As matérias divulgadas pelo Banco do Brasil sobre a negociação coletiva, nos dias 14 e 15 de setembro, causaram grande revolta entre os trabalhadores do banco.
O Sr. José Roberto condenou a paralisação realizada pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba e região na CABB, afirmando que a atitude “seria até compreensível se não houvesse a predisposição para o diálogo por parte do banco”. Lembramos ao Sr. José Roberto que, desde 2004, os problemas persistem na CABB e não há qualquer “predisposição ao diálogo” nesses sete anos. Pelo contrário, os problemas somente se agravam, por medidas como a recente mudança na trava para o comissionamento nas agências, que prejudica de forma ainda mais acentuada os atendentes das Centrais.
Vale ressaltar ainda que, ao contrário do que disse o Sr. José Roberto, não houve o “uso da força” para fechar a unidade, tendo em vista que temos o mais amplo apoio dos trabalhadores desta unidade em nossas ações.
Intimidação – Nessa mesma matéria, o banco quer intimidar os funcionários, dizendo que não irá assinar a cláusula de compensação dos dias parados na greve, antes mesmo de esgotar as negociações e haver qualquer decisão por greve. Essa postura do BB demonstra que, ao invés de um verdadeiro diálogo, querem resolver essa negociação através do medo e da pressão. Mas os trabalhadores não cairão nessa chantagem e irão cobrar seus direitos.
Boletim Pessoal – O Sr. Carlos Neri apresentou uma série de avanços que ocorreram no banco nos últimos anos. Contudo, muitos desses itens nem sequer foram implantados ainda, como no caso do Sesmt, e outros são motivos de piada entre os funcionários, como o Comitê de Ética, o Plano Banguela da Odontoprev ou o Programa Pró-equidade. Em relação aos incorporados, o banco fala em garantia de direitos, mas mantém os milhares de funcionários advindos do BESC e demais bancos sem a Cassi e a PREVI.
Os aumentos salariais conseguidos nesses anos foram arrancados a duras penas em longas greves ou por medidas judiciais. Além do mais, os ganhos salariais ainda estão muito aquém do aumento da lucratividade da empresa, que foi de mais de 500% nesses últimos 8 anos. Chega de discurso: os funcionários querem respeito e o atendimento das reivindicações.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br
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Comando Nacional negocia com BB nesta terça e espera proposta decente
Acontece nesta terça-feira (20), às 16h, em São Paulo, nova rodada de negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e o Banco do Brasil. Os bancários esperam que a empresa apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. Após duas reuniões, o banco negou as demandas dos trabalhadores e adotou uma postura intransigente que frustrou os funcionários.
No primeiro encontro, realizado no dia 9, o BB rejeitou reivindicações importantes sobre jornada de trabalho e emprego, saúde, condições de trabalho e previdência. Na segundo reunião, o Comando reivindicou avanços no Plano de Carreira, com aumento no piso, nos interstícios, jornada de 6 horas para as funções comissionadas e critérios de ascensão mais claros e objetivos, como concursos e pontuação respeitada no TAO. O BB negou as propostas e ainda ameaçou com a retirada de algumas conquistas do acordo em vigor, como a trava contra descomissionamento.
“Já apresentamos praticamente todas as reivindicações da minuta específica nas negociações realizadas. Agora é a hora de o banco deixar de lado a postura de confronto que adotou até agora e apresentar uma proposta que atenda essas reivindicações”, afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com o banco. “O banco nada apresentou durante as negociações. Continuamos apostando no diálogo e esperamos que o BB adote uma postura madura, diferente do que ocorreu até agora”, diz.
Fonte: Contraf-CUT
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br