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Por 10:15 Bancos, Destaque

Mesmo com inflação desacelerando, BC escolhe penalizar população com juros em 15%

Divulgação mais recente da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que, em outubro, 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas. Desse total, 30,5% informaram que estavam com as dívidas atrasadas e 13,2% que não teriam condições de pagar as parcelas.

Mesmo com recorde na queda de desemprego, de carteiras assinadas e no rendimento do trabalhador, a inadimplência das famílias segue avançando e isso tem relação com o elevado custo de crédito, ou seja, dos juros altos que consomem boa parte do orçamento das famílias”, completa Walcir.


Inflação controlada desmonta argumento do Banco Central

O principal argumento do Copom para manter a Selic elevada é a necessidade de trazer a inflação para a meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p), para cima ou para baixo. Portanto, não podendo ultrapassar 4,5%.

Entretanto, o país não tem enfrentado pressões inflacionárias significativas. Pelo contrário, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial divulgada pelo IBGE nesta terça (27), mostrou alta de 0,20% em janeiro e, no acumulado do ano, de 4,50%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância.

Além disso, nos últimos dois anos o Brasil vem registrando índices de inflação menores que as médias registradas desde o Plano Real, implementado há três décadas.  “Apesar desse registro, de uma inflação sob controle, a meta de inflação que foi estabelecida, de até 4,5%, não condiz com a realidade de custos e variações de câmbio e alimentos de um país como o nosso. Então, defendemos uma reavaliação da meta, para que se encaixe com a realidade ecomomica do Brasil”, pontua Juvandia Moreira.

Fonte: Contraf-CUT

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