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Banco Itaú amplia horário de atendimento sem consultar os trabalhadores

Sindicato fecha 29 agências do Itaú por respeito

Banco ampliou horário de atendimento sem consultar os trabalhadores, que estão se desdobrando para se adaptar com receio de represálias

São Paulo – A ação unilateral da diretoria do banco Itaú de alterar o horário de suas agências sem consulta ao Banco Central, Sindicato ou trabalhadores resultou no fechamento de 29 unidades em São Paulo.

A paralisação, promovida pelo Sindicato nesta segunda-feira 29, foi motivada pelo desrespeito do banco à jornada de trabalho dos bancários expondo funcionários e clientes à falta de segurança. Todas as agências paralisadas na região central, oeste e da Avenida Paulista tiveram seus horários alterados: das 9h às 16h ou das 11h às 19h. A medida desrespeita o horário de funcionamento do sistema financeiro, que, no caso de São Paulo, convencionou-se das 10h às 16h para o atendimento ao público.

Daniel Reis, diretor executivo do Sindicato e funcionário do Itaú, destaca que “a mudança também interfere na vida pessoal do bancário, seja no deslocamento ao trabalho ou na rotina pessoal, como no caso daqueles que estudam ou precisam pegar filhos na escola. E isso o banco tem de respeitar”. O dirigente ainda ressalta que muitos bancários estão insatisfeitos com a alteração, mas não conseguem explicar as impossibilidades de cumprir o novo horário com receio de sofrer represálias ou até mesmo de perder o emprego.

Para a gerente-geral de uma das agências paralisadas, não dá para entender a medida imposta pelo banco, uma vez que faltam funcionários para atender o público até no horário tradicional das 10h às 16h. “Eu quero ter qualidade de vida, estou indo almoçar às 16h e com o fechamento da minha agência às 19h, só consigo ir embora às 20h”, conta a bancária que diz não ter conseguido se programar para trabalhar até esse horário. A frustração vai além, já que há alguns dias a bancária sofreu um assalto enquanto ia embora. “É um horário muito tarde para sair do banco. Fico com medo, não tenho nenhuma segurança”.

Para se adequar ao novo expediente de trabalho, a trabalhadora está sacrificando sua vida pessoal. “Tenho dois filhos, não tenho tempo nem para preparar o jantar”, relata.

Gisele Coutinho – 27/8/2012

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Agências do banco Itaú fechadas para bancários almoçarem

Foram 23 unidades nas regiões norte e leste que interromperam atendimento por cerca de duas horas

São Paulo – A falta de funcionários em agências do Itaú motivou o fechamento por cerca de duas horas em unidades nas regiões norte e leste nesta sexta-feira dia 24. Foram 23 que adotaram o modelo de funcionamento com tripulação mínima, ou seja, mais atendimento com poucos bancários. A situação é tão grave que os bancários não podem nem sair do local para fazer o horário de almoço.

> Fotos: imagens da paralisação
> Vídeo: protesto por direito à pausa para almoço

As agências alvo dos protestos realizam atendimento com apenas um caixa, o que vem gerando sobrecarga de trabalho e reclamação dos clientes. Isso ocorre desde de que o banco demitiu principalmente tesoureiros e supervisores.

O funcionário do Itaú e diretor do Sindicato Julio César Silva Santos lembra que o Sindicato insistentemente veem cobrando solução para falta de funcionários nas agências, mas o banco simplesmente ignora o problema. “Nossa atividade foi bem recebida tanto pelos bancários quanto os clientes. Vamos continuar promovendo protestos com objetivo de denunciar a falta de respeito com direito de uma hora de almoço dos trabalhadores. Estenderemos a manifestação para outras regiões de São Paulo”, completa o dirigente sindical.

Durante o ato os bancários aproveitaram para relatar outros problemas como a cobrança por metas, a falta da fita dos caixas para procurar possíveis diferenças e práticas de assédio moral.

Carlos Fernandes – 24/8/2012

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Paralisação contra mudanças no horário no Itaú

Sindicato paralisa unidades em repúdio a medida adotada pelo banco de ampliar horário de atendimento sem comunicar ou negociar com os trabalhadores

São Paulo – Bancários realizarão paralisações a partir desta segunda-feira 27 em 29 agências que tiveram o seu horário de funcionamento alterado. Questões como falta de segurança, retirada de direitos e jornada de trabalho estão entre as principais preocupações dos bancários que nem sequer foram consultados pela direção do banco para se manifestar sobre a mudança.

Daniel Reis, diretor executivo do Sindicato e funcionário do Itaú, destaca o fato de que a alteração na jornada de trabalho deve passar por consulta junto aos trabalhadores, que possuem compromissos e vida pessoal. “As mudanças foram impostas. O banco precisa respeitar a vida pessoal do bancário, que mantém sua rotina de acordo com a jornada de trabalho que tem no banco. Portanto, os novos horários podem ser incompatíveis e o Itaú precisa respeitar.”

Segundo o dirigente, além da medida ter sido imposta, nem sempre há condições de trabalho adequadas em função da alteração, como o fato de que muitas agências não possuem as mínimas condições de segurança para funcionar em horário estendido, o que poderá agravar os problemas com assaltos. “O trabalho bancário lida com muita movimentação de dinheiro, o que expõe o trabalhador ao risco. No caso de jornadas à noite, a insegurança será bem maior”, explicou.

Outro problema apontado pelo dirigente é o fato de que a medida desrespeita o horário de funcionamento do sistema financeiro, que, no caso de São Paulo, convencionou-se o período das 10h às 16h de atendimento ao público. “Essa medida afetará na jornada de trabalho do bancário, que já vem ultrapassando o seu horário. Com essa ampliação, a situação tende a piorar e agravar. E não podemos admitir a retirada de direitos dos trabalhadores”, explica.

O debate sobre a ampliação do horário de atendimento, segundo o dirigente, não pode ser imposto e feito de maneira unilateral somente pelo Itaú. Ele ainda destaca que o Sindicato tem propostas sobre o assunto e defende um debate amplo para que a questão seja regulamentada. “Nós não concordamos com a mudança e nem a forma como ela foi feita. Por isso, vamos reagir e lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores, que já manifestaram insatisfação com a mudança imposta”, finalizou Daniel.

Tatiana Melin – 24/8/2012

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br

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