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Exportação rural explode e mostra origem da força política do setor

Em ano de baixo crescimento global, agronegócio brasileiro eleva vendas ao exterior em 24% e garante saldo comercial de US$ 77 bi, 2,5 vezes mais do que resultado geral do país. Ministro da Agricultura já sonha com exportação de US$ 100 bi em 2012. Força econômica do setor ajuda entender por que governo Dilma não tem plano de reforma agrária e novo Código Florestal.

Najla Passos

BRASÍLIA – No primeiro dia útil do ano, o governo divulgou o resultado da balança comercial em 2011 e já se sabia que, mais uma vez, o agronegócio fora decisivo para os recordes de exportação e o para o maior saldo comercial desde 2007, mesmo em um ano de crise global. Agora, ao segmentar parte dos números, o governo permite que se dimensione o peso econômico do setor rural que, em alta, acaba proporcionando mais força política também, como se vê na falta de um plano de reforma agrária da gestão Dilma e no avanço do novo Código Florestal no Congresso.

Em 2011, ao fazer negócios com o exterior, o agronegócio gerou duas vezes e meia mais dólares ao país, do que o conjunto da economia. O saldo comercial dos ruralistas foi de US$ 77 bilhões, enquanto o do Brasil em geral foi de US$ 30 bilhões. O dado, divulgado nesta terça-feira (10) pelo ministério da Agricultura, sugere o tamanho do prejuízo pela indústria, afetada por um dólar ainda barato demais e, mais do que qualquer outro setor, pela crise global.

No ano passado, apesar desta mesma crise global, de problemas climáticos e de um embargo russo contra o Brasil, as exportações do agronegócio registraram novo recorde, alcançando o melhor ano desde 1997. O país exportou US$ 94 bilhões, 24% a mais do que em 2010, e o ministro Mendes Ribeiro já sonha com uma marca centenária. “Francamente, temos condições de ultrapassar os US$ 100 bilhões em exportações do agronegócio este ano”, afirmou.

Para 2011, a meta anunciada no início do primeiro mandato da presidenta Dilma era exportar US$ 85 bilhões. Ao contrário de anos anteriores, não houve aumento na produção. Foi a alta no preço dos principais produtos exportados pelo Brasil que acabou ampliando o resultado em quase US$ 10 bilhões de 2010 para o ano passado.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Célio Porto, o resultado da balança comercial de 2011 confirma uma tendência de crescimento registrada há dez anos, com exceção de 2009, em função da grave crise financeira internacional que explodira no ano anterior.

Porto não acredita, entretanto, que a crise global vá afetar o agronegócio brasileiro em 2012. Segundo ele, apesar da União Europeia, principal cliente brasileiro, enfrentar uma séria crise econômica, o crescimento nas exportações se dá nos negócios com Ásia, Oriente Médio, África e Oceania.

Além disso, Porto informa que a grande expectativa de exportação para a Europa é a carne brasileira, que sempre teve restrições de entrada no continente por conta de questões sanitárias. “A ampliação da exportação de carne poderá compensar outras possíveis perdas”, esclarece.

A melhoria das condições sanitárias do país também é a aposta para que os produtos pecuários brasileiros conquistem mercados ainda mais promissores, como o Japão, que consome US$ 4 bilhões de carne suína por ano, e a Coréia, que compra US$ 1 bilhão.

É, também, a garantia de retomada do mercado russo que, desde junho de 2011, embargou à carne brasileira proveniente de três estados. Apesar disso, as exportações de carne suína cresceram 7%, de carne bovina, 11,5% e, de frango, 19%.

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Conab: safra de grãos será 2,8% menor; soja avança sobre arroz

Nova previsão para a safra 2011/12 é divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento. Há aumento da área plantada de soja e milho, e redução da de arroz e feijão no país. Técnicos ouvidos pela Carta Maior acreditam que ainda é cedo para prever alta de preços. No Rio Grande do Sul, 80 mil hectares de arroz são convertidos em soja, cujos preços estão em alta no mercado internacional.

Marcel Gomes

São Paulo – As dificuldades enfrentadas pelos arrozeiros no Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro do grão, geraram um fenômeno raro: a conversão de área do produto em lavouras de soja.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou nesta terça-feira (10) seu quarto levantamento da safra 2011/12, cerca de 80 mil hectares foram convertidos em várias regiões gaúchas. No país, a área plantada de arroz deve cair 9,5%.

“O produtor fez essa opção por causa da falta d’água nos mananciais e para executar a limpeza do arroz vermelho”, explica Carlos Roberto Bestetti, gerente de safras da Conab. Em meio ao cultivo de arroz branco, a variedade vermelha é tratada como praga. Uma das formas de combatê-la é fazer rotação de cultura.

Para Bestetti, a conversão é temporária. Ele acredita que essas áreas voltarão a ter arroz, tão logo as dificuldades hídricas sejam superadas.

Segundo Lucílio Alves, professor da Esalq-USP e pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os arrozeiros também tentam aproveitar os bons preços da soja, quem seguem acima de seus patamares históricos.

