A mobilização no segundo dia de Greve em Londrina manteve a paralisação na maior agência do Itaú na Região
28/09/2011
LONDRINA
Greve cresce, apesar da truculência do Banco do Brasil
A Greve atingiu hoje (28/09), na base do Sindicato de Londrina, 60 agências, com a participação de 1.456 bancários. Além de Londrina, foram paralisadas agências de Cambé, Rolândia, Ibiporã e de Uraí.
Para Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato de Londrina, a tendência é de ampliar o movimento para as demais cidades da base a partir de amanhã (29/09). “Os bancários e bancárias estão conscientes de que só com uma mobilização forte será possível conquistar avanços nas negociações gerais com a Fenaban e a específicas com o Banco do Brasil e a Caixa”, avalia.
Segundo Wanderley, a partir de agora a Greve começa a se consolidar, agregando cada vez mais um número maior de bancários. “Os bancos já tiveram tempo suficiente para analisar nossas reivindicações e apresentar uma proposta que se aproxime dos anseios da categoria. Estamos abertos ao diálogo e esperando isso”, destaca o presidente do Sindicato de Londrina.
Banco do Brasil: o banco da truculência
No primeiro dia da Greve, o Sindicato já havia registrado um fato lamentável ocorrido na agência do Banco do Brasil da Avenida Higienópolis, quando o dirigente sindical que organizava o movimento grevista foi agredido por alguns funcionários.
Neste segundo dia de Greve a situação piorou no Banco do Brasil. Querendo abrir as agências a qualquer custo, a Gerev (Gerência Regional) protagonizou momentos deploráveis, envolvendo seus funcionários e os dirigentes sindicais.
Houve confronto mais uma vez na agência Higienópolis e na agência Calçadão os funcionários também foram constrangidos a forçar a entrada, para que assessores da Gerência Regional pudessem fotografar e filmar possíveis confrontos.
“O Banco do Brasil armou um circo na agência Higienópolis, onde assessores da Gerência Regional já estavam com as câmeras a postos. A pressão exercida pelos gestores em Londrina faz lembrar a prática dos bancos privados na década de 90”, compara Wanderley Crivellari, acrescentando que essa postura da Gerência Regional e dos gestores das agências Higienópolis e Calçadão foi denunciada à Superintendência Estadual e à Área de Gestão de Pessoas.
De acordo com ele, a Greve segue pacífica, sem nenhum incidente nos outros bancos. “Infelizmente, nestas dependências do Banco do Brasil é que percebe-se o incentivo ao confronto”, observa o presidente do Sindicato de Londrina.
“Este movimento de coação promovido por esses gestores está expondo os funcionários, que estavam tranqüilos, a situações de constrangimento”, afirma Gisa Bisotto, funcionária do banco e secretária geral do Sindicato.
Além disso, a Gerência Regional informou que não irá contingenciar formas de atendimento aos aposentados e pensionistas do INSS, procedimento adotado por todos os outros bancos na cidade.
“É assim que o Banco do Brasil trata funcionários, clientes e os aposentados em Londrina”, avalia André Ruas, funcionário do banco e diretor do Sindicato.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vidabancaria.com.br