BB IGNORA NORMATIVOS DOS PLANOS DE SAÚDE E GERA IMPASSE NA CASSI
Os representantes do Banco do Brasil na direção da Cassi se recusam a se adaptar à resolução 254, da Agência Nacional de Saúde (ANS), que estabelece o cumprimento da Lei n. 9.656/98, sobre procedimentos médicos. Caso continue sem aderir a essa resolução, a Cassi não poderá receber novos beneficiários a partir de agosto de 2012.
“A ANS quer que todos os planos de saúde tenham que cumprir a lei. Se a Cassi não migrar, o plano será fechado, pois não haverá novas adesões. Novos funcionários, portanto, não terão a Cassi neste mesmo modelo”, preocupa-se Ana Smolka, representante do Paraná na Comissão de Empresa.
Sem as novas adesões, a Cassi começa a se tornar inviável financeiramente, por ser um plano de autogestão e solidário. Além do mais, uma nova “casta” de funcionários seria criada a partir do próximo ano, sem a Cassi ou com um plano diferente dos demais funcionários, o que já ocorre com incorporados do BNC e BESC.
O grande perigo é que alguns membros da diretoria do banco estejam querendo acabar com a Cassi para beneficiar algum plano privado de saúde, como já ocorreu com o Plano Odontológico com a parceria com a OdontoPrev. “Os planos de saúde do ‘mercado’ visam lucro, a saúde financeira de seus acionistas e não a saúde das pessoas”, afirma Pablo Diaz, dirigente sindical do BB. Vale lembrar que os planos de saúde privados são campeões de reclamações e os seus donos estão entre as pessoas mais ricas do país.
É hora de dizer não à diretoria do banco e aos seus representantes na direção da Cassi, que agem com omissão ou com uma má intenção.
Por que você deve se preocupar com o ataque à Cassi?
• Se mais ninguém puder aderir ao plano, que é de autogestão, ele encarece. Seria a falência deste modelo de plano da Cassi, como ocorreu no Plansfer, dos ferroviários (que está em extinção depois de anos sem novas adesões, pedindo socorro para o Governo Federal, que não os atende).
• Caso o prazo não fosse prorrogado, a Resolução 254 da ANS tornaria a situação irreversível e o plano já estaria fechado.
• A Cassi não tem voto de minerva, como na Previ (em que o banco decide as polêmicas). Na Cassi, a votação entre diretores eleitos pelos funcionários (4) e indicados pelo banco (4) sempre empata e é preciso negociar para decidir. Nem os eleitos, nem o BB têm maioria. Porém, quando uma votação empata, não acontece a decisão de fato (como neste caso, em que o banco não se pronunciou sobre aderir para cumprir a Lei n. 9.656/98).
• Os conselheiros, eleitos pelos associados, querem migrar para se submeter à legislação e manter o plano como ele é. O risco de não assinar é o sucateamento do plano.
Por: Paula Padilha
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br