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Presidentes dos Sindicatos falam sobre o atual momento da campanha salarial

Neste momento da campanha salarial dos trabalhadores bancários a FETEC-CUT-PR colhe a opinião dos presidentes dos sindicatos filiados, com o objetivo de mostrar o grau de mobilização em cada uma de susa bases sindicais.

O primeiro bloco de opiniões traz as declarações dos presidentes dos Sindicatos de Bancários de Paranavaí e Região, Toledo e Região, e ainda, Umuarama, Assis Chateaubriand e Região. Confira as entrevistas:

A primeira entrevista é com João Carlos Padilha, presidente do Sindicato dos Bancários de Toledo e Região. Confira:

1)    Como você avalia o andamento, até então, das negociações desta Campanha Salarial?

João Carlos: O movimento sindical sempre faz da melhor maneira possível os encaminhamentos da campanha e neste ano não foi diferente, com as conferências e mobilização da categoria, mas do outro lado temos a ganância e a intransigência dos banqueiros que dificultando nossa luta, até o momento não consigo ver uma campanha sem muito luta e uma greve com bastante dificuldade.

 

2)    O que você acha desta postura intransigente e do não diálogo adotada pelos banqueiros nas mesas de negociação?

João Carlos: A gente já esperava isso deles, querem medir força conosco, todos os anos é a mesmo coisa, lucros imensos e recompensa ao trabalhador que gera este lucro nada.

 

3)    Como os bancários da base do seu sindicato estão encarando as negociações? Eles estão na expectativa pela greve?

João Carlos: A falta de respeito que os banqueiros têm com a categoria, estão indignados. A grande maioria quer a greve, portanto a pressão é muito grande dentro das agências, com teleconferências e vídeoconferências ameaçando a categoria.

 

4)    Quais ações o seu sindicato tem realizado para aproximar e informar os trabalhadores da base sobre as reivindicações e melhorias dos ambientes de trabalho nos bancos?

João Carlos: Temos visitado cada agência da base, fazendo reunião e conversando com os bancários e gestores, informando a importância de estarmos todos juntos na reivindicação que será para todos.

 

5)    De que forma o seu sindicato está organizando a mobilização dos trabalhadores para garantir as conquistas reivindicadas pelos bancários de todo o país?

João Carlos: Fazendo reuniões em local de trabalho, envio de e-mail para todos os bancários e conversando dentro das agências, Jornais, Rádio e Site do Pactu.

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A segunda entrevista é com Neil Emídio Júnior, presidente do Sindicato dos Bancários de Paranavaí e Região. Confira:

1)     Como você avalia o andamento, até então, das negociações desta Campanha Salarial?

Neil: Estão no ritmo esperado, e sem surpresas até o presente momento.

 

2)     O que você acha desta postura intransigente e do não diálogo adotada pelos banqueiros nas mesas de negociação?

Neil: Esperada, num país onde o sistema financeiro tem um papel de corporação maior que o governo, não tem nenhum compromisso com o país e a sociedade, não poderíamos esperar outra atitude se não a arrogância e a intransigência.

 

3)     Como os bancários da base do seu sindicato estão encarando as negociações? Eles estão na expectativa pela greve?

Neil: Olha…. no interior espera-se muito o que acontece em todo o país, principalmente nas capitais. Não podemos negar que pelo motivo do medo do desemprego, que no interior é muito maior, há um temor, envolve a família, os amigos, a comunidade que todos conhecem e assim por diante, mas, sempre tiveram uma postura de contribuir com a luta da classe.  É muito imprevisível avaliar uma greve antes que ela realmente se inicie.

 

4)     Quais ações o seu sindicato tem realizado para aproximar e informar os trabalhadores da base sobre as reivindicações e melhorias dos ambientes de trabalho nos bancos?

Neil: Constantes reuniões nas agências, visitas, boletins semanais que elaboramos e principalmente sinceridade ao dialogar com o trabalhador bancário e a trabalhadora bancária. Nossa classe tem que se sentir segura com seus representantes, acreditar que está no caminho certo.

 

5)     De que forma o seu sindicato está organizando a mobilização dos trabalhadores para garantir as conquistas reivindicadas pelos bancários de todo o país?

Neil: Dialogando abertamente, colocando a possibilidade de conquistar, sabendo das limitações, mas sempre trabalhando no otimismo e confiança entre representados e representantes.

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A terceira entrevista é com Edilson José Gabriel, coordenador do Sindicato dos Bancários de Umurama, Assis Chateaubriand e Região. Confira:

1)    Como você avalia o andamento, até então, das negociações desta Campanha Salarial?

Edilson: Muito negativamente. É lamentável que, mais de trinta dias após o recebimento da pauta dos bancários e após cinco dias inteiros de negociações, os banqueiros não tivessem apresentado sua contraproposta para as reivindicações da categoria.

2)   O que você acha desta postura intransigente e do não diálogo adotada pelos banqueiros nas mesas de negociação?

Edilson: Surpreende também negativamente. Os bancos brasileiros estão entre os que possuem os processos mais modernos do mundo e, ao mesmo tempo, estão entre os mais arcaicos nas relações com os trabalhadores e com os sindicatos representantes. Impressiona a ganância dos bancos brasileiros, que tem passado imunes a todas as crises econômicas do país e do mundo e acumulado lucros absurdamente altos, mas tem se recusado reiteradamente a melhorar salários e condições de trabalho dos bancários, e o atendimento e segurança para clientes e usuários.

3)   Como os bancários da base do seu sindicato estão encarando as negociações? Eles estão na expectativa pela greve?

Edilson: Temos identificado uma insatisfação muito grande e uma disposição crescente para a greve.

4)   Quais ações o seu sindicato tem realizado para aproximar e informar os trabalhadores da base sobre as reivindicações e melhorias dos ambientes de trabalho nos bancos?

Edilson: A cada reunião de negociação, tanto com a Fenaban como com os bancos federais, editamos um boletim e o enviamos, via fax, para todas as agências da base territorial. Em Umuarama, o boletim é distribuído pessoalmente. Também fizemos reuniões em quase todas as agências. Percebemos que a mobilização de nossa base é reflexo direto das ações acima.

5)   De que forma o seu sindicato está organizando a mobilização dos trabalhadores para garantir as conquistas reivindicadas pelos bancários de todo o país?

Edilson: Em todos os contatos, afirmamos que a greve será necessária e vitoriosa. Os bancários se sentem mais seguros para entrar no movimento, quando percebem firmeza, segurança e determinação em suas lideranças.

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