Em 2025, o Brasil bateu recorde na exportação de carne bovina: foram 3,5 milhões de toneladas, 20,9% mais do que em 2024, informa a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a carne brasileira (somando todas as categorias exportadas) movimentou US$ 18,03 bilhões, um aumento de 40,1% em relação ao resultado de 2024.
As altas ocorrem mesmo diante do tarifaço estadunidense, que chegou a um total de 76,4% no combinado geral. As tarifas passaram a ser implementadas em abril de 2025, e algumas delas foram removidas em novembro do mesmo ano.
Ainda assim, o setor de exportação se viu obrigado a negociar com outros mercados, nota a Abiec, que incluíram Japão, Coreia do Sul e Turquia. O valor agregado das exportações cresceu ao longo do ano, resultado, também, do fortalecimento da competitividade do produto nacional.
No último mês, a China anunciou um pacote de alíquotas de importação adicionais de 55% sobre o comércio de carne que exceda a cota delimitada para os fornecedores do país (entre eles estão o Brasil, mas também a Austrália e os EUA), uma medida de proteção do mercado doméstico que faz coro à tendência iniciada pelos Estados Unidos.
A nova tarifa é calculada “com base nas entradas reais no país” a partir de 1º de janeiro de 2026, segundo comunicado, e a expectativa é que a cota brasileira seja reduzida em até 350 mil toneladas no ano.
Em 2025, a China foi o maior destino das exportações de carne bovina do Brasil. O país respondeu por até 48% do total exportado, com faturamento de US$ 8,9 bilhões. Para os EUA, o segundo maior mercado de carnes do Brasil, foram enviadas 271,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,64 bilhão.
Os outros parceiros comerciais de destaque são:
- Chile: 136,3 mil toneladas e US$ 754,5 milhões.
- União Europeia: 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão.
- Rússia: 126,4 mil toneladas e US$ 537,1 milhões.
- México: 118,0 mil toneladas e US$ 645,4 milhões.
A maior parte das vendas foi formada por carne bovina in natura, que representa o segmento mais importante em valor e volume.