“Este é um momento histórico para todos nós que lutamos há muitos e muitos anos pela verdadeira integração social dos povos da América Latina.” Assim o presidente da CUT, Artur Henrique Santos, definiu a Cúpula Social do Mercosul, que começou nesta quarta-feira (13) e termina hoje em Brasília, com a participação de representantes dos principais movimentos sociais e dos governos do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela.
“O movimento sindical tem contribuído decisivamente com propostas e ações concretas para a ampliação da participação dos trabalhadores e dos movimentos sociais na definição dos rumos do Mercosul”, disse Artur na abertura da Cúpula, realizada na sede do Itamaraty. “Para se tornar um verdadeiro bloco econômico, com inserção no mundo, é preciso que os países do Mercosul tenham um mercado consumidor forte, o que só é possível com a geração de empregos, mais salários e distribuição de renda.”
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, abriu o encontro afirmando que a Cúpula Social é um momento significativo que simboliza a construção simultânea do “Mercosul dos Estados” e do “Mercosul dos Povos”. O secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou o esforço conjunto de “transformar os movimentos sociais em atores políticos do Mercosul”, o que em sua opinião constitui “um projeto de ambição civilizatória” que pode estabelecer parâmetros para outros blocos econômicos regionais.
Também fizeram parte da mesa de abertura da Cúpula Social a uruguaia Lílian Celiberti, representante da Plataforma Continental de Direitos Humanos, e o argentino Carlos Alvarez, presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul.
SOMOS MERCOSUL – O modelo da Cúpula Social nasceu em Córdoba, na Argentina, durante o I Encontro por um Mercosul Produtivo e Social, quando os chefes de Estado dos países do bloco reafirmaram a importância do Programa Somos Mercosul e a necessidade de definição de uma Agenda Social e Produtiva e de um Plano Estratégico de Ação Social.
O denominador comum entre organizações sociais com origens distintas, governos e instituições do Mercosul é a defesa intransigente da integração regional. O ponto de partida foi a percepção de que, para aproximar o Mercosul do dia-a-dia dos povos da região, trazer benefícios tangíveis às populações locais e avançar na integração regional é necessário ir além dos acordos comerciais, promover a integração da cultura, das políticas sociais, da educação, da infra-estrutura e estimular uma identidade supranacional, tão bem expressa no conceito “Somos Mercosul”.
Publicada em: 14/12/2006 às 12:02 Seção: Todas as Notícias do sítio www.cut.org.br.
Deixe um comentário