Mensagem às bancárias e aos bancários
Neste momento em que tomamos posse para mais um mandato aproveitamos para reafirmar nossos compromissos de campanha, entendendo que estaremos dando continuidade à gestão Muito Mais Sindicato, e que só foi possível uma eleição tranqüila por conta do reconhecimento do trabalho executado pela gestão que se encerra, pelo respeito aos associados, pela inserção do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região nas questões mais amplas da sociedade e principalmente por conta do desprendimento daqueles companheiros e companheiras que entenderam a necessidade de união e aceitaram fazer parte de um projeto maior, trazendo para a direção bancárias e bancários de base e, com certeza, estaremos formando as lideranças do futuro. Fizemos uma renovação de 60% dos quadros, mas sabemos que somos devedores daqueles que um dia lutaram pela redemocratização do país em todos os níveis: político, sindical, cultural e social. Por isso temos em nossa nova direção bancários e bancárias de oito bancos, ampliamos a participação de base do BB e da Caixa, privilegiamos a participação de gênero com 19 companheiras, representando 33% da direção.
Em 2002 assumimos com o firme propósito de modernizar o sindicato, podendo assim, administrar com mais transparência, qualidade no atendimento e aproximação com a base. A rígida administração, com a publicação das contas, controle nos gastos e novos investimentos no setor de saúde ocupacional, além de benfeitorias na sede campestre e criação da subseção no Município de São José dos Pinhais, nos credenciou para uma melhor condução das campanhas salariais e das campanhas específicas.
O aumento no quadro de sindicalizados reflete a prática cotidiana de visita às agências e outros locais de trabalho, bem como o resultado das campanhas salariais. Nossa gestão foi marcada pela intensificação da luta contra o assédio moral, contra o desemprego, contra a falta de segurança nas agências e a preocupação com a saúde ocupacional. Mas, como marca dos últimos três anos, identificamos, sem sombra de dúvidas, a retomada da luta e resistência nos bancos públicos. A ampliação dos fóruns democráticos, com a eleição dos delegados sindicais e a realização de grandes assembléias.
Nossa próxima missão é a campanha por mais contratações no setor financeiro, além da preparação para a campanha salarial 2005. Hoje nossa categoria está espremida pelas demissões e excesso de exigências e metas. É nossa obrigação lutar pela ratificação da Convenção 158, que proíbe a demissão imotivada, ampliação dos postos de trabalho, e a prática de um sistema democrático de relações de trabalho.
Agora, nos desafia um novo período, uma conjuntura de ataques aos sonhos de uma geração, nos fazendo lembrar que a “luta não pode parar”. Na pauta nacional do movimento sindical estão temas que exigem o envolvimento não apenas das direções, mas do conjunto dos trabalhadores, o combate à terceirização que tanto fragiliza as condições e os direitos sociais, a participação de gênero e raça nos cargos hierarquicamente melhor remunerados, a reforma sindical em bases democráticas, e por fim a reforma trabalhista, que na correlação de forças do atual Congresso Nacional não proporciona serenidade aos trabalhadores. Pelo contrário, a configuração do atual quadro político brasileiro nos força a mobilização para o debate da reforma política, porque temos convicção que nosso papel social vai além da organização de greves pelo reajuste salarial.
Temos a responsabilidade de apontar caminhos. Temos o compromisso de buscar soluções, ampliar direitos e construir uma nova sociedade. Para tal não estamos sozinhos, contamos com a grandeza da CUT, da CNB, da FETEC e todos os sindicatos que representam de fato suas categorias. O relacionamento com o parlamento deve ser aperfeiçoado, nossas demandas dependem não somente da atuação sindical, mas de uma forte presença classista na Assembléia Legislativa, na Câmara Municipal e no Congresso Nacional.
Os movimentos sociais são parceiros de primeira hora na luta por políticas públicas de combate a pobreza e a miséria, na exigência de mudanças na política econômica e na construção de relações sociais e políticas com ética e responsabilidade.
Os problemas são muitos, mas maior deve ser nossa perseverança. Mesmo quando a realidade não nos favorece devemos nos perguntar: o pulso ainda pulsa? Se a resposta for sim e tenho certeza que é, todo o resto é possível, até outro mundo, se a gente quiser!
