Estadão
Todas as atenções estão voltadas para ações e projetos de investimento e desenvolvimento
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma hoje sua rotina no Palácio do Planalto, depois de 12 dias de descanso, mas o primeiro compromisso só ocorrerá amanhã, quando vai comandar uma minirreunião ministerial para discutir projetos de desenvolvimento, investimentos e metas de crescimento econômico. São temas que Lula quer que fiquem como a “marca do governo” neste ano, e que tragam consigo a geração de empregos.
Por isso, os operadores do Palácio do Planalto começam a definir nesta semana a pauta da convocação extraordinária do Congresso, a partir do dia 20. A captação de investimentos, por exemplo, depende da aprovação da lei do programa de Parceria Público-Privada (PPP).
“A agenda do desenvolvimento será o aspecto central da pauta do Congresso e do governo”, disse ontem o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Segundo ele, já está acertado com o Planalto que o PPP entrará na pauta da convocação. “Precisamos votar neste ano os projetos que representam o verdadeiro gargalo para a retomada do desenvolvimento”, completa o deputado Paulo Bernardo (PT-PR).
Para a reunião de amanhã de manhã, Lula convocou os ministros que compõem o núcleo de governo: Antônio Palocci (Fazenda), José Dirceu (Casa Civil), Luiz Dulci (secretário-geral da Presidência), Luiz Gushiken (Comunicação de Governo), e outros das áreas relacionadas ao tema da reunião – Guido Mantega (Planejamento) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento e Comércio Exterior).
Segundo auxiliares de Lula, ele próprio escolheu o tema do debate para deixar claro que essa será a marca do governo em 2004.
Prêmio
Hoje, o único evento de Lula será a cerimônia, no Palácio do Itamaraty, onde ele e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso serão homenageados com o Prêmio Notre Dame de 2003. Criado em 2002, o prêmio é concedido anualmente pelo Instituto Kellog para Estudos Internacionais, da Universidade Notre Dame (EUA), e pela Fundação Coca-Cola, a latino-americanos que tenham contribuído significativamente para o bem comum no Continente.
Será a primeira visita de FHC a Brasília desde a posse de Lula, em janeiro de 2003. Mas é o segundo encontro dos dois – o primeiro foi em outubro, na Bolívia. “Trata-se de um encontro institucional sem conseqüência política”, definiu o presidente do PT, José Genoino.
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