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Paraná ocupa o terceiro lugar na classificação nacional de ataques a bancos

Primeira Pesquisa Nacional da Contraf- CUT e da CNTV revela que já ocorreram 56 arrombamentos e assaltos no primeiro semestre de 2011

Os números são preocupantes. Em menos de seis meses foram registrados 56 ataques a bancos no Paraná. Foram 32 arrombamentos e 24 assaltos nas agências bancárias do estado. De todos estes ataques, 25 foram em Curitiba, sendo 13 assaltos e 12 arrombamentos. Na Região Metropolitana foram 8 ataques e 23 no interior do estado.

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Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, a pesquisa é pioneira, mas já aponta para um aumento no número de assaltos e arrombamentos no Paraná. “Em termos de comparação, no ano passado inteiro foram 29 assaltos no Paraná, segundo dados divulgados pela Febraban, e em um semestre já ultrapassamos esses números. E mesmo com todos esses ataques, nenhum banco emitiu uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) após estes atos criminosos”, afirma.

São Paulo é o estado que lidera a classificação, com 283 casos, seguido da Bahia, com 61. Ao todo foram registrados 838 ataques neste primeiro semestre, sendo 537 arrombamentos e 301 assaltos.

Os dados são da 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com apoio do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região. Os números foram apresentados em uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (11), em Curitiba.

A nossa intenção com esta pesquisa inédita foi mostrar esses números assustadores para a sociedade, para sensibilizar tanto os cidadãos, quanto os bancos e os órgãos públicos responsáveis, de que é necessário que haja um maior investimento em segurança para esta triste realidade mudar”, aponta Ademir Wiederkehr, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

A pesquisa foi feita com base em notícias publicadas pela imprensa, consulta aos dados disponibilizados por algumas secretarias estaduais de segurança pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes de todo o país. O número de casos pode ser ainda maior devido à dificuldade de encontrar informações em alguns estados e pelo fato de nem todas as ocorrências serem divulgadas pela imprensa.

Para José Boaventura, presidente da CNTV, a questão da segurança é tão importante quanto as discussões salariais e de condições de trabalho, pois envolve a vida das pessoas. “Os bancos querem transferir a responsabilidade para o cidadão, mas eles é que têm que parar de enxergar as melhorias em segurança como custo, e encararem como investimento”, alerta.

Segundo o presidente da FETEC-CUT-PR, Elias Jordão, a divulgação destes números vai dar mais suporte para que seja cobrado das autoridades públicas leis que garantam a segurança nas agências bancárias. “Com todos esses números, vamos intensificar a apresentação do modelo de projeto de lei municipal, lançado em novembro do ano passado pela CNTV e Contraf-CUT, para melhorar a estrutura de segurança dos estabelecimentos e garantir a privacidade dos clientes para combater o crime da ‘saidinha de banco”, salienta.

A pesquisa será divulgada a cada semestre e servirá para analisar o andamento dos ataques e cobrar junto aos bancos e aos órgãos de segurança pública que tomem atitudes nas questões de segurança bancária. “A pesquisa era um velho sonho nosso. Nós queremos apresentar e alertar a sociedade sobre os riscos que os clientes, os vigilantes e os bancários correm e o quanto eles estão expostos quando entram em uma agência bancária”, explica Ademir Wiederkehr, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

Cícero Bittencourt

FETEC-CUT-PR

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Pesquisa da CNTV e Contraf-CUT revela 838 ataques a bancos no 1º semestre

A 1ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), revela 838 ataques a bancos no primeiro semestre de 2011, uma média de 4,63 ocorrências por dia. Desses casos, 301 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 537 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (incluindo o uso de dinamites e maçaricos). A pesquisa foi lançada na tarde desta segunda-feira, dia 11, durante entrevista coletiva em Curitiba.

São Paulo é o estado que lidera a classificação, com 283 casos. Em segundo lugar aparece a Bahia, com 61, em terceiro o Paraná, com 56, em quarto a Paraíba, com 54, e em quinto o Mato Grosso, com 48. O estado com o menor número de ataques é Roraima, com 2. Já Amazonas foi o único estado que não apresentou nenhum registro.

Os números foram apurados com base em notícias publicadas pela imprensa, consulta aos dados disponibilizados por algumas secretarias estaduais de segurança pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes de todo país. 

O levantamento foi coordenado pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, com o apoio da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR) e do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. O número de casos pode ser ainda maior devido à dificuldade de encontrar informações em alguns estados e pelo fato de nem todas as ocorrências serem divulgadas pela imprensa.

