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Por 10:26 Recentes, Saúde do Trabalhador

Brasil tem 4 mi de afastamentos do trabalho em 2025

O g1, portal de notícias da Globo, publicou no último dia (26), uma notícia informando que o Brasil registou 4 milhões de afastamentos do trabalho em 2025, maior número em cinco anos. O texto traz dados exclusivos obtidos pelo portal junto ao Ministério da Previdência Social. As principais informações são:

📢 Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos mais de 4,1 milhões de afastamentos do trabalho por incapacidade temporária em 2025. O número é o maior em cinco anos e representa um aumento de 17,1% em relação a 2024.

📈 As dores nas costas e os problemas na coluna lideraram as concessões de benefícios no país. Em 2025, a dorsalgia (a dor nas costas) foi a principal causa de afastamento de licença, com 237.113 pedidos concedidos.

📊 Na sequência aparecem os outros transtornos de discos intervertebrais, como a hérnia de disco, responsáveis por 208.727 afastamentos.

📈 Os casos de ansiedade e depressão cresceram em relação ao ano anterior e, se somados, já formam o segundo maior motivo de afastamento do trabalho no Brasil, atrás apenas das doenças da coluna. A ansiedade levou a 166.489 afastamentos e a depressão a 126.608.

📊 Somente em 2025, mais de 546.254 afastamentos do trabalho foram por questões de saúde mental. Isso representa um aumento de 15% em relação ao ano passado.

📈 A lista feita pelo Ministério da Previdência considera as doenças que mais geraram concessões de benefício. Entre elas, também estão: transtorno bipolar, dependência química, estresse grave, esquizofrenia e alcoolismo.

Posição do Sindicato

“Nas categorias bancária e financiária, os afastamentos por problemas de saúde mental lideram os pedidos. Sabemos que isso ocorre muito por conta das cobranças diárias, das metas inatingíveis estabelecidas por bancos e financeiras, pela falta de apoio entre as áreas e o desestímulo à manutenção de um ambiente de trabalho saudável”, avalia Ana Fideli, secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato. O movimento sindical bancário também é pioneiro na fiscalização das condições de trabalho e na denúncia dos altos índices de adoecimento dos trabalhadores do Sistema Financeiro.

Dados no Ramo Financeiro

De 2015 a 2020, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral a variação foi de 15,4%. Ou seja, entre os bancários essa variação foi 1,7 vezes maior. Os dados dão do Dataprev, SUB e INSS analisados no relatório “Saúde do trabalhador bancário”, produzido pela Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ainda segundo o relatório do Dieese, apesar de representar cerca de 1% do emprego formal no Brasil, em 2024, a categoria bancária foi responsável por 25% dos afastamentos acidentários (B91) por doenças mentais e comportamentais no País. Um número crescente, já que em 2012 esse percentual era de 12%. Nos afastamentos previdenciários (B31) da categoria bancária, as doenças mentais saíram de 23% em 2012 para 40% em 2022. Já nos afastamentos acidentários (B91), as doenças mentais passaram de 30% para 57% no mesmo período.

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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, com informações do g1

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