Reunião da CNB-CUT com os Ministérios surte efeito
(São Paulo) O HSBC foi pego em flagrante hoje cedo em Curitiba, enquanto mantinha seus funcionários presos em cárcere privado. Desde sexta-feira um fiscal do Trabalho tenta dar o flagrante no banco, mas até então nenhuma prova tinha sido encontrada. Hoje pela manhã, o fiscal conseguiu furar o bloqueio do HSBC e encontrou colchões escondidos dentro de um alçapão nos banheiros do Bloco 2 do prédio da Vila Hauer.
“Agora temos prova da falta de respeito do HSBC, que chegou ao cúmulo de manter seus funcionários presos para furar a greve. Não bastassem os baixos salários e toda pressão do dia-a-dia, o banco agora quer barrar um movimento legítimo dos trabalhadores. Vai ter que se virar na Justiça, porque com esta prova nas mãos vamos até as últimas conseqüências”, afirmou Sérgio Siqueira, diretor executivo da CNB/CUT e funcionários do HSBC.
Segundo ele, o flagrante dado pelo fiscal foi resultado direto da reunião entre uma comissão de bancários e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na semana passada. “Denunciamos ao ministro a violência que o Bradesco e a PM estão cometendo e o a postura de desrespeito que outros bancos, como o HSBC, adotaram nesta greve. O ministro prometeu ampliar a fiscalização e o primeiro efeito foi este flagrante no HSBC de Curitiba”, disse.
Sérgio Siqueira antecipou que o próximo passo será dar o flagrante em São Paulo, já que também recebeu denúncias de que o HSBC está mantendo seus funcionários em cárcere privado no prédio do Casp. “Outro dia encontrei um bancário do HSBC que me chamou até o carro. Ele estava indo trabalhar cheio de malas, porque o HSBC exigiu que ele dormisse no Casp por causa da greve”, revelou.
O flagrante – A ação do fiscal do Trabalho no HSBC da Vila Hauer, em Curitiba, começou na sexta-feira passada. Embora tenha constatado o crime de cárcere privado no mesmo dia, o fiscal não conseguiu dar o flagrante por causa das artimanhas do banco: o fiscal foi impedido de entrar no prédio por mais de quatro horas.
“Só tivemos sucesso no flagrante hoje. Esses colchões são a prova de que o HSBC não respeita seus funcionários. Manter trabalhadores presos dentro dos seus locais de trabalho e ainda por cima tentar esconder as provas desse crime das autoridades é uma barbaridade”, disse o presidente da FETEC Paraná, Adilson Stuzata, que estava no local no momento da apreensão das provas.
Os colchões encontrados dentro do banco serão utilizados como prova contra o HSBC numa denúncia que o movimento sindical fará ao Ministério do Trabalho.
Helicópteros – Além de manter seus funcionários em cárcere privado, o HSBC está usando outro expediente nada ortodoxo para furar a greve dos bancários. Contratou uma frota de helicópteros em Curitiba para levar o empregado aos locais de trabalho se passar pelos piquetes.
“O banco HSBC continua usando de todos os artifícios para burlar a lei e o direito de greve que todo trabalhador brasileiro possui, assegurado pela Constituição. Tem trabalhador que não sabe para qual agência o helicóptero vai levá-lo. Isso porque o rodízio de funcionários entre as agências do HSBC está a mil por hora”, explicou Adilson.
Denúncias apontam que trabalhadores chegam no início da manhã ao local de onde estão partindo os helicópteros. Então eles são levados para os prédios do HSBC no Hauer e no Xaxim. Mas, durante o expediente, alguns são obrigados a trocar de agências e se deslocar pela cidade.
“Diariamente o HSBC dá provas de que, de fato, visa somente o lucro. Tratar bancários dessa maneira não pode jamais ser tolerado ou admitido. Vamos a todas as instâncias legais para denunciar o banco e acabar com essa violência”, finalizou Adilson.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT, com informações da FETEC-CUT-PR.
