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Por 10:06 Banco do Brasil, Destaque

Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil mobiliza trabalhadores em todo o país contra retirada de direitos

O Dia Nacional de Luta no Banco do Brasil tomou agências e unidades de todo o país, nesta quarta-feira (22). A mobilização, organizada pelo movimento sindical, teve como objetivo denunciar os ataques da direção do banco aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, que vêm sofrendo com decisões unilaterais que precarizam as condições de trabalho e intensificam a pressão por metas.

Entre os principais pontos de insatisfação estão o corte de vagas de seis horas e a substituição por cargos de oito horas, uma manobra que agrava a sobrecarga. Além disso, o banco anunciou a suspensão dos pagamentos de substituições nos meses de novembro e dezembro, retirando direitos e desvalorizando quem assume responsabilidades adicionais sem o devido reconhecimento financeiro.

Outro ataque severo foi a retirada da ajuda de custo para deslocamento dos trabalhadores das Plataformas de Suporte Operacional (PSO), penalizando bancários que se deslocam diariamente para atender demandas em diversas unidades — o que impacta diretamente sua renda e dificulta o exercício das funções.

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região atrasou a abertura da Central de Atendimento Banco do Brasil (CRBB), localizada em São José dos Pinhais, integrando as ações de mobilização no Dia Nacional de Lutas no BB.

“Esse Dia Nacional de Luta é contra os desmandos que o funcionalismo vem sofrendo dessa direção, que não tem preocupação nenhuma com seus funcionários. Hoje eles estão pegando os assessores de uma determinada função. Nossos cenops estão cheio de gente fazendo 6h, mas é em função do Sindicato ter promovido as ações, tem muita gente recebendo como 8h e trabalhando como 6h, e o banco vem de novo com essa história de todo mundo fazer 8h. Outra maldade, o banco soltou uma nota, que não negociou com o sindicato, sobre a questão da substituição. Em novembro e dezembro que é quando o povo mais tira férias, o banco falou que não vai pagar a substituição do colega, então como ele não pode fazer isso, porque tem o acordo, o banco quer cancelar as férias”, denuncia Tania Dalmau Leyva, dirigente do Sindicato e funcionária do BB.

“A jornada de 6h é uma conquista dos bancários muito antiga, agora o banco está vindo com uma reestruturação, por enquanto atingindo algumas pessoas, muita gente de Brasília, mas a gente sabe que esse não é um movimento que vai encerrar por aí, tem a tendência de em algum momento atingir assistentes e outros cargos. Então a gente precisa mobilizar, informar os colegas da base, quem não está aqui hoje, que não está ouvindo, que converse com os colegas, que acessem o site do sindicato, acessem as redes, sobre essa reestruturação, e o pior de tudo é que o banco fez isso sem conversar com o movimento sindical antes”, explicou Regina Miranda, dirigente do Sindicato e funcionária do BB.

Pacote de ataques

De uma só vez, o Banco do Brasil anunciou um pacote de medidas que afronta os direitos dos trabalhadores e a representação sindical. Entre elas estão: aumento da jornada de trabalho, não pagamento das substituições e suspensão de ajuda de custo para deslocamento nos PSOs, além do constante aumento de metas.

“Além disso recebemos denúncias de que superintendentes e gerentes regionais foram proibidos de tirar férias em janeiro, muitos estavam programados e tiveram que cancelar. O BB precisa explicar esse movimento e dizer o que pretende com isso”, destacou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Essas decisões foram tomadas sem qualquer diálogo com as entidades representativas da categoria, o que demonstra o desrespeito da direção do Banco do Brasil com seus trabalhadores e com o papel social de uma instituição pública que deveria estar a serviço da população e do desenvolvimento do país.

O movimento sindical considera essas medidas inaceitáveis e cobra respeito aos acordos firmados, valorização dos funcionários e diálogo transparente com as representações sindicais.

“A dimensão das mobilizações realizadas em todo o Brasil mostra claramente a insatisfação dos funcionários e funcionárias com as atitudes da direção do banco. O BB está ultrapassando todos os limites, impondo metas abusivas, aumentando a jornada e retirando direitos. O que pedimos é simples: respeito e diálogo”, afirmou Fernanda Lopes.

Situação na CRBB

O dirigente do Sindicato Alessandro Greco Garcia (Vovô) explicou que a CRBB foi escolhida como local da mobilização neste dia de luta aproveitando que existem muitas demandas dos assistentes que o banco não está resolvendo. “Com a mudança na Central da Divar para UAC, nada mudou. Aumentaram as metas, não nos trouxeram ainda a nossa pauta, que é de valorização dos atendentes e de concurso público, afinal nós temos mais de 120 vagas aqui sem ser preenchidas, e nós queremos a equiparação com o salário do assistente, que ganha R$ 1.500 a mais e faz a mesma coisa que os atendentes”, diz.

“Nós já tivemos uma audiência com a prefeita aqui, que na central de atendimento são 200 empregos, que a cidade vai perder de INSS (em caso de fechamento). Eu sei que muita gente aqui ia adorar que fosse em outras centrais localizadas em Curitiba, mas por mais que tenha a distância, a vantagem que você tem aqui, lá você não tem horário pra sair, a comida processada, aquilo é uma ilusão. O que a gente precisa é do apoio de vocês. Nos ajude porque vai ser uma luta muito árdua ano que vem. Nós temos essa demanda equiparação de atendentes com assistentes. Hoje a mobilização é um atraso da entrada, uma paralisação parcial, mas nós voltaremos aqui, e eu vou pedir a colaboração de vocês, quando as centrais todas juntas paralisam 100%”, convoca.

Protesto em Curitiba

As agências do Banco do Brasil na região central de Curitiba amanheceram com mensagens de protesto dos seus trabalhadores.

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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região

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