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As rodadas de negociações da Campanha 2011 e o comportamento dos patrões banqueiros

Presidente da FETEC-CUT-PR revela como estão as negociações

Em entrevista, Elias Jordão, elogia a mobilização dos trabalhadores bancários paranaenses

Representante do Paraná no Comando Nacional, que negocia com a Fenaban as reivindicações da Campanha Salarial, Elias Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR, revela nesta entrevista como está sendo a postura do sindicato patronal na mesa de negociação e garante que com uma mobilização forte os trabalhadores bancários irão conseguir fazer valer os seus direito por conquistas justas. Além de Elias, o presidente do Sindicato dos Bancários
e Financiários de Curitiba e Região, Otávio Dias, é o outro trabalhador paranaense que participa das negociações pelo Comando Nacional dos Bancários.

Confira o que falou o presidente da FETEC-CUT-PR:

Como foram as primeiras rodadas de negociação?

Elias Jordão: Foram intensas e exaustivas, começando desde a parte da manhã e acontecendo até o final da tarde de cada dia, num total de cinco reuniões até agora, onde fustigamos os bancos na mesa na tentativa de arrancarmos alguma proposta em cada item negociado.

A postura da Fenaban em negar todas as reivindicações apresentadas demonstra que o sindicato patronal não está disposto a negociar?

Elias Jordão: A postura dos bancos na mesa de negociação é de pura enrolação e de descaso com os trabalhadores, ficando a nítida impressão que não estão dispostos a negociar com seriedade.

Com os bancos lucrando tanto nos últimos meses e não repassando estes ganhos aos trabalhadores, com quem fica todo esse dinheiro?

Elias Jordão: Os lucros dos bancos são exorbitantes e crescentes ano após ano. Como sempre observamos os lucros líquidos, ou seja, o lucro que vem depois de tiradas todas as despesas, custos administrativos, impostos e inclusive o pagamento dos acionistas, é evidente que este lucro vai limpinho para o bolso do banqueiro.

O que os trabalhadores podem esperar da próxima negociação, no dia 20?

Elias Jordão: Eu gostaria de ser otimista. Mas prefiro ser realista e dizer que, pelo que temos presenciado na mesa de negociação e das rodadas de negociação que ocorreram até agora, não podemos esperar uma boa proposta.

O Comando Nacional vai continuar exigindo que as propostas apresentadas sejam cumpridas pelos banqueiros?

Elias Jordão: Da mesma forma que fizemos até agora, insistindo muito na mesa de negociação por avanços, continuaremos exigindo o atendimento de nossas reivindicações até que toda possibilidade de diálogo se esgote.

O que os trabalhadores bancários vão precisar fazer para garantir suas conquistas?

Elias Jordão: Para toda ação há uma reação, este é o princípio básico. Mobilização fraca significa pouco poder de negociação. Mobilização forte significa fortalecimento dos trabalhadores na mesa de negociação. Portanto, será fundamental o envolvimento dos trabalhadores na campanha salarial.

Como você enxerga a mobilização dos trabalhadores paranaenses?

Elias Jordão: Todo ano, os trabalhadores paranaenses têm dado uma demonstração muito forte de adesão e participação na campanha salarial. O Paraná tem sido destaque nacional em mobilização. Tenho certeza que este ano não será diferente, e é esta a impressão que nossos dirigentes de todos nossos sindicatos têm percebido quando percorrem as agências e departamentos dialogando com os bancários e bancárias.

Por Cícero Bittencourt

FETEC-CUT-PR

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INFORMAÇÃO COLHIDA NO SÍTIO http://www.spbancarios.com.br :

Bancos e bancários na mesa de negociação
Aumento real
para os negociadores dos bancos, os bancários já estão há sete anos com aumento real e que não esperem ter um salto na remuneração. O Comando destacou que o lucro dos bancos sempre dá saltos gigantes, assim como o volume de serviço dos trabalhadores. Dentre as dez empresas mais lucrativas do país em 2010 cinco eram bancos. Os bancários querem aumento real como tiveram 85% das categorias até agora. Querem ganhar como ganharam os banqueiros.
Valorização do piso
para a Fenaban o piso dos bancários é alto, teve reajuste extraordinário em 2010 e que este ano a correção será igual à dos salários. Os representantes dos bancos acham que não dá para pensar que todo ano haverá reajuste diferenciado para o piso. O Comando destacou que apesar de o Brasil ser a sétima economia do mundo, a desigualdade é grande – só perde para o Haiti, Bolívia e Equador na América Latina. No caso dos bancos, os executivos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso dos bancários, isso só acontece no Brasil e tem de ser combatido.
Vales refeição, alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche babá
Fenaban avisou que não pretende dar reajuste diferente dos salários e disseram que é ruim colocar mecanismo de correção como salário mínimo. Bancários aceitam discutir mecanismo, mas querem debater valor atual, que não dá pra fazer supermercado nem refeição diária. Para eles, os tíquetes são auxílio, e não devem cobrir a integralidade dos gastos. O Comando ressaltou que o reajuste diferenciado desses itens foi apontado em consulta como extremamente importante pelos trabalhadores.
Plano de Carreira, Cargo e Salário (PCCS)
a resposta é não. Para Fenaban isso deve ser feito por acordo com cada banco, não querem colocar em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Comando cobrou transparência, já que os bancários não conhecem os PCCS dos bancos onde trabalham. Como os próprios técnicos da Fenaban afirmaram em seminário da entidade, os PCCS são caixa-preta. Para o Comando, os maiores interessados, os bancários, têm de saber como funciona.
Salário do substituto
também disseram não à reivindicação de o bancário receber salário correspondente ao cargo que estiver substituindo. Bancos veem como favor, oportunidade para o trabalhador. Para o Comando, isso é exploração. O bancário acumula a responsabilidade do serviço, tem capacidade e deve ganhar por isso.
Auxílio-educação
Fenaban diz que é política de cada banco e não querem colocar na CCT. Comando insistiu porque essa é uma cobrança do setor e pré-condição para a seleção dos funcionários.
Participação nos Lucros e Resultados
bancários querem três salários mais R$ 4.500, considerado modelo mais justo e mais claro. E cobraram maior distribuição dos altos lucros, não compensação dos programas próprios, pagamento aos afastados e aos que participaram do exercício, além da discriminação dos valores (o que é PLR e o que é programa próprio). Fenaban quer continuar compensando e não quer mudar modelo. Vai discutir com bancos a possibilidade de discriminar valores.
Planos de previdência complementar
para Fenaban cada banco faz como acha que deve ser e se recusa a colocar na CCT. O Comando debateu a importância de o bancário ter direito a se aposentar com dignidade, sem queda na remuneração e sem perder o plano de saúde. Os bancos consideram isso problema do Estado, mas Comando lembrou que executivos têm tudo isso garantido pelas instituições financeiras quando se aposentam.

 

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