O preço da saca desse grão é cotado hoje a R$ 48 no Paraná, 20% acima da média de 2010. A produção de soja do país deve atingir 71,7 milhões de hectares em 2012, 4,7% a menos do que no período anterior – um prejuízo também causado pela seca. A área plantada de soja subiu 1,9%.

No caso do milho, os preços também animam o produtor. A área plantada cresceu 5,9% e a produção deve avançar 2,9%, para 60,3 milhões de toneladas. A Conab estima que a safra total de grãos do país deve alcançar 158,4 milhões de toneladas neste ano, 2,8% a menos do que no período anterior.

Preços em alta?
Apesar da redução da área plantada de arroz, ainda é cedo para dizer se o preço desse item básico da dieta dos brasileiros subirá em 2012.

“Os estoques de arroz do país estão altos. Na safra anterior nós tivemos dois milhões de toneladas a mais, e na atual teremos duas a menos. Uma compensa a outra”, afirma Bestetti. A saca é vendida hoje a cerca de R$ 24 no Rio Grande do Sul, ante R$ 35 em 2010.

De acordo com a Conab, a produção na safra 2010/11 chegou a 13,6 milhões de toneladas, ante as 11,4 milhões previstas para este ano. O consumo de arroz no país está estabilizado em 12,5 milhões de toneladas por ano.

Para Lucílio Alves, o recuo da produção “pode ajudar os preços”, mas a quantidade a ser colhida, somada com o arroz importado do Mercosul, tendem a jogar no sentido contrário.

“O consumo está estabilizado há cinco anos no Brasil. No ano passado, produtores tiveram de exportar produto porque a liquidez interna estava baixa”, afirmou.

No caso do feijão, apesar da menor produção prevista pela Conab (3,7%), também é cedo para prever alta de preços. Para Bestetti, o próprio dinamismo dessa lavoura, que tem várias safras no ano, ajuda a segurar as cotações.

“O país está bem abastecido. E, se houver falta de feijão, o produtor faz o plantio e eleva a oferta em poucos meses”, diz ele.

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Estados Unidos abrem seu mercado para carne suína brasileira

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, anunciou na tarde de hoje (10) a abertura do mercado norte-americano para a carne suína brasileira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) reconheceu a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína e autorizou a habilitação de matadouros-frigoríficos de Santa Catarina para exportação de carne suína in natura para o país.

“Isso [abertura do mercado norte-americano] para a economia é extraordinário. Agora vem Japão e Coréia”, disse o ministro por telefone ao governador Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, único estado reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação e que concentra grande parte da produção nacional de suínos. “O embargo da Rússia nos atrapalhou muito. Agora estabelecemos um outro patamar”, complementou logo depois a jornalistas recebidos em seu gabinete.

Para os estados livres de aftosa com vacinação, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos autorizou a habilitação de unidades para exportação de carne suína cozida e processada, desde que a industrialização ocorra em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e habilitados como produtores de matéria-prima. Nos demais estados, o Ministério da Agricultura (Mapa) ainda fará uma supervisão nas plantas.

Na próxima semana sairá uma lista oficial com seis plantas, de três empresas, localizadas em Santa Catarina, que estarão habilitadas a começar a vender para os Estados Unidos. Mendes Ribeiro disse que elas já foram selecionadas e receberão um comunicado ainda esta semana.

Apesar de importarem grande quantidade de carne suína, os Estados Unidos também exportam, o que pode dificultar aos produtores brasileiros conseguir exportar grandes volumes para o país. No entanto, o reconhecimento norte-americano pode ajudar a derrubar barreiras nas negociações, que já duram anos, com dois dos maiores importadores mundiais de carne suína: o Japão e a Coréia, mercados de mais de US$ 1 bilhão em importações do produto.

“Os Estados Unidos permitiram que nós escolhêssemos as plantas frigoríficas. Não tem limite de indústrias. Podemos indicar quantas atenderem os requisitos. É um voto de confiança”, disse Luiz Carlos Oliveira, diretor do Departamento Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa).

O Ministério da Agricultura informou que a principal preocupação dos Estados Unidos dizia respeito à falta de fiscais federais agropecuários nos estabelecimentos habilitados, mas a pasta já se comprometeu a atender a exigência.

Edição: Fernando Fraga

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Ministro diz que agronegócio exportará mais de US$ 100 bilhões em 2012

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse hoje (10) que o agronegócio brasileiro deve exportar, em 2012, mais de US$ 100 bilhões em produtos.

“Para chegar a US$ 100 bilhões precisamos apenas de um crescimento de 5,7% das exportações, que é um número que temos como alcançar”, disse o ministro ao se referir aos US$ 94,6 bilhões vendidos para outros países no ano passado.

O resultado de 2011 é o melhor desde 1997 – quando iniciou o registro da série histórica – e supera em 24% o alcançado em 2010, quando foram vendidos US$ 76,4 bilhões em produtos agropecuários.

Os complexos soja, sucroalcooleiro e carnes fizeram as maiores contribuições para o crescimento das vendas. Os principais destinos foram a União Europeia, China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão.

Edição: Talita Cavalcante

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