“A realização dessa pesquisa é resultado de um grande esforço conjunto das entidades sindicais dos vigilantes e bancários com o objetivo de apresentar um diagnóstico da violência no sistema financeiro e contribuir para o debate com os bancos, as empresas de segurança e a sociedade”, afirma o presidente da CNTV, José Boaventura Santos.

“Trata-se de mais um retrato assustador da insegurança nos bancos, que deve servir como elemento de suma importância para a construção de medidas preventivas que visem a proteção da vida de trabalhadores e clientes e a redução imediata das ocorrências”, aponta o diretor da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

Ainda no primeiro semestre desse ano, conforme pesquisa nacional da Contraf-CUT, 20 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos, média de mais de três mortes por mês, sendo 11 em crimes de “saidinha de banco”. A maioria dos assassinatos aconteceu no Estado de São Paulo, com 12 casos. Os demais crimes ocorreram no Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1), Bahia (1), Minas Gerais (1), Pará (1) e Piauí (1). Os números foram contabilizados a partir de notícias da imprensa. A pesquisa também aponta crescimento de 81% das mortes em relação a 2010, quando foram contabilizados 11 óbitos no período. Em todo ano passado foram apuradas 23 mortes, quase o total de ocorrências verificadas somente nos primeiros seis meses deste ano.

Trabalhadores querem prioridade para segurança

Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, essa realidade só mudará quando os bancos tratarem os gastos em segurança como investimento e não como custo. “Os bancos precisam destinar mais recursos de seus lucros astronômicos para a instalação de equipamentos para evitar ações de quadrilhas cada vez mais ousadas, aparelhadas e explosivas”. Somente no primeiro trimestre deste ano o lucro dos bancos foi de mais de R$ 12 bilhões. 

“Os bancos precisam fazer a sua parte, colocando mais equipamentos de prevenção nas suas unidades, assim como os estados precisam melhorar a segurança pública, com mais policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência, dentre outras medidas”, salienta o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias.

O descaso dos bancos pode ser comprovado com as multas aplicadas pela Polícia Federal nas reuniões da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP). No último dia 6, o banco Itaú Unibanco, o banco Santander, o banco Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o HSBC foram multados em R$ 635,6 mil por descumprimento da lei federal 7.102/83 e de normas de segurança. 

As principais infrações dos bancos foram a ausência de plano de segurança aprovado pela Polícia Federal, número insuficiente de vigilantes e alarme inoperante, dentre outros itens. 

“Com todos esses números, vamos intensificar a apresentação do modelo de projeto de lei municipal, lançado em novembro do ano passado pela CNTV e Contraf-CUT, para melhorar a estrutura de segurança dos estabelecimentos e garantir a privacidade dos clientes para combater o crime da ‘saidinha de banco'”, aponta o presidente da FETEC-CUT-PR, Elias Jordão.

Propostas dos vigilantes e bancários

– Porta giratória com detector de metais antes da sala de autoatendimento com recuo em relação à calçada onde deve ser colocado um guarda-volumes com espaços chaveados e individualizados;

– Vidros blindados nas fachadas;

– Câmeras de vídeo em todos os espaços de circulação de clientes, bem como nas calçadas e áreas de estacionamento, com monitoramento em tempo real e com imagens de boa qualidade para auxiliar na identificação de suspeitos;

– Biombos ou tapumes entre a fila de espera e a bateria de caixas, com o reposicionamento do vigilante para observar também esse espaço junto com a colocação de uma câmera de vídeo, o que elimina o risco do chamado ponto cego;

– Divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos.

– Atendimento médico e psicológico para trabalhadores e clientes vítimas de assaltos, sequestros e extorsões;

– Acesso ao autoatendimento das agências fora do horário de expediente somente com cartão eletrônico;

– Instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros;

– Maior controle e fiscalização do Ministério do Exército no comércio de explosivos. 

Isenção de tarifas de transferência de recursos

Os trabalhadores também defendem a isenção das tarifas de transferência de recursos (DOC, TED, ordens de pagamento, etc) como forma de desestimular os saques que muitos clientes efetuam para não pagarem tarifas. 

“Essa medida, se adotada, reduzirá a circulação de dinheiro na praça e evitará que clientes sejam alvos de assaltantes e vítimas de ‘saidinha de banco'”, enfatizou o diretor da FETEC-CUT-PR, Carlos Copi. A proposta já foi levada pela Contraf-CUT para discussão com os bancos.

Fonte: Contraf-CUT.

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