Várias lideranças do PT reuniram-se com o ex-presidente Lula nesta segunda-feira (12), na sede do Instituto Lula em São Paulo, para debater sobre o andamento da reforma política no Congresso Nacional. O anteprojeto de lei, que tem como relator o deputado Henrique Fontana (PT-RS), deverá ser votado na comissão especial que discute o tema na Câmara dos Deputados no próximo dia 21. O líder do PT na Casa, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), destacou a importância da participação do ex-presidente na obtenção de um consenso entorno da proposta.
“O ex-presidente Lula, até pela experiência e liderança que ele construiu ao longo de sua trajetória, contribui muito na costura de uma negociação com os partidos políticos visando à aprovação desta matéria no parlamento”, destacou Teixeira.
Além do líder petista e do relator, também compareceram à reunião os deputados Erika Kokay (PT-DF) e Ricardo Berzoini (PT-SP). Representando a direção do partido participaram do encontro o secretário-geral do PT, Elói Pietá, o presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda e os diretores do Instituto Lula, Paulo Vannuchi e Luiz Dulci.
Partidos – Lula convidou a direção do PDT, do PSB e do PC do B para uma reunião marcada para a próxima sexta-feira (16), às 9h30 no hotel Sofitel, em São Paulo. O ex-presidente também irá procurar, nos próximos dias, a direção do PMDB para discutir a reforma.
Agenda – O debate sobrea reforma política na comissão especial da Câmara continua nesta terça-feira (13), às 14h30, no plenário 12 do Anexo II. Nesta quarta-feira (14) vence o prazo para apresentação de emendas ao anteprojeto da Reforma Política.
Por Heber Carvalho com Instituto Lula.
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Lula faz nova incursão com deputados para destravar reforma política
Comissão especial da Câmara discute relatório no dia 21, mas ainda longe de consenso. Ex-presidente marca encontro com dirigentes de partidos da base para sexta
São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se na manhã desta segunda-feira (12), na capital paulista, com quatro deputados federais do PT e dirigentes da legenda para tratar da reforma política. O tema foi colocado pelo próprio Lula como uma de suas prioridades após a saída do governo. Uma nova reunião foi marcada para esta sexta-feira (16), também em São Paulo, com representantes de outros partidos da base governista, em busca de convergências sobre o tema, Também participou do encontro Nilmário Miranda, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Na Câmara dos Deputados está marcada para o dia 21 de setembro sessão para discussão do relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS) na comissão especial sobre reforma política. O parecer defende, entre outras questões, o modelo de financiamento público de campanha e de voto proporcional misto – distribuição das cadeiras do Legislativo definidas pela votação dos partidos, e definição dos parlamentares por duas listas, uma ordenada de acordo com o resultado do pleito e outra pré-ordenada pelo partido.
O objetivo de Lula é buscar, já nesta sexta, identificar convergências entre as legendas aliadas do Palácio do Planalto para encaminhar as mudanças na legislação. A fórmula defendida pelo PT e por Fontana encontra resistência de outras legendas, tanto do governo como da oposição.
Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Lula, o encontro reuniu, além de Fontana e Nilmário Miranda, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), Érika Kokay (DF) e Ricardo Berzoini (SP). O secretário-geral do PT, Elói Pietá, e os diretores do Instituto Lula, Paulo Vannuchi e Luiz Dulci, também participaram.
Em abril e em maio, Lula teve encontros com petistas e membros de outros partidos governistas. A incursão atual de Lula deve prosseguir com representantes do PDT, PSB e PCdoB, além do próprio PT – todos componentes da base governista da presidenta Dilma Rousseff – já nesta sexta. Líderes do PMDB também devem ser procurados pelo ex-presidente.
Segundo Berzoini, a avaliação geral é de que é chegada a hora de construir entendimento com partidos aliados. A escolha dos três partidos para iniciar o diálogo definiu-se pelo diálogo acumulado desde antes da discussão da reforma política no Congresso. Com o PMDB, embora as conversas estejam estabelecidas, há claramente maior divergência, já que o partido do vice-presidente da República, Michel Temer, defende o “distritão” – modelo em que são eleitos para o Legislativo os candidatos mais votados, sem qualquer recorte ou coeficiente de partidos.
“Estamos trabalhando menos para defender uma posição, mas em uma visão de médio e longo prazos”, define Berzoini. “A partir do relatório do Fontana, a questão é como viabilizar que essas diretrizes se convertam em posição majoritária dentro da comissão e, depois, no Congresso Nacional.”
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual. Publicado em 12/09/2011, 15:20. Última atualização às 15:26
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