2012 começa com boas notícias para trabalhadores e empreendedores
“Podemos esperar um 2012 com mais renda, mais emprego, com mais oportunidades e mais crescimento”
No programa de hoje (CAFÉ COM A PRESIDENTA), a presidenta Dilma Rousseff fala sobre algumas medidas econômicas que beneficiam os trabalhadores, os micro e pequenos empresários e também os microempreendedores individuais (MEI). Entre as medidas estão o aumento do salário mínimo, o reajuste da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física e a ampliação das faixas de faturamento para os micro e pequenos empresários que optam pelo Supersimples e para os microempreendedores individuais.
Transcrição
Apresentador: Olá, eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta! Tudo bem?
Presidenta: Tudo bem, Luciano. Bom dia aos nossos ouvintes!
Apresentador: Presidenta, neste começo de ano vamos falar sobre o que o brasileiro pode esperar para 2012.
Presidenta: Olha, Luciano, eu estou muito animada para este ano que começa, e acho que todos nós brasileiros e brasileiras podemos esperar um 2012 com mais renda, mais emprego, Luciano, mais oportunidades e mais crescimento para o país. Nós vamos ter que trabalhar muito, mas já começamos o ano com uma boa notícia: o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 545,00 para R$ 622,00. O aumento do mínimo é importante, porque as famílias vão poder consumir mais e viver melhor. Com isso vão criar mais demanda para a nossa indústria, o nosso comércio e o setor de serviços, mantendo o dinamismo e a roda da nossa economia girando para que o Brasil continue a crescer.
Apresentador: O número de pessoas beneficiadas com esse aumento do salário mínimo é muito grande, presidenta?
Presidenta: Ah, é sim, Luciano. São quase 40 milhões de brasileiros diretamente beneficiados. Deste total, cerca de 20 milhões são empregados cujo salário corresponde ao mínimo. Mas há também cerca de 20 milhões de aposentados e pensionistas que recebem o salário mínimo. Ou seja, dois em cada três aposentados receberão o reajuste. Para você ter uma ideia, este aumento vai fazer circular cerca de R$ 47 bilhões na economia por causa do salário mínimo.
Apresentador: Os brasileiros que pagam o Imposto de Renda também começam o ano com mais dinheiro no bolso, não é, presidenta?
Presidenta: É isso mesmo, Luciano. Nós reajustamos a tabela do Imposto de Renda em 4,5%, e o desconto que o contribuinte tem no contracheque será, portanto, menor já a partir deste mês de janeiro. São 25 milhões de contribuintes pagando menos imposto. Com o reajuste da tabela, 800 mil pessoas ficaram isentas, ou seja, não vão mais pagar Imposto de Renda.
Apresentador: Presidenta, os micro e pequenos empresários também têm o que comemorar nesse início de ano?
Presidenta: Ah, Luciano, têm sim. Porque as novas regras do Supersimples entram em vigor agora em janeiro. Quem se enquadra no Supersimples paga um imposto único e com alíquota bem pequena. E nós tomamos uma medida importante, porque aumentamos o número de empresas que podem usar o Supersimples. Por exemplo: para se enquadrar como microempresa, o limite de faturamento anual passou de R$ 240 mil para R$ 360 mil; para a pequena empresa, subiu de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. Assim, mais pequenos e microempresários poderão se enquadrar. E aqueles que já estão no Supersimples poderão ampliar seus negócios sem pagar mais impostos.
Apresentador: Também há novidades para o microempreendedor individual, o MEI, não é presidenta?
Apresentador: Eles também foram beneficiados com as mudanças que fizemos. Para lembrar aos nossos ouvintes, na indústria e no comércio, quem é microempreendedor individual paga R$ 1,00 de imposto e R$ 31,10 para a Previdência, passando a ter direito à aposentadoria. No setor serviço, paga R$ 5,00 de impostos e também R$ 31,10 para a Previdência. O que mudou este ano, Luciano, é que mais empreendedores poderão ter direito aos benefícios do sistema MEI. Agora o limite de faturamento anual é de R$ 60 mil, ou seja, de quem ganha até R$ 5 mil por mês. Estamos aumentando o limite de faturamento, que antes era de apenas R$ 36 mil/ano. Com isso, estamos estimulando o microempreendedor individual a formalizar e a expandir seus negócios. Com a nova regra, quase 4 milhões de micro e pequenas empresas serão beneficiadas pelo Supersimples, e 1,9 milhão microempreendedores pelo MEI. E, Luciano, você sabe que as micro e pequenas empresas empregam mais de 9 milhões de trabalhadores no Brasil.
