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MST É VÍTIMA NO CONFRONTO SOCIAL, DIZ TEÓLOGO

da Agência Folha, em SP e Ouro Preto (MG)

O teólogo Leonardo Boff defendeu hoje o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), diante das críticas dirigidas aos sem-terra por vários setores da sociedade, como ruralistas.

Segundo Boff, o MST não é um movimento social violento. É, diz ele, a vítima no confronto social.

Boff, que foi agraciado pelo governo de Minas Gerais com a medalha da Inconfidência, na cidade histórica de Ouro Preto, ao ser questionado sobre o fato de o governo considerar que há uma “demonização” dos movimentos sociais, conforme reportagem de ontem da Folha, disse que isso tende a acontecer “na medida em que a situação é conflitiva”.

“No conflito, você procura desmoralizar o opositor. Na verdade, o MST é extremamente organizado. Eles [sem-terra] não seguem o curso da violência, não usam armas. São as maiores vítimas, já que são milhares de mortos. E, quase sempre, os assassinos estão impunes”, afirmou.

Segundo o teólogo, são 4 milhões de famílias sem terra espalhadas pelo país. Diante disso, Boff afirmou que os movimentos que lutam pelos sem-terra “reivindicam o direito mínimo: terra para trabalhar e morar”.

Boff disse que o Brasil é o país que mais dispõe de terras “no mundo”, e acrescentou: “[Os sem-terra] são como Abraão. Andam por aí, e parece que o Brasil é pequeno demais para eles”.

Ele afirmou que o governo Lula tem o compromisso de fazer a reforma agrária e que os movimentos sociais tentam acelerá-la, o que seria uma atitude normal. E ele concorda com a necessidade de maior agilidade.
“O governo começou o processo. Gostaria que o governo investisse pesado para fazê-la em três anos, definitivamente.”

Sobre as invasões atuais, disse que a “pressão é diferente” agora, comparando com governos passados. “Antes, os movimentos sociais viam o Estado como inimigo. Agora, vêem como aliado. A pressão grande é no sentido positivo. Sabem que o Estado é sensível às questões sociais.”

Pernambuco

Um grupo de aproximadamente 50 famílias de sem-terra ligados à Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco) montou hoje pela manhã, por volta das 5h, um acampamento em frente à fazenda Caraíbas, de 500 hectares, próximo ao município de Petrolina (a 770 km de Recife).

A Fetape não informou se pretende invadir a fazenda. Neste ano, a federação montou 23 acampamentos às margens de propriedades, mas não invadiu nenhuma.

De acordo com o secretário de política agrária da Fetape, Doriel Saturnino, a propriedade é improdutiva. Nenhum funcionário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi localizado ontem para confirmar a informação.

O proprietário da fazenda, Geraldo Coelho, afirmou que irá produzir manga e uvas na fazenda e que os projetos para as plantações ainda estão em elaboração.

A Polícia Militar de Petrolina esteve no local do acampamento e não registrou conflitos na ação.(PAULO PEIXOTO E VICTOR RAMOS)

Por 11:57 Notícias

MST É VÍTIMA NO CONFRONTO SOCIAL, DIZ TEÓLOGO

da Agência Folha, em SP e Ouro Preto (MG)
O teólogo Leonardo Boff defendeu hoje o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), diante das críticas dirigidas aos sem-terra por vários setores da sociedade, como ruralistas.
Segundo Boff, o MST não é um movimento social violento. É, diz ele, a vítima no confronto social.
Boff, que foi agraciado pelo governo de Minas Gerais com a medalha da Inconfidência, na cidade histórica de Ouro Preto, ao ser questionado sobre o fato de o governo considerar que há uma “demonização” dos movimentos sociais, conforme reportagem de ontem da Folha, disse que isso tende a acontecer “na medida em que a situação é conflitiva”.
“No conflito, você procura desmoralizar o opositor. Na verdade, o MST é extremamente organizado. Eles [sem-terra] não seguem o curso da violência, não usam armas. São as maiores vítimas, já que são milhares de mortos. E, quase sempre, os assassinos estão impunes”, afirmou.
Segundo o teólogo, são 4 milhões de famílias sem terra espalhadas pelo país. Diante disso, Boff afirmou que os movimentos que lutam pelos sem-terra “reivindicam o direito mínimo: terra para trabalhar e morar”.
Boff disse que o Brasil é o país que mais dispõe de terras “no mundo”, e acrescentou: “[Os sem-terra] são como Abraão. Andam por aí, e parece que o Brasil é pequeno demais para eles”.
Ele afirmou que o governo Lula tem o compromisso de fazer a reforma agrária e que os movimentos sociais tentam acelerá-la, o que seria uma atitude normal. E ele concorda com a necessidade de maior agilidade.
“O governo começou o processo. Gostaria que o governo investisse pesado para fazê-la em três anos, definitivamente.”
Sobre as invasões atuais, disse que a “pressão é diferente” agora, comparando com governos passados. “Antes, os movimentos sociais viam o Estado como inimigo. Agora, vêem como aliado. A pressão grande é no sentido positivo. Sabem que o Estado é sensível às questões sociais.”
Pernambuco
Um grupo de aproximadamente 50 famílias de sem-terra ligados à Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco) montou hoje pela manhã, por volta das 5h, um acampamento em frente à fazenda Caraíbas, de 500 hectares, próximo ao município de Petrolina (a 770 km de Recife).
A Fetape não informou se pretende invadir a fazenda. Neste ano, a federação montou 23 acampamentos às margens de propriedades, mas não invadiu nenhuma.
De acordo com o secretário de política agrária da Fetape, Doriel Saturnino, a propriedade é improdutiva. Nenhum funcionário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foi localizado ontem para confirmar a informação.
O proprietário da fazenda, Geraldo Coelho, afirmou que irá produzir manga e uvas na fazenda e que os projetos para as plantações ainda estão em elaboração.
A Polícia Militar de Petrolina esteve no local do acampamento e não registrou conflitos na ação.(PAULO PEIXOTO E VICTOR RAMOS)

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