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Seminário Internacional define as estratégias para conter a nova gripe

Termina neste sábado (7) o I Simpósio Paranaense de Influenza A, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde. O evento, que começou na sexta-feira (6), reúne cerca de 230 profissionais de saúde no Auditório da Sociedade Paranaense de Pediatria, em Curitiba. Entre as pautas para profissionais e gestores de saúde estão diagnósticos clínicos e laboratoriais, tratamento intensivo, vacina e perspectivas de uma possível segunda onda da doença nas Américas.

“Temos grande expectativa em relação a este evento, pois é o momento de compartilharmos as lições aprendidas. O Paraná passou por uma situação atípica e tivemos que aprender a lidar com a doença em tempo real. Conseguimos dar respaldo à população paranaense. Foi um teste importante para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou o secretário da Saúde, Gilberto Martin.

Durante a cerimônia de abertura, Martin falou da importância do comitê intersetorial formado por representantes de órgãos governamentais e entidades civis no início da pandemia. “Instituições parceiras, como o Conselho Regional de Medicina, Associação Médica do Paraná e as Sociedades de Infectologia e Pediatria são fundamentais na tomada de decisões. A imprensa também foi uma grande aliada para que pudéssemos esclarecer as dúvidas da população”, destacou.

O secretário apresentou um balanço das ações realizadas pelo Governo do Paraná, desde a implantação do diagnóstico laboratorial, a compra de equipamentos para ampliar o atendimento, até a distribuição de materiais informativos para a população. “Investimos mais de R$ 22 milhões em prevenção, diagnóstico e assistência”, afirmou.

INTERNACIONAL – O evento trouxe ao Paraná representantes de outros países da América para troca de experiências. Da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), Alfonso Tenorio-Gnecco; e os representantes dos Ministérios da Saúde do Brasil, Arnaldo Ballarini; da Argentina, Rodolfo Oscar Faillace; e do Chile, Manuel Esteban Najera de Ferrari participaram da abertura do evento e de mesas no decorrer de sexta-feira (6) e sábado (7).

Tenorio-Gnecco elogiou a postura do Governo do Paraná por proporcionar a troca de experiências entre os profissionais de saúde. “A maior concentração de casos de influenza A está nas Américas, por isso este debate precisa ser registrado e levado a diante”, afirmou. “O Paraná foi ousado em promover este evento. Reunir aqui pessoas engajadas no sanitarismo e dispostas a trocar experiências. Esta epidemia veio para consolidar o Sistema Único de Saúde”, disse o representante do Ministério da Saúde do Brasil.

O representante argentino observou diferença no enfrentamento da pandemia nos dois países e acredita que um evento como este tende a fortalecer o combate à nova gripe. “Posso ver pelos debates que tivemos atitudes distintas, pois cada país tem sua maneira de agir”, afirmou.

Manuel Esteban Najera de Ferrari, representante chileno que participou do debate “A experiência nas Américas”, no sábado (7), mostrou como o Chile enfrentou a pandemia. “Estou muito grato por poder transmitir um pouco da nossa vivência aos brasileiros”, disse.

Também participaram da cerimônia, a representante da Sociedade Paranaense de Pediatria, Marion Burger, da Sociedade Parananense de Infectologia e Associação Médica do Paraná, Alceu Pacheco, e o representante do Hospital de Clínicas, Hipólito Carraro Junior e a representante do laboratório de vacinas S Pasteur, Lucia Bricks.

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Nova onda da pandemia no próximo inverno preocupa – 07/11/2009 17:35:00

O I Simpósio Paranaense sobre Influenza A promoveu o debate sobre a experiência das Américas no combate à Nova Gripe e reuniu representantes de diversos países das Américas, além de um representante da Organização Pan-americana de Saúde (Opas). O objetivo é fortalecer as ações de enfrentamento a uma possível nova onda da pandemia no próximo inverno. “Eventos como esse precisam ser documentados, pois temos que levar o aprendizado a todos os nossos colegas”, disse o representante da Opas, Alfonso Tenorio-Gnecco.

O dirigente da Opas apresentou a situação da doença nas Américas e explicou que o maior desafio dos profissionais e gestores de saúde é diminuir a mortalidade. “A maior concentração de casos de influenza A está nas Américas, por isso todos os detalhes desta pandemia estão sendo estudados pela Opas”, afirmou. Tenorio-Gnecco, que é colombiano, elogiou o SUS e disse que o sistema de saúde do Brasil conseguiu dar conta da demanda. “O Brasil não sofreu colapso na saúde. Isso significa que o Sistema Único de Saúde é um bom sistema”, afirmou.

