fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 00:36 Sem categoria

DOE VIDA ÀS NOSSAS E AOS NOSSOS IRMÃOS BRASILEIROS

OMS pede que mais pessoas sejam voluntárias para doação de sangue

Brasília – No Dia Mundial do Doador de Sangue, lembrado hoje (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que mais pessoas em todo o mundo tomem a decisão de se voluntariar como doador e salvar vidas.

O tema este ano é Mais Sangue, Mais Vida e reforça a necessidade classificada pela OMS como urgente de que mais pessoas realizem doações de sangue de forma regular – não apenas esporádica.

Dados mostram um total de 92 milhões de doações de sangue por ano em todo o mundo. Dos 80 países com baixas taxas de doação de sangue (menos de dez doadores para cada mil habitantes), 79 são nações em desenvolvimento.

De acordo com a OMS, a doação de sangue beneficia mulheres com complicações durante a gravidez e durante o parto; crianças com anemia severa em resultado de malnutrição e malária; pessoas com graves traumas provocados por acidentes; e pacientes com câncer e que passam por algum tipo de cirurgia.

A decisão de doar sangue pode salvar diversas vidas, uma vez que componentes como as células vermelhas, as plaquetas e o plasma são separados e direcionados para pacientes com complicações distintas de saúde.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

=======================

Até o fim do ano, Ministério da Saúde quer implantar em todo o país teste que torna doação de sangue mais segura

Brasília – O Ministério da Saúde quer implantar o teste NAT (sigla em inglês para Teste de Ácido Nucleico) em todos os hemocentros do país até o fim do ano para tornar mais segura a transfusão de sangue no país. A meta foi anunciada hoje (14) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Com o teste em uso, o ministro prevê que o período de restrição para doar poderá ser alterado.

O NAT reduz a janela imunológica, que é o período de tempo em que uma pessoa é contaminada e não é detectada pelos exames feitos na hora de doar sangue. Com o teste, o intervalo de detecção do vírus HIV cai de 21 para dez dias e, no caso de hepatite C, de 70 para 21 dias.

Produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o teste já está sendo usado em São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e no Rio de Janeiro – aplicado em 200 mil amostras de sangue. O Distrito Federal e Minas Gerais são as próximas unidades da Federação a recebê-lo.

Com a adoção do NAT em todo o país, Padilha acredita que as restrições para doar sangue poderão ser revistas, como, por exemplo, pessoas que tiveram relação sexual com diversos parceiros nos últimos 12 meses são consideradas inaptas para doação de sangue.

Para a responsável pela área de hemoterapia do ministério, Jane Martins, uma revisão das normas atuais será possível somente dois anos após a implantação nacional do NAT, tempo suficiente para colher resultados sobre o uso do teste.

Apesar de o exame tornar mais confiável o sangue usado em transfusões, Jane alerta que os voluntários devem seguir a risca as normas para doar sangue, como não realizar a doação quando apresentar sintomas de uma doença. “Não existe nenhum teste que é 100% seguro”, disse.

Por ser fabricado no país, o teste sai por US$ 6, enquanto o importado custa US$ 25.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

============================

Doador de sangue não pode ser discriminado por orientação sexual, diz portaria do governo

Brasília – Uma portaria publicada hoje (14) pelo Ministério da Saúde determina que os hemocentros não devem colocar a orientação sexual como critério para selecionar doadores de sangue. No entanto, na prática, homossexuais e bissexuais continuam a ser considerados inaptos a doar sangue.

De acordo com a portaria, a orientação sexual (heterossexual, homossexual e bissexual) não deve ser usada como critério para selecionar candidatos a doar sangue “por não constituir risco em si própria”. “Não deverá haver, no processo de triagem e coleta de sangue, manifestação de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, raça, cor e etnia”, diz material distribuído pela pasta.

No entanto, homem que tenha feito sexo com outro homem (HSH) nos últimos 12 meses continua impedido de doar sangue. O argumento é que o risco de contágio pelo vírus HIV nesse grupo é maior em comparação aos heterossexuais. “Todos os nossos estudos recentes ainda mostram que o risco de homem que fez sexo com homem é 18 vezes maior de ter infecção pelo HIV do que a população que não tem esse tipo de atividade sexual. Esse risco aumentado faz com que se exclua homens que tenham feito sexo com homem nos últimos 12 meses”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao participar das comemorações ao Dia Mundial do Doador de Sangue.

A restrição está prevista em legislação desde 2004 e também engloba heterossexuais que tenham tido relação sexual com mais de um parceiro no mesmo período. Não há impedimento para as lésbicas.

A restrição é alvo frequente de críticas por parte de entidades em defesa dos direitos dos homossexuais. Desde 2006, o Grupo Matizes, do Piauí, tenta na Justiça derrubar o impedimento. Apesar de a proibição permanecer aos homens gays, a diretora da organização, Marinalva Santana, considera que a Portaria 1.353 é positiva por levantar a questão da orientação sexual na hora de doar sangue. “É a primeira vez que se coloca de forma bem explícita a orientação sexual. Na legislação anterior, a orientação sexual era por si só excludente”, disse à Agência Brasil.

Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

Close