Marisa Stedile
presidenta
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Por Mhais• 22 de junho de 2005• 12:40• Sem categoria
Mensagem da direção do Sindicato de Curitiba e Região
Mensagem às bancárias e aos bancários
Neste momento em que tomamos posse para mais um mandato aproveitamos para reafirmar nossos compromissos de campanha, entendendo que estaremos dando continuidade à gestão Muito Mais Sindicato, e que só foi possível uma eleição tranqüila por conta do reconhecimento do trabalho executado pela gestão que se encerra, pelo respeito aos associados, pela inserção do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região nas questões mais amplas da sociedade e principalmente por conta do desprendimento daqueles companheiros e companheiras que entenderam a necessidade de união e aceitaram fazer parte de um projeto maior, trazendo para a direção bancárias e bancários de base e, com certeza, estaremos formando as lideranças do futuro. Fizemos uma renovação de 60% dos quadros, mas sabemos que somos devedores daqueles que um dia lutaram pela redemocratização do país em todos os níveis: político, sindical, cultural e social. Por isso temos em nossa nova direção bancários e bancárias de oito bancos, ampliamos a participação de base do BB e da Caixa, privilegiamos a participação de gênero com 19 companheiras, representando 33% da direção.
Em 2002 assumimos com o firme propósito de modernizar o sindicato, podendo assim, administrar com mais transparência, qualidade no atendimento e aproximação com a base. A rígida administração, com a publicação das contas, controle nos gastos e novos investimentos no setor de saúde ocupacional, além de benfeitorias na sede campestre e criação da subseção no Município de São José dos Pinhais, nos credenciou para uma melhor condução das campanhas salariais e das campanhas específicas.
O aumento no quadro de sindicalizados reflete a prática cotidiana de visita às agências e outros locais de trabalho, bem como o resultado das campanhas salariais. Nossa gestão foi marcada pela intensificação da luta contra o assédio moral, contra o desemprego, contra a falta de segurança nas agências e a preocupação com a saúde ocupacional. Mas, como marca dos últimos três anos, identificamos, sem sombra de dúvidas, a retomada da luta e resistência nos bancos públicos. A ampliação dos fóruns democráticos, com a eleição dos delegados sindicais e a realização de grandes assembléias.
Nossa próxima missão é a campanha por mais contratações no setor financeiro, além da preparação para a campanha salarial 2005. Hoje nossa categoria está espremida pelas demissões e excesso de exigências e metas. É nossa obrigação lutar pela ratificação da Convenção 158, que proíbe a demissão imotivada, ampliação dos postos de trabalho, e a prática de um sistema democrático de relações de trabalho.
Agora, nos desafia um novo período, uma conjuntura de ataques aos sonhos de uma geração, nos fazendo lembrar que a “luta não pode parar”. Na pauta nacional do movimento sindical estão temas que exigem o envolvimento não apenas das direções, mas do conjunto dos trabalhadores, o combate à terceirização que tanto fragiliza as condições e os direitos sociais, a participação de gênero e raça nos cargos hierarquicamente melhor remunerados, a reforma sindical em bases democráticas, e por fim a reforma trabalhista, que na correlação de forças do atual Congresso Nacional não proporciona serenidade aos trabalhadores. Pelo contrário, a configuração do atual quadro político brasileiro nos força a mobilização para o debate da reforma política, porque temos convicção que nosso papel social vai além da organização de greves pelo reajuste salarial.
Temos a responsabilidade de apontar caminhos. Temos o compromisso de buscar soluções, ampliar direitos e construir uma nova sociedade. Para tal não estamos sozinhos, contamos com a grandeza da CUT, da CNB, da FETEC e todos os sindicatos que representam de fato suas categorias. O relacionamento com o parlamento deve ser aperfeiçoado, nossas demandas dependem não somente da atuação sindical, mas de uma forte presença classista na Assembléia Legislativa, na Câmara Municipal e no Congresso Nacional.
Os movimentos sociais são parceiros de primeira hora na luta por políticas públicas de combate a pobreza e a miséria, na exigência de mudanças na política econômica e na construção de relações sociais e políticas com ética e responsabilidade.
Os problemas são muitos, mas maior deve ser nossa perseverança. Mesmo quando a realidade não nos favorece devemos nos perguntar: o pulso ainda pulsa? Se a resposta for sim e tenho certeza que é, todo o resto é possível, até outro mundo, se a gente quiser!
Marisa Stedile
presidenta
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