Escrito por: Rosane Bertotti, secretária Nacional de Comunicação da CUT
As ações desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Comunicação (Secom-CUT) no último período foram marcadas pelo fortalecimento e ampliação da rede cutista, envolvendo Estaduais e Ramos, o investimento em novos instrumentos, como rádio e televisão web, além da estruturação, reformulação e modernização de sites, que contribuíram decisivamente para o aprimoramento do Portal do Mundo do Trabalho (WWW.cut.org.br), com maior produção e distribuição de conteúdos, potencializando seu alcance junto à base e aos movimentos sociais.
A produção de dezenas de publicações, como jornais, revistas, cartilhas, cartazes e folders, entre outras, a partir de uma identidade visual, foi outro passo relevante.
Os conteúdos produzidos pela TVCUT são disponibilizados na internet diariamente no site da CUT ou pelo hotsite: http://tv.cut.org.br/. Podem ser reproduzidos na web e também baixados para serem exibidos em canais abertos (VHF ou UHF), já que os programas são produzidos em formato HD, o que possibilita a transmissão digital ou a cabo de qualquer lugar do Brasil e do mundo. Os programas também podem ser vistos por parabólica digital na frequência Sat C2 (Frequência 3664 Symbol Rate 3111).
A partir do dia 22 de maio de 2012, o programa CUTuque, produzido pela Central Única dos Trabalhadores começou a ser exibido em canal aberto pela TVT – TV dos Trabalhadores, no ar pelo canal 46 UHF, em 27 canais comunitários (a cabo) da Grande São Paulo e na Rede NGT, em mais de 240 pontos de abrangência em todo o país.
Além de ser distribuído via internet, os programas de rádio web são disponibilizados para mais de 2.500 rádios comerciais, comunitárias e educativas em todo o Brasil.
Nosso Portal contabiliza um número de acessos crescente, somando mais de 18 mil visitações diárias. O jornal da CUT também se faz cada vez mais presente, abordando temas que subsidiam a formulação político-sindical e dão visibilidade à luta da Central nas diferentes frentes de batalha.
Ao apostar no estreitamento de relações com os Ramos e na diversidade regional, a Secom impulsionou os compromissos e convicções cutistas para todo o país, fazendo chegar aos mais distantes rincões a mensagem da Central, de defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora, motor da transformação social e da construção de um Brasil livre, soberano, justo, igualitário e socialista. Das 13 estaduais sem site em 2010, dez já inauguraram sua página na internet, com as três demais em processo de finalização. Também foram entregues sites para cinco ramos da CUT e encontram-se em fase de conclusão o de todas as escolas sindicais.
Nossas equipes de reportagem ganharam vida, fazendo ecoar mobilizações e greves, negociações junto ao Executivo, Legislativo e Judiciário, e ações internacionais de vulto, como os Fóruns Sociais, que, sem a presença no local dos acontecimentos, não teriam dado a dimensão do protagonismo cutista nem ganhado a repercussão necessária para o confronto de ideias em nossa sociedade, pois seriam invisibilizadas – ou criminalizadas – pelos grandes conglomerados de mídia. Exemplo disso foi a cobertura realizada junto às entidades de trabalhadores da construção e da madeira nas heroicas greves nas usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, onde acompanhamos todo o seu desenvolvimento, por semanas, divulgando textos e imagens em tempo real.
Relevante significação e importância tiveram as redes sociais nesta empreitada, como bem ficou demonstrado no conjunto das campanhas desenvolvidas pela Central como a da Liberdade e Autonomia Sindical, pelo fim do imposto sindical; de defesa da Banda Larga pública, universal e de qualidade; por 10% do PIB para a educação; e do Dia Mundial da Água, contra a mercantilização e privatização.
A luta em defesa da liberdade de expressão ganhou maior relevo com a nossa participação nos diversos passos da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e, em especial, na rearticulação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que passou a ser coordenado pela secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti. Para este avanço, foi fundamental a parceria com o conjunto de entidades do setor, com os blogueiros e movimentos sociais. Esta articulação colocou em novo patamar a intervenção do FNDC, seja na coordenação e mobilização das entidades sindicais e sociais que lutam contra a concentração oligopólica dos meios de comunicação – que possibilitam à meia dúzia de barões da mídia uma enorme capacidade de manipulação da opinião pública- e em defesa de um novo marco regulatório da comunicação, que oxigene o setor. Da mesma forma, estimulamos e participamos do Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, importante iniciativa que incorpora a contribuição de várias personalidades e movimentos.
A nível internacional também foram dados passos relevantes e significativos, com o acompanhamento das ações da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul, da Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA) e da Confederação Sindical Internacional (CSI), possibilitando uma maior compreensão sobre a importância da integração do sindicalismo latino-americano e mundial na luta pelos direitos da classe trabalhadora. As ações pela ruptura com o modelo de globalização neoliberal que assalta a soberania dos países, desmonta o Estado público, privatiza e desnacionaliza empresas em função dos interesses dos países centrais do capitalismo ganharam maior visibilidade, colocando em relevo o compromisso cutista com a unidade, a articulação e mobilização das centrais a nível internacional para o enfrentamento e superação deste modelo. Da mesma forma participamos de vários encontros e seminários internacionais sobre as mudanças nos marcos constitucionais da comunicação em curso nos países da América Latina, aprimorando e qualificando a intervenção cutista, com desdobramentos positivos para a luta pela democratização.
Acreditamos que a partir deste novo momento, de posse desta compreensão e ampliando os investimentos para o fortalecimento e expansão dos instrumentos colocados à disposição pelas novas tecnologias, reunimos melhores condições para superarmos os obstáculos existentes e fazer a disputa de hegemonia com a reação conservadora, levantando bem alto a bandeira da classe trabalhadora e da sociedade brasileira por uma comunicação que dê voz e vez a todos e todas.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br