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Por Mhais• 11 de outubro de 2005• 00:47• Sem categoria
O HSBC foi pego em flagrante
Reunião da CNB-CUT com os Ministérios surte efeito
(São Paulo) O HSBC foi pego em flagrante hoje cedo em Curitiba, enquanto mantinha seus funcionários presos em cárcere privado. Desde sexta-feira um fiscal do Trabalho tenta dar o flagrante no banco, mas até então nenhuma prova tinha sido encontrada. Hoje pela manhã, o fiscal conseguiu furar o bloqueio do HSBC e encontrou colchões escondidos dentro de um alçapão nos banheiros do Bloco 2 do prédio da Vila Hauer.
“Agora temos prova da falta de respeito do HSBC, que chegou ao cúmulo de manter seus funcionários presos para furar a greve. Não bastassem os baixos salários e toda pressão do dia-a-dia, o banco agora quer barrar um movimento legítimo dos trabalhadores. Vai ter que se virar na Justiça, porque com esta prova nas mãos vamos até as últimas conseqüências”, afirmou Sérgio Siqueira, diretor executivo da CNB/CUT e funcionários do HSBC.
Segundo ele, o flagrante dado pelo fiscal foi resultado direto da reunião entre uma comissão de bancários e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na semana passada. “Denunciamos ao ministro a violência que o Bradesco e a PM estão cometendo e o a postura de desrespeito que outros bancos, como o HSBC, adotaram nesta greve. O ministro prometeu ampliar a fiscalização e o primeiro efeito foi este flagrante no HSBC de Curitiba”, disse.
Sérgio Siqueira antecipou que o próximo passo será dar o flagrante em São Paulo, já que também recebeu denúncias de que o HSBC está mantendo seus funcionários em cárcere privado no prédio do Casp. “Outro dia encontrei um bancário do HSBC que me chamou até o carro. Ele estava indo trabalhar cheio de malas, porque o HSBC exigiu que ele dormisse no Casp por causa da greve”, revelou.
O flagrante – A ação do fiscal do Trabalho no HSBC da Vila Hauer, em Curitiba, começou na sexta-feira passada. Embora tenha constatado o crime de cárcere privado no mesmo dia, o fiscal não conseguiu dar o flagrante por causa das artimanhas do banco: o fiscal foi impedido de entrar no prédio por mais de quatro horas.
“Só tivemos sucesso no flagrante hoje. Esses colchões são a prova de que o HSBC não respeita seus funcionários. Manter trabalhadores presos dentro dos seus locais de trabalho e ainda por cima tentar esconder as provas desse crime das autoridades é uma barbaridade”, disse o presidente da FETEC Paraná, Adilson Stuzata, que estava no local no momento da apreensão das provas.
Os colchões encontrados dentro do banco serão utilizados como prova contra o HSBC numa denúncia que o movimento sindical fará ao Ministério do Trabalho.
Helicópteros – Além de manter seus funcionários em cárcere privado, o HSBC está usando outro expediente nada ortodoxo para furar a greve dos bancários. Contratou uma frota de helicópteros em Curitiba para levar o empregado aos locais de trabalho se passar pelos piquetes.
“O banco HSBC continua usando de todos os artifícios para burlar a lei e o direito de greve que todo trabalhador brasileiro possui, assegurado pela Constituição. Tem trabalhador que não sabe para qual agência o helicóptero vai levá-lo. Isso porque o rodízio de funcionários entre as agências do HSBC está a mil por hora”, explicou Adilson.
Denúncias apontam que trabalhadores chegam no início da manhã ao local de onde estão partindo os helicópteros. Então eles são levados para os prédios do HSBC no Hauer e no Xaxim. Mas, durante o expediente, alguns são obrigados a trocar de agências e se deslocar pela cidade.
“Diariamente o HSBC dá provas de que, de fato, visa somente o lucro. Tratar bancários dessa maneira não pode jamais ser tolerado ou admitido. Vamos a todas as instâncias legais para denunciar o banco e acabar com essa violência”, finalizou Adilson.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT, com informações da FETEC-CUT-PR.
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