Brasília – Das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, apenas cinco já tiveram suas obras de mobilidade urbana iniciadas: Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e o Rio de Janeiro, de acordo com balanço apresentado hoje (14) pelo governo sobre os preparativos para o evento. Esses atrasos têm deixado o governo em “estado de alerta”, disse o ministro do Esporte, Orlando Silva.
“Mobilidade é um assuto de relevância pelos legados que serão deixados. É um assunto que nos deixa em estado de alerta, no qual é muito importante o papel das cidades”, acrescentou Orlando Silva durante a divulgação do balanço.
Apesar de ter a maior previsão de orçamento para a área de mobilidade urbana (R$ 2,86 bilhões), São Paulo está entre as cidades que não iniciaram as obras relativas. Segundo o documento, a única obra prevista é a Linha 17 do monotrilho – tipo de trem que usa pneus e trafega em vias elevadas. A obra já está contratada e a licença de instalação deverá ser obtida em outubro de 2011, para que seja iniciada em janeiro de 2012 e concluída em maio de 2014.
Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal e Salvador são as cidades que ainda não iniciaram as obras. Ao todo, serão investidos R$ 12,1 bilhões em 49 projetos de mobilidade urbana nas cidades-sede.
Detentor da segunda maior previsão de financiamento, o Rio de Janeiro já iniciou o projeto do BRT (sigla em inglês para trânsito rápido de ônibus) do Corredor Transcarioca. Iniciada em março último, a obra deve ser concluída em novembro de 2013.
A cidade que apresenta o maior número de projetos é Porto Alegre. Dos dez, apenas um teve os trabalhos iniciados, o da Avenida Severo Dullius. Iniciada em setembro, essa obra tem previsão de estar concluída em outubro de 2013. As demais foram licitadas neste mês e deverão estar terminadas até dezembro de 2013.
Por Pedro Peduzzi e Gilberto Costa – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Graça Adjuto.
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Governo Federal vai bancar metrô de Curitiba
Governo vai repassar até R$ 1 bilhão a fundo perdido para o projeto. Presidente deve vir à capital até o dia 30 para fazer anúncio oficial
Gazeta do Povo
Depois de mais de três anos de negociação, o governo federal decidiu bancar a maior parte da construção do metrô de Curitiba. O anúncio da liberação dos recursos deverá ser feito pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, na capital, até 30 de setembro, data estipulada pelo Ministério das Cidades para o anúncio dos projetos contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades. Ontem, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o prefeito Luciano Ducci confirmaram que os detalhes finais do acordo podem ser fechados ainda nesta semana.
A expectativa é que o município receba em torno de R$ 1 bilhão a fundo perdido da União – R$ 150 milhões a menos do que a quantia demandada inicialmente pela prefeitura. Gleisi explicou que o valor será igual ao destinado para projetos similares de metrô em Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). Os investimentos do PAC Mobilidade Grandes Cidades, que abrange os 24 maiores municípios do país, vão distribuir R$ 18 bilhões em verbas federais – R$ 12 bilhões em financiamentos e R$ 6 bilhões a fundo perdido (sem necessidade de devolução).
“Curitiba está pedindo R$ 1,15 bilhão. A oferta inicial dentro do orçamento da União era de R$ 700 milhões. Acredito que dê para a gente elevar sim um pouco esse valor. Talvez não chegar ao que o prefeito quer, mas elevar”, disse Gleisi, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo. Ela e o prefeito conversaram sobre o assunto na última segunda-feira. Inicialmente, o governo insistia em oferecer apenas R$ 700 milhões, mas a quantia subiu após diversas negociações nas últimas semanas. “Não tem mais susto. Agora o metrô sai”, afirmou Ducci.
Ele enfatizou que o acordo está sendo costurado “sem alarde” e que as obras serão conduzidas “com responsabilidade”. “Curitiba tem o melhor projeto de metrô, com começo, meio e fim. Não fizemos nada com afobação, é uma grande vitória para o município, para o estado e para a União”, disse.
O valor total da obra será de R$ 2,2 bilhões. Nas últimas negociações, ficou definido que o governo do estado vai aumentar sua participação de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões. Além disso, está computado um abatimento de R$ 250 milhões com a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O restante, que pode variar entre R$ 550 milhões e R$ 700 milhões, virá de uma combinação entre recursos próprios da prefeitura e uma parceria público-privada (PPP). Segundo Ducci, se o anúncio do governo federal for feito em setembro, será possível licitar o empreendimento ainda neste ano – a capital foi a única cidade a apresentar o projeto com licenciamento ambiental. Como já se sabia, a obra não ficará pronta até a Copa do Mundo de 2014. “Estamos estipulando um prazo de duração da obra entre quatro anos e meio a cinco anos, possivelmente para 2016”, previu o prefeito.
De acordo com Gleisi, a visita de Dilma a Curitiba para anunciar a obra dependerá da agenda da presidente, mas ela faz questão de participar da solenidade. “Estamos fazendo os cálculos para que na hora que divulgarmos não precisemos mais voltar atrás. Há condições de a gente melhorar um pouco [os valores repassados para Curitiba] e estamos muito empenhados nisso”, disse a ministra.
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