(São Paulo) O principal executivo do HSBC no Brasil, Emilsom Alonso, admitiu que o banco não terá mais estagiários exercendo a função de bancários em suas agências. O banco, porém, continuará contratando os estagiários para trabalhar em suas matrizes, em departamentos onde há espaço para estágios. A decisão do HSBC, segundo Alonso, foi motivada por ação no Ministério Público e discutida em seminário nesta quinta-feira.
Alonso participou do segundo dia de seminário da COE (Comissão de Organização dos Empregados) do HSBC, realizado em Curitiba. O executivo foi convidado para traçar um panorama das perspectivas do banco para o país em 2004.
Sobre a questão dos estagiários, Adilson Stuzata, presidente da Fetec Paraná e coordenador da COE do HSBC, afirmou que “o banco vinha desvirtuando o estágio, ou seja, os estagiários estavam orientando filas, entregando talões de cheque” . “Sendo assim, não havia nenhuma relação entre o estágio e o aprendizado acadêmico”, completou Stuzata.
A comissão dos empregados do HSBC também solicitou ao executivo o adiantamento da 2ª parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) para janeiro. De acordo com a Convenção Coletiva, assinada pelo banco, o HSBC tem até 3 de março para depositar a 2ª parcela da PLR aos funcionários.
O Part Time e a questão da complementação das aposentadorias também foram assuntos discutidos.
Aposentadoria Abapa – De acordo com o secretário de Organização da CNB, Miguel Pereira, a questão da complementação de aposentadoria foi discutida com Alonso, mas uma nova reunião será agendada.
O HSBC propôs uma migração de plano de aposentadoria aos bancários contratados até 4/05/1977 pelo Bamerindus e que possuem o Abapa (Abono Permanente ao Aposentado Bameridiano). A intenção do banco é que os cerca de 1.000 bancários que ainda possuem o Abapa mudem para a modalidade PGBL (forma de previdência privada capitalizada). “Esse processo de migração traz uma série de prejuízos aos bancários”, avalia Pereira.
A modalidade Abapa compreende:
– 25% da remuneração mensal da ativa
– pagamento de um prêmio de aposentadoria que varia de cinco a 20 salários (de acordo com o tempo de “casa” do bancário)
– seguro-saúde até 12 meses sem custo
– manutenção do seguro-saúde após o 13º mês nas mesmas condições
A comissão dos empregados vai cobrar nova reunião com o banco para tratar somente deste assunto. Por enquanto, a orientação da COE do HSBC é para a não adesão à migração.
Avaliação – A presença de Emilsom Alonso no seminário foi avaliada como produtiva por Pereira e Stuzata. A comissão dos empregados fez vários questionamentos e aprofundou o debate, principalmente em relação à Associação Bamerindus.
Representantes de funcionários apresentaram algumas deficiências dos planos de saúde e odontológico, como por exemplo, problemas enfrentados por bancários por conta da cobertura dos mesmos. O HSBC se comprometeu a reavaliar a cobertura do plano de saúde.
Gabriella Esper – CNB/CUT
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