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Greve: Centro Administrativo Vila Hauer do HSBC é fechado pelos bancários

Os bancários de Curitiba fecharam esta manhã (09/10) o Centro Administrativo HSBC da Vila Hauer com apoio do Sindicato dos Bancários de Curitiba e da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná, conhecida como Federação dos Bancários da CUT (FETEC-CUT-PR). No dia 22 de setembro, o Sindicato já havia atrasado o expediente de abertura da unidade. Na oportunidade, os portões só foram abertos ao meio-dia.

“Temos que fazer um enfrentamento firme ao HSBC. No ano passado, houve prisões, funcionários foram mantidos em cárcere privado e chamados para dormir no banco. Este ano o HSBC, reconhecendo o desgaste de imagem que teve durante a campanha salarial de 2005, está com uma postura menos agressiva”, comenta Adilson Stuzata, presidente da Federação dos Bancários da CUT/PR. “É nosso compromisso centralizar o foco de resistência do movimento grevista da categoria no HSBC, primeiro por ele fazer parte da mesa de negociação junto com a Fenaban e segundo porque o maior contingente de trabalhadores bancários de Curitiba e do Paraná são do HSBC, portanto é fundamental uma atenção especial ao banco”.

Os bancários esperam que a Fenaban apresente uma proposta de aumento real. A minuta de reivindicações foi entregue no dia 10 de agosto. “É ridícula a postura da Fenaban na mesa de negociação. Por dois anos recebemos aumento real e não vamos abrir mão desta conquista das campanhas salariais anteriores. Por várias rodadas de negociação a Fenaban manteve proposta de índice zero para este e para os próximos dois anos. Isto não foi uma proposta, foi uma provocação”, ressaltou Otávio Dias, secretário de finanças do Sindicato dos Bancários e representante de Curitiba no Comando Nacional dos Bancários.

“Temos que bater forte no HSBC, já que o banco tem sede administrativa aqui em Curitiba. Este é um compromisso que temos com cada bancário desse país”, afirma Audrea Louback, dirigente sindical e funcionária do banco.

“O HSBC antecipou o expediente de alguns funcionários da Central de Atendimento da Vila Hauer para as três horas da manhã”, explica Carlos Alberto Kanak, diretor do Sindicato e dirigente da Comissão de Empresa do HSBC. “Eles impõe uma horário para os bancários de acordo com seu plano de contigência e o trabalhador é obrigado a cumprir”, conclui.

“No ano passado, os bancários foram obrigados a chegar no domingo e dormir na sede do banco. Os funcionários também eram proibidos de deixar o local. A Delegacia Regional do Trabalho, munida de uma liminar, realizou fiscalização com mais cinco dirigentes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e localizou edredons e colchões escondidos, demonstrando que os trabalhadores estavam sendo coagidos a permanecer no local de trabalho”, conta Audrea Louback.

O Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos aponta que desde 2002 há um volume expressivo de crescimento de lucros nos bancos. Estes resultados são frutos da receita obtida com os títulos do governo, crédito e tarifas bancárias. Só a receita com serviços – tarifas – supera em 14% a despesa total com gasto de pessoal. Em 1994, a receita com serviços cobria apenas 30% deste gasto, em 2005 chegou a 114%.

“É lamentável que os bancos, o setor mais lucrativo do país, não consigam reverter toda esta lucratividade em benefícios para seus clientes e funcionários. Ao contrário, exploraram cada vez mais com uma ganância desmedida. Aumentam as tarifas bancárias, pressionam clientes para a aquisição de novos produtos e serviços e impõem metas abusivas aos bancários”, lamenta Adilson Stuzata.

Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR

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Greve: Centro Administrativo Vila Hauer do HSBC é fechado pelos bancários

Os bancários de Curitiba fecharam esta manhã (09/10) o Centro Administrativo HSBC da Vila Hauer com apoio do Sindicato dos Bancários de Curitiba e da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná, conhecida como Federação dos Bancários da CUT (FETEC-CUT-PR). No dia 22 de setembro, o Sindicato já havia atrasado o expediente de abertura da unidade. Na oportunidade, os portões só foram abertos ao meio-dia.
“Temos que fazer um enfrentamento firme ao HSBC. No ano passado, houve prisões, funcionários foram mantidos em cárcere privado e chamados para dormir no banco. Este ano o HSBC, reconhecendo o desgaste de imagem que teve durante a campanha salarial de 2005, está com uma postura menos agressiva”, comenta Adilson Stuzata, presidente da Federação dos Bancários da CUT/PR. “É nosso compromisso centralizar o foco de resistência do movimento grevista da categoria no HSBC, primeiro por ele fazer parte da mesa de negociação junto com a Fenaban e segundo porque o maior contingente de trabalhadores bancários de Curitiba e do Paraná são do HSBC, portanto é fundamental uma atenção especial ao banco”.
Os bancários esperam que a Fenaban apresente uma proposta de aumento real. A minuta de reivindicações foi entregue no dia 10 de agosto. “É ridícula a postura da Fenaban na mesa de negociação. Por dois anos recebemos aumento real e não vamos abrir mão desta conquista das campanhas salariais anteriores. Por várias rodadas de negociação a Fenaban manteve proposta de índice zero para este e para os próximos dois anos. Isto não foi uma proposta, foi uma provocação”, ressaltou Otávio Dias, secretário de finanças do Sindicato dos Bancários e representante de Curitiba no Comando Nacional dos Bancários.
“Temos que bater forte no HSBC, já que o banco tem sede administrativa aqui em Curitiba. Este é um compromisso que temos com cada bancário desse país”, afirma Audrea Louback, dirigente sindical e funcionária do banco.
“O HSBC antecipou o expediente de alguns funcionários da Central de Atendimento da Vila Hauer para as três horas da manhã”, explica Carlos Alberto Kanak, diretor do Sindicato e dirigente da Comissão de Empresa do HSBC. “Eles impõe uma horário para os bancários de acordo com seu plano de contigência e o trabalhador é obrigado a cumprir”, conclui.
“No ano passado, os bancários foram obrigados a chegar no domingo e dormir na sede do banco. Os funcionários também eram proibidos de deixar o local. A Delegacia Regional do Trabalho, munida de uma liminar, realizou fiscalização com mais cinco dirigentes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e localizou edredons e colchões escondidos, demonstrando que os trabalhadores estavam sendo coagidos a permanecer no local de trabalho”, conta Audrea Louback.
O Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos aponta que desde 2002 há um volume expressivo de crescimento de lucros nos bancos. Estes resultados são frutos da receita obtida com os títulos do governo, crédito e tarifas bancárias. Só a receita com serviços – tarifas – supera em 14% a despesa total com gasto de pessoal. Em 1994, a receita com serviços cobria apenas 30% deste gasto, em 2005 chegou a 114%.
“É lamentável que os bancos, o setor mais lucrativo do país, não consigam reverter toda esta lucratividade em benefícios para seus clientes e funcionários. Ao contrário, exploraram cada vez mais com uma ganância desmedida. Aumentam as tarifas bancárias, pressionam clientes para a aquisição de novos produtos e serviços e impõem metas abusivas aos bancários”, lamenta Adilson Stuzata.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR

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