa e o fato de o Brasil ter passado de devedor a credor internacional.
No próximo mês, a presidenta irá lançar um plano de erradicação da pobreza. Há no governo a preocupação de que o programa não tenha um caráter assistencialista. A finalidade é integarr ações de incentivos a arranjos produtivos, cooperativas, pequenos empreendedores, geração de empregos e qualificação profissional.
Por Yara Aquino e Renata Giraldi – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
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Presidenta defende na China combate à pobreza e consumo associado ao crescimento interno
Brasil – Convidada especial do 10º Fórum de Boao sobre Desenvolvimento com Inclusão, na China, a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (15) que as prioridades do Brasil, nos próximos cincos anos, serão o combate à desigualdade e o incentivo ao “consumo de massa capaz de sustentar o crescimento interno”. Ela disse que o Brasil tem enfrentado com sucesso os desafios que se impôs.
Para a presidenta, o período de 2011 a 2015 impõe uma série de desafios, como incentivar a demanda interna e buscar uma economia mais equilibrada entre o consumo interno, os nvestimentos e as exportações. A afirmação foi feita a uma plateia formada por líderes políticos asiáticos, além dos que integram o Brics (grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), assim como o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, empresários chineses e estrangeiros.
Dilma citou, entre as ações do governo de combate à pobreza e de incentivo ao consumo sustentado, os programas federais de transferência de renda e de expansão do investimento e do crédito. Como estímulo para investimentos externos, ela lembrou os eventos esportivos que o Brasil vai sediar nos próximos anos – a Copa de Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Citou também o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Antes de Dilma, o presidente da China e anfitrião do fórum, Hu Jintao, discursou. Segundo ele, a China é o quinto investidor estrangeiro direto no mundo e a tendência é dobrar os valores nos próximos cinco anos. Jintao disse que o volume negociado foi de US$ 59 bilhões só no ano passado.”A China vai investir cada vez mais na Ásia e nos países emergentes”, acrescentou.
Atualmente, o consumo na China tem uma participação pequena no crescimento e é o aumento desse percentual que o país tentará incentivar. Jintao disse ainda que a China “dará oportunidades para países exportarem para o mercado chinês”.
De acordo com o presidente chinês, a influência da Ásia no mundo vem aumentando. “Foi a primeira região a se recuperar da crise e se transformou em motor para a recuperação. Está não apenas mudando o destino do seu povo, mas tendo um impacto no mundo”, afirmou.
Por BBCBrasil.
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