O valor do novo salário mínimo não será divulgado esta semana, anunciou ontem o líder do governo na Câmara, professor Luizinho (PT/SP). Luizinho disse que o problema maior em estudo no governo é o impacto do novo valor nas contas dos municípios e nas contas da Previdência. “Precisamos fazer [o aumento] de tal forma que não prejudique os municípios”, disse Luizinho ao deixar o Palácio da Alvorada onde participou de reunião com o Lula e ministros. “Não tem valor. Estamos no início da discussão. Esperamos que até o dia 1º de maio seja definido o novo salário”, agregou.
O governo sinalizou com um reajuste de entre R$ 276 e R$ 280, o que significa um aumento real de 10%. Já a CUT pediu uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde o líder sindical Luiz Marinho reivindicará um mínimo de R$ 300. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), defendeu um mínimo igual a cem dólares, o que equivaleria a R$ 290. A oposição também defende um aumento maior, esquecida de que o governo Fernando Henrique Cardoso fixou os menores valores reais da história do salário mínimo desde a sua criação por Getúlio Vargas, em 4 de julho de 1940.
Fonte: DIAP
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