Na manhã de quinta-feira, 19 de fevereiro, os brasileiros que viajariam à Argentina foram surpreendidos com o cancelamento de voos: era a greve geral dos trabalhadores contra as medidas anunciadas pelo presidente Javier Milei que traz diversos retrocessos nas relações de trabalho.
No pacote, alterações já bem conhecidas pelos brasileiros, que passaram por isso com a Reforma Trabalhista de 2017, do Governo Temer, como por exemplo, mudanças que permitem a precarização da jornada de trabalho. Lá na Argentina, a decretação do fim das horas extras com a substituição de banco de horas para majorar a jornada em até 12 horas diárias; a instituição de “penduricalhos” que não são incorporados ao salário e não refletem na aposentadoria; o fracionamento de férias, que atinge a cultura do descanso; o fim do direito à greve com o alargamento da noção de “serviço essencial” no país.
Mas no que as alterações trabalhistas na Argentina refletem no povo brasileiro?
“O que acontece na prática é a piora do presente e do futuro da população argentina, com mais trabalho e achatamento salarial e a demolição das conquistas de décadas. E todas essas mudanças são promovidas não somente pela vontade de um presidente, mas também dos deputados e senadores eleitos, que aprovaram a lei de Milei”, explica Pablo Diaz, diretor de Formação da Fetec-CUT/PR.
O dirigente sindical contextualiza que a Argentina vive há alguns anos com um cálculo de inflação defasado, que já atinge o reajuste dos salários dos trabalhadores formais, reduziu o poder de compra, num cenário que inclui ainda 40% de informalidade. “O interesse dessa nova lei é justamente o de facilitar as demissões, reduzindo custos e ampliando essa possibilidade, para beneficiar o mercado e prejudicar a população”, diz.
Para o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, é importante que os trabalhadores entendam o poder do seu voto nas eleições para a Câmara Federal e o Senado também aqui no Brasil. “O parlamento, tanto os deputados estaduais, federais, quanto os senadores escolhidos, devem refletir a vontade dos trabalhadores e não atuar para beneficiar somente o lucro das empresas”, afirma Cristiane Zacarias, presidenta da entidade.
Aprovação da lei argentina
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou no dia 20 de fevereiro, mesmo com a greve geral, o projeto de reforma trabalhista do governo Javier Milei por 135 votos a favor e 115 contra, que também já havia passado pelo Senado, demonstrando a importância de candidaturas de trabalhadores e parlamentares favoráveis às causas trabalhistas nas casas legislativas.
Saiba mais: Câmara dos deputados da Argentina aprova Reforma Trabalhista
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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região