Apresentador: Outros setores receberam benefícios fiscais?
Presidenta: Receberam, sim. No final do ano passado, nós também reduzimos o imposto sobre produtos da linha branca, que são geladeiras, fogões, máquinas de lavar entre outros. Esta redução continua valendo até março. Estes, Luciano, são exemplos de redução de tributos feitos pelo governo com grande repercussão para 2012. Por tudo isso, Luciano, estou convencida que 2012 será um bom ano. Nos orgulha muito sermos a sexta maior economia do mundo, mas o nosso objetivo é garantir aos brasileiros mais renda e mais emprego.
Apresentador: Presidenta, a conversa está boa, mas, infelizmente, o nosso tempo acabou. Obrigado pela sua presença mais uma vez.
Presidenta: Obrigada, Luciano. Um bom-dia e uma boa semana a todos que nos acompanharam até agora.
Apresentador: Você que nos ouve pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Voltamos na segunda-feira que vem, até lá!
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://cafe.ebc.com.br/cafe/arquivo/salario-minimo-e-supersimples
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Brasileiro termina 2011 otimista sobre 2012, o que ajudará economia
Dois terços das famílias apostam que o novo ano trará mais melhorias socioeconômicas ao país. Quanto maior a escolaridade e a renda, maior o otimismo. Em dezembro, Índice de Expectativa das Famílias medido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobe e atinge 67%. Segundo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, confiança induz crescimento, via consumo.
Najla Passos
BRASÍLIA – Após o primeiro ano de mandato da presidenta Dilma Rousseff, os brasileiros de todas as faixas de renda e níveis de escolaridade estão mais otimistas com a situação socioeconômica do país, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Pelo levantamento, em dezembro, 64,4% das famílias acreditavam que, em 2012, o Brasil passará por melhores momentos do que em 2011. Em novembro, 60,1% das famílias mostravam grandes expectativas para o futuro próximo.
Este otimismo tem chances de se tornar uma espécie de profecia que se autorrealiza. De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a confiança das pessoas atua como fator redutor ou indutor do crescimento econômico. “Se as expectativas estão otimistas em relação ao futuro, tende-se a gastar mais. Quando há forte pessimismo, gasta-se menos”, disse.
O otimismo dos brasileiros resulta de uma percepção de que houve melhoria nas condições de vida. Em dezembro, 78,2% das famílias diziam se sentir melhores financeiramente do que um ano antes. Na metade de 2011, eram 74,7%. Para 2012, 86,6% das famílias apostam que irão progredir, percentual maior do que em novembro (82,7%).
Os dados apurados pelo Ipea fazem parte de uma pesquisa mensal realizada com 3,8 mil domicílios, distribuídos por 200 cidades diferentes, na qual o instituto tenta apurar um Índice de Expectativas das Famílias (IEF).
Em dezembro, o IEF atingiu 67,2 pontos, 3,5 a mais do que em novembro, igualando-se ao mais alto já observado antes (janeiro de 2011). Em dezembro de 2010, o índice estava em 64,6 pontos.
Pela metodologia do Ipea, quando o índice fica entre 60 e 80 pontos, as famílias podem ser consideradas “otimistas”. Acima disso, é “grande otimismo”. Abaixo, na faixa de 40 a 60 pontos, há “moderação”. De 20 a 40 pontos, há “pessimismo” e, de 0 a 20 pontos, “muito pessimismo”.
No mais recente levantamento, observou-se que todas as regiões do país apresentaram em dezembro um IEF superior ao de novembro, com exceção do Nordeste, que registrou queda de 0,6 pontos.
Em relação à expectativa para 2012, a região mais otimista é a Centro-Oeste (82,2% das famílias acham que a situação socioeconômica será melhor este ano) e a menos, o Sul (59,6% apostam em melhoria em 2012).
Quando se faz uma análise por escolaridade, verifica-se que, quanto mais estudo, mais otimismo sobre 2012. Estão nas categorias “superior incompleto” e “superior ou pós graduação” as mais altas expectativas (73% e 68,9%, respectivamente). O menor índice é entre os “sem escolaridade” (57,7%). A pesquisa possui ainda outras quatro categorias (fundamental completo e incompleto e médio completo e incompleto).
Já num recorte por renda, o maior otimismo sobre 2012 está entre quem ganha de 4 a 5 salários mínimos (75,8%) e entre os mais ricos (acima de 10 mínimos, 71,7%). E o menor, entre os quem ganham até um mínimo (51,9%).
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cartamaior.com.br