Brasília – Com recursos previstos de R$ 16 bilhões e a criação de uma política de preços mínimos especial para o setor, o governo federal lança oficialmente hoje (12) o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. Participam da cerimônia, marcada para as 11h, em Francisco Beltrão (PR), a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Para garantir a renda dos pequenos produtores, reduzindo a volatilidade dos preços de mercado, serão disponibilizados R$ 300 milhões para a Política de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (PGPM-AF).
Os recursos já estão disponíveis nas instituições financeiras, segundo o governo, desde 1º de julho, primeiro dia da safra 2011/2012. O lançamento oficial do plano ocorreria no dia 1º, mas foi adiado para hoje devido à falta de condições de pouso na região, o que, na ocasião, levou a presidenta Dilma a cancelar a viagem ao município paranaense.
Do total de recursos, R$ 7,7 bilhões serão disponibilizados para investimentos e R$ 8,3 bilhões, para custeio. Além da criação de uma política de preços mínimos específica, outra novidade do Plano Safra da Agricultura Familiar é a redução da taxa de juros. As operações de investimento tiveram a taxa máxima reduzida de 4% para 2% ao ano. Nas operações do Programa Mais Alimentos até R$ 10 mil, os juros cobrados diminuíram de 2% para 1% ao ano.
O município de Francisco Beltrão, onde será lançado o plano, fica no sudoeste do Paraná e tem história na luta pela reforma agrária. Em 10 de outubro de 1957, cinco anos após ser fundado oficialmente, aconteceu na região a Revolta dos Colonos, ou Revolta dos Posseiros, como ficou conhecido o levante de cerca de 6 mil colonos que tomaram a sede da cidade, como forma de protesto contra os conflitos causados pelas disputas por terras.
Por Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.
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BB está ofertando mais de R$ 45 bilhões para financiar a safra atual
Brasília – O Banco do Brasil (BB) pretende financiar, na safra 2011/2012, cerca de R$ 45,7 bilhões em operações de crédito rural. No anúncio feito hoje (07/07), a instituição informou que o valor é 17% superior ao do ciclo anterior. A agricultura familiar terá R$ 10,5 bilhões, enquanto R$ 35,2 bilhões ficarão à disposição da agricultura empresarial e das cooperativas rurais, com aumentos de 20% e 16%, respectivamente, em relação à última safra.
Na safra 2010/2011, foram liberados R$ 39 bilhões do total de R$ 42 bilhões disponibilizados. Segundo o vice-presidente de Agronegócios e de Micro e Pequenas Empresas do BB, Osmar Dias, as agências já estão fazendo operações de crédito para a nova safra desde 1º de julho e várias medidas foram tomadas para dar mais rapidez à liberação dos recursos. No Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, o governo federal anunciou a disponibilização de R$ 123 bilhões para a agropecuária brasileira.
“Vamos espalhar carteiras especializadas em crédito rural em várias agências, fizemos treinamento de 1,6 mil funcionários para agilizar esses processos e vamos adotar o crédito rotativo, com menos custo ao produtor e mais possibilidade de crédito”, explicou Dias.
Além disso, ele informou que cerca de 40 mil produtores que estavam impossibilitados de pegar financiamento no banco por dívidas, mesmo pagas em dia, contraídas durante a crise de 2008 foram reabilitados para tomar crédito.
Dias ressaltou que o BB é o maior banco financiador de agricultura do mundo. Na safra passada, foi responsável por 73% dos créditos liberados para a agricultura familiar, 77% ao médio produtor e 40% à agricultura empresarial. No primeiro trimestre de 2011, a instituição se manteve como líder do Sistema Nacional de Crédito Rural, com 61,2% de participação e carteira de R$ 77,4 bilhões.
O vice-presidente do BB destacou também a linha de R$ 850 milhões que a instituição está direcionando para a agricultura de baixo carbono (ABC). Segundo ele, essa modalidade de crédito, lançada na safra passada, não foi acessada, principalmente, por falta de divulgação e, também, problemas estrututais. No entanto, Dias acredita que esse tipo de produção é uma tendência e espera que os recursos sejam liberados em sua totalidade nesta safra.
“Eu mesmo, que era senador até fevereiro, e da base do governo, não tinha conhecimento dessa linha de crédito. Não houve divulgação adequada e nem procura por esse produto”, disse Dias. Segundo ele, com boa divulgação, pessoas capacitadas para fazer o projeto e assistência técnica adequada, muitos produtores vão aderir ao programa ABC, incorporando atividades como a produção integrada lavoura-pecuária-floresta. “Vimos que a renda aumenta muito, e ninguém resiste ao aumento de renda”, disse o executivo.
Por Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.
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