A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sediou na manhã desta terça-feira (10) um debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, tema que tem mobilizado trabalhadores e entidades sindicais em todo o Brasil. A iniciativa foi proposta pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT), com o objetivo de discutir os impactos desse modelo de jornada na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. A categoria bancária esteve presente na audiência, representada por dirigentes da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) e dos sindicatos de Umuarama e Curitiba.
O evento contou com a presença de representantes de movimentos sindicais e de diversas categorias profissionais. O plenário da Assembleia ficou cheio, com trabalhadores e trabalhadoras que acompanharam atentamente os debates e trouxeram relatos sobre as dificuldades enfrentadas por quem vive a rotina da escala 6×1.
Durante a audiência, foram apresentados dados e análises que mostram como esse modelo de jornada pode provocar cansaço excessivo, desgaste físico e mental, além de dificultar a convivência familiar e o tempo de descanso adequado. Também foram discutidos estudos que indicam que a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso semanal, não traria prejuízos significativos para a economia, ao mesmo tempo em que contribuiria para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
O presidente da Fetec-CUT/PR, Deonisio Schmidt, defendeu o fim da escala 6×1 e ressaltou que a categoria bancária deve lutar por este direito. “Esta é uma pauta que não pode ser uma disputa entre esquerda ou direita, patrão e empregado. Lutar contra a escala 6×1 é uma questão de decência humana. Não há descanso para uma pessoa que trabalha seis dias por semana no trabalho e um em casa, pois a mesma acaba tendo sua vida ceifada pela exploração do trabalho”, conclui.
Texto e foto: Flávio Augusto Laginski
Fonte: Fetec/PR