Os bancários do Bradesco que fazem parte da Associação Brasil foram surpreendidos com o comunicado na mudança da forma de cobrança das mensalidades. Agora todo mundo paga R$ 108,31.
As mensalidades eram, até então, estabelecidas por meio de um percentual do salário dos bancários, que a bem da verdade são os donos da associação. O critério era quem ganha mais, paga mais e quem ganha menos, paga menos, o que garantia a participação de todos.
Impor mensalidade única só pode ter três maléficos objetivos: jogar para fora da AB os bancários associados que tem salários menores; descaracterizar os donos da AB; fazer a associação virar pó.
Para quem ganha menos, o aumento vai onerar sobremaneira suas despesas, o que significa, sem dúvida, reduzir o número de sócios bancários e, por consequência, impactar no valor arrecadado. Déficit por déficit. Bancários que contribuíram a vida toda agora são obrigados a deixar a associação, um desrespeito.
Que a associação passa por dificuldade não há razão para negar. Entretanto, tomar medidas como essa ajudam a dificultar ainda mais a situação. É possível atualizar as mensalidades? Cremos que sim, mas mantendo o critério atual. As mensalidades deviam continuar proporcional ao salário e atualizadas pelos índices do reajuste da categoria, com um piso mínimo e um teto máximo.
Nos últimos anos vários clubes foram fechados ou vendidos, e o resultado continua deficitário, ou seja, nossa querida associação está virando poeira. Onde estão os milhões arrecadados com as vendas?
Solicitamos, em nome de todos os bancários do Bradesco sócios, a imediata suspensão desta medida temerária e injusta com quem ajudou a bancar a AB em toda sua vida.
Por último, lamentar a desculpa encontrada pelo Conselho de Administração, creditando o aumento sem critérios das mensalidades à isonomia. Lamentável.
Deonisio Schmidt
Presidente da Fetec-CUT/PR