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Chilenos preparam terça-feira de protestos contra a manutenção do ensino privado no país

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Chile se prepara para viver amanhã (28) mais um dia de protestos em defesa de mudanças no sistema educacional. Mais de 100 organizações não governamentais (ONGs), entidades sindicais e movimentos sociais planejam manifestações em todo o país. O movimento marca um mês de protestos contra o governo e a manutenção do ensino privado.

Os chilenos querem o fim da manutenção do ensino privado nas universidades e mais vagas públicas na educação básica. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, enfrenta protestos para mudanças no sistema educacional desde 2010, quando assumiu o governo. Ele apresentou uma proposta de reforma, mas os representantes dos grupos organizados rejeitaram.

A concentração dos protestos amanhã será em Santiago, a capital do Chile. A bandeira do Chile, em tamanho ampliado, foi colocada em frente à Universidad de Chile, uma das principais do país, com a seguinte frase:  ensino público gratuito e de qualidade.

O presidente do Colégio de Professores (o equivalente ao sindicado da categoria no Brasil), Jaime Gajardo, disse que a ideia é reunir representantes de toda a sociedade civil na manifestação de amanhã. Segundo ele, estão previstos protestos para o mês de setembro também.

*Com informações da agência pública de notícias de Cuba, Prensa Latina.

Edição: Graça Adjuto

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Estudantes chilenos voltam às ruas exigindo educação gratuita e de qualidade

Monica Yanakiew
Correspondente da EBC na Argentina

Buenos Aires – Um ano depois de terem mobilizado o pais, com manifestações e ocupações de escolas e universidades, os estudantes chilenos voltaram às ruas. Nesta quinta-feira (23), eles organizaram 14 marchas na capital, Santiago, e nos municípios vizinhos, para exigir educação gratuita e de qualidade para todos.

A policia reprimiu os protestos, que não haviam sido autorizados, com jatos d’agua e gás lacrimogênio. Alguns estudantes reagiram, atirando pedras e paus. Os manifestantes são alunos do ensino médio, que pedem maior participação do governo federal na educação. Os colégios secundários dependem dos governos municipais, que não investem o suficiente por falta de recursos ou de pressão politica.

Os estudantes chilenos mobilizaram o pais no ano passado, quando ocuparam colégios e universidades e organizaram uma maratona de protestos nas ruas, atraindo a atenção da imprensa mundial. Os protestos tiveram apoio de pais, professores e de oito em cada dez chilenos e contribuíram para a queda de popularidade do presidente Sebastian Pinera que, apesar do crescimento de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, não conseguiu a aprovação de mais de 27% dos eleitores chilenos.

No Chile, todas as universidades – mesmo as públicas – são pagas. Quem não tem recursos, recorre a empréstimos bancários para financiar os estudos e começa a carreira profissional endividado. Existem colégios de ensino médio gratuitos, mas dependem das prefeituras: os municípios menores ou mais pobres normalmente não têm recursos suficientes para investir em educação. O governo subsidia algumas escolas privadas, para torná-las mais acessíveis, mas não controla como os proprietários dos estabelecimentos gastam o dinheiro.

Em 2011, o movimento estudantil conseguiu algumas vitorias, como créditos mais baratos para financiar os estudos universitários, mas muitos perderam o ano letivo em função dos protestos e terão que pagar mais um ano de estudos. Já os secundaristas acham que, apesar dos protestos, nada melhorou, por isso voltaram às ruas. Para o dia 28 foi convocada uma paralisação nacional.

Edição: Fábio Massalli

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