O representante do Ministério da Saúde da Argentina, Rodolfo Oscar Faillace, mostrou as medidas de controle adotadas pelo seu País no início da pandemia. “Chegamos a controlar a temperatura dos viajantes nos aeroportos para detectar possíveis casos suspeitos”, afirmou. Faillace explicou que a experiência argentina, a exemplo de outros países, foi bastante complexa. “Nos preparamos para a pandemia aviária anos atrás, e isso serviu de suporte. Porém, também tivemos momentos de estresse. Este simpósio está me surpreendendo positivamente pela profundidade das palestras apresentadas. Retorno ao meu país com mais experiência certamente”, ressaltou o representante argentino.

O representante do Ministério da Saúde do Chile, Manuel Esteban Najera de Ferrari, apresentou a situação epidemiológica e afirmou que o Chile já se preparava para o enfrentamento desta pandemia. “Antes de termos os primeiros casos confirmados, já nos preparávamos para a detecção de casos. Tivemos no dia 16 de maio, a primeira confirmação. Era uma jovem que volta das férias na América do Norte. Naquele momento optamos pelo tratamento preventivo em todos os passageiros do vôo, no entanto não conseguimos evitar a entrada do vírus no país”, lembrou o representante chileno.

Hoje o Chile registra 12 mil infectados e 140 óbitos, sobretudo na população de adultos-jovens com doenças pré-existentes. “Hoje a transmissão do vírus é sustentada em nosso país e decidimos tratar todos os pacientes com o antiviral”, explicou Ferrari. Ele afirmou ainda que o Chile está documentando as ações para que sirvam se subsídios para outros países, principalmente os do hemisfério Norte, que já vivem a segunda onda da doença.

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Simpósio da Nova Gripe traz preparação para uma possível segunda onda da doença – 07/11/2009 17:38:03

Na manhã deste sábado (7), durante o I Simpósio Paranaense de Influenza A, os representantes da vigilância epidemiológica do Paraná e do Rio Grande do Sul apresentaram seus números e apontaram as principais dificuldades enfrentadas desde o primeiro alerta da Organização Mundial de Saúde.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Paraná, Angela Maron de Mello, apresentou o quadro epidemiológico do Paraná e fez uma análise inicial do comportamento do vírus no Estado. “Estamos começando a delinear, a partir dos casos do Paraná, um estudo que nos permita identificar as principais causas da evolução do quadro nos pacientes”, explicou.

A superintendente de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul, Marilina Bercini, explicou que eventos como este servirão para nortear e unificar as ações. “O enfrentamento da doença no Paraná e no Rio grande do Sul foi semelhante. Agora vamos pleitear junto Ministério da Saúde, a priorização da vacina para a população do sul do País, visto que foi a mais atingida pela pandemia”, afirmou. Segundo ela, tanto o setor de vigilância, quanto os secretários da Saúde dos estados do sul, fazem encontros periódicos para tratar exclusivamente do enfrentamento da pandemia. “Quanto mais agirmos conjuntamente, mais chances de acertos”, ressaltou.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Miguel Ibraim Hanna Sobrinho, o enfrentamento da pandemia serviu de aprendizado. “Não poderíamos imaginar que as pessoas ainda pudessem morrer de gripe. E que uma pandemia tivesse tantos efeitos na sociedade. Sabemos que vamos precisar da vacina, já conseguimos avançar no diagnóstico e na conscientização da população quanto às medidas de prevenção”, afirmou.

O coordenador da mesa de discussão foi o presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, Alceu Pacheco Junior, que disse estar satisfeito com as informações repassadas sobre o tratamento intensivo e a produção da vacina. “Tivemos aqui grandes esclarecimentos, que servirão para nortear as condutas. Temos a estimativa de que o Governo Federal vai disponibilizar 19 milhões de doses da vacina, o que de certa forma nos tranqüiliza. Porém, precisamos nos unir, para que a população mais atingida seja priorizada”, enfatizou.

O diretor da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hipólito Carraro Junior, apresentou os desafios vivenciados pelo hospital que é referência para ao atendimento de pacientes graves. Ele mostrou novas técnicas para o tratamento intensivo. “Fizemos algumas descobertas, como manter o paciente na posição prona (de barriga para baixo) na Unidade de Terapia Intensiva, que nos permitiram contribuir para o tratamento de doentes críticos”, exemplificou.

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