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DESEMPREGO VAI A 12,8% COM JURO ALTO

Em março, 2,7 milhões de pessoas estavam desocupadas

Rio (AE) – O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas subiu para 12,8% em março, a maior taxa desde outubro. Em São Paulo, região mais industrializada do país, a taxa já alcança 14,6%.

O resultado nacional foi pior que o de fevereiro (12%) e o de março de 2003 (12,1%). O número de desocupados nos locais pesquisados chegou a 2,7 milhões, numa situação considerada “preocupante” pelo gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo Pereira.

Ele atribui o crescimento do desemprego à frustração das expectativas dos empresários de uma queda mais veloz dos juros.

O rendimento dos trabalhadores, apesar da queda de 2,4% em comparação com março do ano passado, prosseguiu na trajetória de lenta recuperação, com desaceleração das reduções em relação ao ano anterior e crescimento de 1,4% ante fevereiro.

Sobre o desemprego, Pereira observou que “havia, no início do ano, a expectativa de queda maior dos juros. Com os juros muito elevados, não houve abertura de novas vagas em número suficiente para absorver a demanda”.

Ele avaliou que os dados do mercado de trabalho em março mostram que a situação “está muito longe de ser favorável” e que “era de se esperar que houvesse um crescimento da desocupação, mas não dessa ordem”.

Pereira explicou que há um aumento sazonal do desemprego em março, mas o crescimento surpreendeu pela intensidade e pela velocidade.

Segundo ele, é histórico o aumento da taxa de desemprego no primeiro semestre do ano, mas preocupa o fato de que a taxa tenha chegado a 12,8% já em março, nível só alcançado, nos seis primeiros meses do ano passado, em maio.

A abertura de vagas no mercado de trabalho em março não foi suficiente para absorver o significativo aumento da procura por emprego. O total de 2,7 milhões de desempregados nas seis regiões representou 203 mil pessoas a mais do que em fevereiro, com crescimento de 8,1% de um mês para o outro.

A ocupação no período, ao contrário, teve a criação de apenas 81 mil vagas. ou aumento de 0,4%, variação considerada estagnação pelo IBGE.

O gerente do IBGE avalia que o dado positivo do mercado de trabalho em março foi a confirmação da trajetória de recuperação do rendimento dos trabalhadores.

Segundo ele, apesar da queda em relação a março de 2003, a redução foi bem menor do que a registrada nessa base de comparação em fevereiro (-5,7%) e janeiro (-6,2%).

No ano passado, o rendimento chegou à queda recorde de 16,4% em julho e teve variações negativas de dois dígitos de maio a dezembro.

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DESEMPREGO VAI A 12,8% COM JURO ALTO

Em março, 2,7 milhões de pessoas estavam desocupadas
Rio (AE) – O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas subiu para 12,8% em março, a maior taxa desde outubro. Em São Paulo, região mais industrializada do país, a taxa já alcança 14,6%.
O resultado nacional foi pior que o de fevereiro (12%) e o de março de 2003 (12,1%). O número de desocupados nos locais pesquisados chegou a 2,7 milhões, numa situação considerada “preocupante” pelo gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo Pereira.
Ele atribui o crescimento do desemprego à frustração das expectativas dos empresários de uma queda mais veloz dos juros.
O rendimento dos trabalhadores, apesar da queda de 2,4% em comparação com março do ano passado, prosseguiu na trajetória de lenta recuperação, com desaceleração das reduções em relação ao ano anterior e crescimento de 1,4% ante fevereiro.
Sobre o desemprego, Pereira observou que “havia, no início do ano, a expectativa de queda maior dos juros. Com os juros muito elevados, não houve abertura de novas vagas em número suficiente para absorver a demanda”.
Ele avaliou que os dados do mercado de trabalho em março mostram que a situação “está muito longe de ser favorável” e que “era de se esperar que houvesse um crescimento da desocupação, mas não dessa ordem”.
Pereira explicou que há um aumento sazonal do desemprego em março, mas o crescimento surpreendeu pela intensidade e pela velocidade.
Segundo ele, é histórico o aumento da taxa de desemprego no primeiro semestre do ano, mas preocupa o fato de que a taxa tenha chegado a 12,8% já em março, nível só alcançado, nos seis primeiros meses do ano passado, em maio.
A abertura de vagas no mercado de trabalho em março não foi suficiente para absorver o significativo aumento da procura por emprego. O total de 2,7 milhões de desempregados nas seis regiões representou 203 mil pessoas a mais do que em fevereiro, com crescimento de 8,1% de um mês para o outro.
A ocupação no período, ao contrário, teve a criação de apenas 81 mil vagas. ou aumento de 0,4%, variação considerada estagnação pelo IBGE.
O gerente do IBGE avalia que o dado positivo do mercado de trabalho em março foi a confirmação da trajetória de recuperação do rendimento dos trabalhadores.
Segundo ele, apesar da queda em relação a março de 2003, a redução foi bem menor do que a registrada nessa base de comparação em fevereiro (-5,7%) e janeiro (-6,2%).
No ano passado, o rendimento chegou à queda recorde de 16,4% em julho e teve variações negativas de dois dígitos de maio a dezembro.

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