Isabel Braga – O Globo
BRASÍLIA – O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, anunciou nesta quinta-feira que no primeiro trimestre deste ano foram criados 347 mil novos postos de trabalho.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram apresentados hoje pelo ministro. Segundo ele, é o maior salto desde 1992, quando o Caged foi criado. No primeiro trimestre do ano passado o total de postos formais criado foi de 140,1 mil.
Berzoini acrescentou que só no mês de março foram criados 108,2 mil empregos. O maior crescimento veio da indústria de transformação, que contratou 50,7 mil pessoas.
O setor de serviços gerou 35,6 mil vagas e o comércio, 12,1 mil contratações. Pelo terceiro trimestre consecutivo, a construção civil apresentou crescimento. Neste último trimestre foram gerados 23,2 mil postos.
A maior parte dos empregos foi criada na região Sudeste (69,9 mil postos), seguida da região Sul (38,7 mil), da região Centro-Oeste (18,8 mil) e da região Norte (4,9 mil).
No Nordeste, entretanto, o Caged registrou uma perda de 23,4 mil vagas. Berzoini comemorou os números, mas admitiu que o problema do desemprego ainda é grave no país.
– O desemprego continua elevado e a situação é grave. Não é por que o Caged apresentou números positivos que aponta um cenário cor-de-rosa – disse Berzoini.
Segundo o ministro, nas cidades do interior o mercado formal está mostrando melhores resultados do que nas regiões metropolinas. Com exceção de Pernambuco, nos outros estados os índices de aumento de emprego foram maiores no interior do estado do que na capital.
Isso, entretanto, não tem sido suficiente para absorver o desemprego no país. Para Berzoini, se for possível manter o ritmo de criação e manutenção de postos formais de trabalho deste primeiro trimestre, ao fim do ano será criado 1,3 milhão de empregos, número equivalente à quantidade de jovens.
– Seria um impacto significativo, mas o ideal seria a criação de 4 ou 5 milhões de empregos este ano – disse o ministro.
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