fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:58 Notícias

HSBC DEVERÁ COMPRAR OS ATIVOS DO LLOYDS NO BRASIL

Vanessa Adachi, De São Paulo
As operações do inglês Lloyds TSB no Brasil deverão ser compradas pelo seu conterrâneo HSBC. O Valor apurou que desde ontem o HSBC obteve exclusividade nas negociações. Bradesco e Itaú, os outros dois concorrentes, foram avisados ontem que, a partir de agora, estariam fora do processo. Consultados, HSBC, Lloyds, Bradesco e Itaú não comentaram. Segundo uma fonte, o Itaú ainda tenta reverter a sua exclusão do processo.
Se ficar com o Lloyds, essa será a primeira grande aquisição do HSBC desde que chegou aqui ao incorporar, em 1997, a chamada “parte boa” do antigo Bamerindus. No primeiro semestre deste ano, o banco fez a sua primeira compra pós-Bamerindus, absorvendo a empresa de gestão de recursos do Bank of America.
Segundo fontes que acompanham a venda do Lloyds, tudo indica que não haverá modificações até o desfecho porque as negociações com os três concorrentes finais estavam em estágio bastante avançado, o que deve evitar surpresas. Uma última rodada de propostas foi apresentada na segunda-feira, dia 29, e a expectativa é que o negócio possa ser concluído na próxima semana.
Especialistas do setor calculam que a operação total do Lloyds brasileiro deve ser vendida por algo em torno de R$ 2,5 bilhões e R$ 2,8 bilhões. O pacote inclui a financeira Losango, uma das maiores do país, a tesouraria e o corporate bank e uma linha de “trade finance” de cerca de US$ 900 milhões.
O ativo que realmente despertou o interesse de bancos brasileiros e estrangeiros foi a financeira Losango, que tem uma marca consolidada, carteira de empréstimos e financiamentos de R$ 2 bilhões e 14 milhões de clientes. O forte da financeira é o crédito direto ao consumidor em lojas e os empréstimos pessoais.
A compra da financeira encaixa-se perfeitamente aos planos anunciados pelo HSBC no início deste ano. O presidente mundial do banco, Sir John Bond, disse em entrevista a jornalistas brasileiros, em março, que a instituição analisava o mercado de financiamento ao consumo no Brasil. Crescer nesse nicho integra a estratégia mundial do HSBC , que adquiriu no ano passado a Household, segunda maior financeira dos Estados Unidos. No Brasil, em 2002, as operações de crédito do HSBC cresceram 20,6%, para R$ 8,14 bilhões. O aumento mais expressivo foi em pessoas físicas, 28%.
O Lloyds é o mais antigo banco estrangeiro no país, presente há 140 anos. No ano passado, o banco lucrou R$ 346 milhões e a rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em 37,7%. A decisão de fazer as malas foi tomada porque, desde o colapso argentino, os bancos com exposição na América Latina foram penalizados pelos investidores.
No início do processo de venda, eram sete os interessados: Bradesco, Itaú, Unibanco, Citibank, HSBC, BNP Paribas e ABN AMRO. No dia 25 de julho, data para entrega de propostas indicativas de preço, o ABN se absteve. A partir das seis ofertas iniciais, o JP Morgan, assessor da operação, selecionou quatro e continuaram na briga Bradesco, Itaú, HSBC e Unibanco, que deixou o processo há quase duas semanas. Em outubro de 2001, a instituição já havia vendido para o Itaú o seu private bank e a Lloyds Asset Management.

Por 09:58 Sem categoria

HSBC DEVERÁ COMPRAR OS ATIVOS DO LLOYDS NO BRASIL

Vanessa Adachi, De São Paulo

As operações do inglês Lloyds TSB no Brasil deverão ser compradas pelo seu conterrâneo HSBC. O Valor apurou que desde ontem o HSBC obteve exclusividade nas negociações. Bradesco e Itaú, os outros dois concorrentes, foram avisados ontem que, a partir de agora, estariam fora do processo. Consultados, HSBC, Lloyds, Bradesco e Itaú não comentaram. Segundo uma fonte, o Itaú ainda tenta reverter a sua exclusão do processo.
Se ficar com o Lloyds, essa será a primeira grande aquisição do HSBC desde que chegou aqui ao incorporar, em 1997, a chamada “parte boa” do antigo Bamerindus. No primeiro semestre deste ano, o banco fez a sua primeira compra pós-Bamerindus, absorvendo a empresa de gestão de recursos do Bank of America.
Segundo fontes que acompanham a venda do Lloyds, tudo indica que não haverá modificações até o desfecho porque as negociações com os três concorrentes finais estavam em estágio bastante avançado, o que deve evitar surpresas. Uma última rodada de propostas foi apresentada na segunda-feira, dia 29, e a expectativa é que o negócio possa ser concluído na próxima semana.
Especialistas do setor calculam que a operação total do Lloyds brasileiro deve ser vendida por algo em torno de R$ 2,5 bilhões e R$ 2,8 bilhões. O pacote inclui a financeira Losango, uma das maiores do país, a tesouraria e o corporate bank e uma linha de “trade finance” de cerca de US$ 900 milhões.
O ativo que realmente despertou o interesse de bancos brasileiros e estrangeiros foi a financeira Losango, que tem uma marca consolidada, carteira de empréstimos e financiamentos de R$ 2 bilhões e 14 milhões de clientes. O forte da financeira é o crédito direto ao consumidor em lojas e os empréstimos pessoais.
A compra da financeira encaixa-se perfeitamente aos planos anunciados pelo HSBC no início deste ano. O presidente mundial do banco, Sir John Bond, disse em entrevista a jornalistas brasileiros, em março, que a instituição analisava o mercado de financiamento ao consumo no Brasil. Crescer nesse nicho integra a estratégia mundial do HSBC , que adquiriu no ano passado a Household, segunda maior financeira dos Estados Unidos. No Brasil, em 2002, as operações de crédito do HSBC cresceram 20,6%, para R$ 8,14 bilhões. O aumento mais expressivo foi em pessoas físicas, 28%.
O Lloyds é o mais antigo banco estrangeiro no país, presente há 140 anos. No ano passado, o banco lucrou R$ 346 milhões e a rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em 37,7%. A decisão de fazer as malas foi tomada porque, desde o colapso argentino, os bancos com exposição na América Latina foram penalizados pelos investidores.
No início do processo de venda, eram sete os interessados: Bradesco, Itaú, Unibanco, Citibank, HSBC, BNP Paribas e ABN AMRO. No dia 25 de julho, data para entrega de propostas indicativas de preço, o ABN se absteve. A partir das seis ofertas iniciais, o JP Morgan, assessor da operação, selecionou quatro e continuaram na briga Bradesco, Itaú, HSBC e Unibanco, que deixou o processo há quase duas semanas. Em outubro de 2001, a instituição já havia vendido para o Itaú o seu private bank e a Lloyds Asset Management.

Close