Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje (15) que combater a dengue é uma responsabilidade compartilhada entre os três níveis de governo e a população.
“A responsabilidade é de 190 milhões de brasileiros, é de todos os prefeitos e todos os governadores, do presidente da República e quem mais quiser participar desse mutirão para matar esse mosquito antes que ele nos mate”.
Ao participar hoje (15) da abertura da 11ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente Lula convocou a população para eliminar o mosquito da dengue.
“Que o Brasil crie um verdadeiro exército de homens e mulheres para enfrentar esse inimigo tão minúsculo, mas que causa tanto prejuízo quanto o mosquito da dengue”, afirmou.
Lula negou que tenha dado um “pito” nos prefeitos ontem (14) no programa semanal de rádio Café com o Presidente, ao anunciar que faria um chamamento aos prefeitos para o combate à dengue, e que cada um precisava assumir a responsabilidade de cuidar com muito carinho de sua cidade.
“Falei que era preciso ter os prefeitos como bons cúmplices da nossa política de combate à dengue, porque a dengue se dá no município, e a dengue pode se tornar uma coisa mais grave do que foi nesse ano”, disse o presidente.
Ele afirmou que não estava transferindo responsabilidades, mas chamando todos os prefeitos para uma ação solidária entre os entes federados.
Em discurso anterior ao de Lula, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, revelou que chegou a ser questionado sobre o “puxão de orelha” que o presidente deu nos prefeitos em relação ao combate à dengue. Ele afirmou que entendeu que o presidente fez uma “conclamação democrática aos prefeitos.”
Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.
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Estudo revela que faltam médicos no país
Rio de Janeiro – Faltam médicos no país. A conclusão é de um estudo divulgado hoje (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Pelos dados da pesquisa, referentes a 2005, naquele ano havia um médico para 595 habitantes no país.
Responsável pelo levantamento, o economista Marcelo Neri, no entanto, acha que o número não está tão distante do que se considera ideal (cerca de 300 habitantes por médico), pelo menos na comparação com outros países. Para ele, o problema mais grave é que esses profissionais estão mal distribuídos pelo país.
A situação mais grave é observada no Rio de Janeiro, que tem o município com menor número de habitantes por médico (Niterói, com 93,55 habitantes por médico) e o que ocupa a base do ranking (Belford Roxo, com 6.878,54 habitantes por médico), entre as cidades com mais de 250 mil habitantes.
O indicador de Niterói é melhor até que o de Cuba, que lidera o ranking mundial, com 169 habitantes por médico, destacou Neri. A Nigéria, com 50.000 habitantes por médico, ocupa a pior colocação entre os países.
“Todos os indicadores da pesquisa revelam que o Brasil tem uma quantidade de médicos aquém do que seria recomendado. Essa categoria profissional é a que apresenta a maior taxa de ocupação, de 90%, a maior média salarial, que é de R$ 6.270, e a maior jornada de trabalho, com 50 horas semanais”, disse o economista.
Ele citou países como a Itália e a França, que têm 300 habitantes por médico, e afirmou que o Brasil não está muito longe desse ideal. “O principal problema é a locação espacial – há muitos médicos onde a necessidade é menor e faltam médicos em áreas mais pobres, rurais e distantes”, explicou.
Entre os estados brasileiros, o líder é o Distrito Federal, com 292 habitantes por médico, seguido pelo Rio de Janeiro (299 por um) e São Paulo (448 por um). No outro extremo, aparecem o Maranhão, na pior colocação, com 1.786 habitantes por médico; o Pará, com 1.351, e o Piauí, com 1.282 habitantes por médico.
Como medidas para ajudar a minimizar essas disparidades, Neri defende iniciativas dos governos para garantir melhor distribuição espacial, ainda que seja em momentos de emergência. “Iniciativas como a criação da Força Nacional de Saúde são bem-vindas, para realocar médicos, como no caso da epidemia de dengue no Rio”, disse o economista.
Segundo ele, outra boa medida é incentivar médicos egressos de universidades federais para que trabalhem durante algum tempo em áreas remotas, onde são mais necessários.
Por Thaís Leitão – Repórter da Agência Brasil.
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UFRJ promove encontro para alertar sobre dengue
Rio de Janeiro – A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove hoje (15), a partir das 9h, no Centro de Ciências da Saúde, na Ilha do Fundão, o encontro Dengue: conheça e combata. O objetivo é esclarecer a população sobre a realidade da epidemia no estado e oferecer aos participantes orientações precisas de como combater o mosquito transmissor da doença em sua comunidade.
Professores e pesquisadores vão mostrar como se dá a transmissão do vírus e quais são as suas características. As peculiaridades do Aedes aegypti e como ocorre o processo de infecção também serão apresentados.
Também a partir das 9h, a Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com órgãos municipais, promove mutirão comunitário contra a dengue no bairro do Caju, zona portuária da cidade. Agentes de saúde visitarão residências para combater possíveis focos do mosquito.
Além disso, será montado um estande educativo com a demonstração do ciclo evolutivo do mosquito e distribuído material informativo sobre prevenção à doença.
Por Agência Brasil.
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