O movimento sindical se reuniu na manhã desta segunda-feira (12) em frente à Caixa da Praça Carlos Gomes e da Caixa Cultural, em Curitiba, para celebrar os 165 anos do banco. Os representantes sindicais distribuíram material informativo para a população e também cantou “parabéns” pela data.
Fundamental para a vida dos brasileiros, por conta de ser o responsável pela execução das principais políticas sociais do Governo Federal, a Caixa passa por uma espécie de dicotomia: se por um lado a instituição tem papel fundamental para o desenvolvimento do País, por outro acaba por não demonstrar o devido reconhecimento para os seus trabalhadores e trabalhadoras.
Um exemplo disso é a questão envolvendo a Super Caixa. Criado para substituir o Bônus Caixa e o Time de Vendas (TDV), o programa impões condições que acabam por desmotivar o bancário e bancária. “Nós reconhecemos o valor que a Caixa possui, mas é preciso que o banco faça a sua parte e reconheça todo o esforço de seus trabalhadores e trabalhadoras que fazem do banco uma instituição sólida e reconhecida pela população”, alerta o secretário de bancos públicos da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR), João Paulo Pierozan.
Outro ponto questionado é o fechamento de agências. A política de redução da Caixa fez com que, desde 2017, quase 200 unidades foram fechadas. A medida não traz prejuízos apenas para a categoria, mas também para a população, pois, com a redução, as filas acabam sendo inevitáveis. “A Caixa tem a obrigação de cumprir sua função social. Não podemos simplesmente aceitar que o banco vire as costas para a sociedade e feche estes espaços. Isso é abandono. O atendimento presencial ainda é necessário”, ressalta a diretora estadual da Fetec/PR, Samanta Almeida.
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Texto e fotos: Flávio Augusto Laginski
Fonte: Fetec/PR