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Campanha 2-10-20 provoca caos no Unibanco

Diante da excelente performance do Bradesco e do Itaú com relação aos lucros, a direção do Unibanco resolveu antecipar as metas da campanha 2 – 10 – 20.
(São Paulo) Lançada no segundo semestre de 2004, a campanha 2 – 10 – 20 tem como objetivo angariar esforços internos para que o banco atinja a marca dos R$ 2 bilhões de lucro, R$ 10 bilhões de patrimônio líquido e 20% de retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE). Inicialmente, as metas deveriam ser alcançadas até o encerramento do exercício de 2006. Mas, agora, o banco pretende antecipá-las para até o final de 2005.
O resultado disso é o acirramento das metas impostas aos bancários, maior deterioração das já degradadas condições de trabalho e, conseqüentemente, maior agravamento das condições de saúde dos funcionários.
Para o Unibanco, a campanha segue com resultados favoráveis. No primeiro trimestre de 2005, o banco celebrou a superação da marca de 21% de retorno sobre o patrimônio líquido, depois de já ter alcançado, em 2004, o maior crescimento de seu lucro líquido na história da instituição: R$ 1,283 bilhão, o que representou uma evolução de 22% sobre o resultado apurado em 2003.
“O Unibanco não se conforma de ficar atrás do Bradesco e Itaú, que no primeiro trimestre deste ano obtiveram retornos superiores a 30% sobre o patrimônio líquido. Assim, não mede esforços para prosseguir na evolução de seus resultados, sem se importar com as situações a que submete seus empregados”, desabafa a representante da FETEC/CUT-SP na Comissão de Empresa dos Funcionários, Valeska Pincovai.
De acordo com a dirigente, a campanha 2 – 10 – 20 está baseada em cortes de gastos, o que inclui demissões e reestruturação das agências; além de pressões das chefias para cumprimento de metas por parte dos bancários. “Como parte dessa reestruturação, o banco recentemente cortou o telefone dos departamentos. Além disso, segue com as demissões, o que eleva a carga de trabalho de quem fica na empresa. As metas impostas aos bancários são absurdas e, quando não são alcançadas, na maioria dos casos, os funcionários passam a ser vítimas de assédio moral com graves conseqüências sobre a saúde”, denuncia a representante da FETEC SP, ao citar recente caso registrado pelo Sindicato dos Bancários de Limeira e Região.
“Uma bancária do Unibanco daquela região vem sofrendo sérios transtornos mentais decorrentes do assédio moral sofrido em seu local de trabalho. Felizmente, o sindicato conseguiu a emissão de laudo médico confirmando o nexo causal de transtorno mental por conta do assédio moral. Esse foi um primeiro passo na luta pelo banimento dessa prática desumana nos locais de trabalho”, destaca Valeska Pincovai.
Além dos agravos à saúde e do assédio moral, a dirigente lembra as discriminações do banco na distribuição de seus lucros. “Os bancários se esfolam para alcançarem as metas e, na hora de serem compensados, ficam a ver navios, pois o PRU (Programa de Resultados Unibanco) não remunera a todos, remunera apenas os denominados “diferenciados”. Ou seja, apenas os considerados “os melhores” pela empresa. Essas são situações que teremos de denunciar com veemência nessa campanha salarial”.
Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo – FETEC/CUT-SP

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Campanha 2-10-20 provoca caos no Unibanco

Diante da excelente performance do Bradesco e do Itaú com relação aos lucros, a direção do Unibanco resolveu antecipar as metas da campanha 2 – 10 – 20.

(São Paulo) Lançada no segundo semestre de 2004, a campanha 2 – 10 – 20 tem como objetivo angariar esforços internos para que o banco atinja a marca dos R$ 2 bilhões de lucro, R$ 10 bilhões de patrimônio líquido e 20% de retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE). Inicialmente, as metas deveriam ser alcançadas até o encerramento do exercício de 2006. Mas, agora, o banco pretende antecipá-las para até o final de 2005.

O resultado disso é o acirramento das metas impostas aos bancários, maior deterioração das já degradadas condições de trabalho e, conseqüentemente, maior agravamento das condições de saúde dos funcionários.

Para o Unibanco, a campanha segue com resultados favoráveis. No primeiro trimestre de 2005, o banco celebrou a superação da marca de 21% de retorno sobre o patrimônio líquido, depois de já ter alcançado, em 2004, o maior crescimento de seu lucro líquido na história da instituição: R$ 1,283 bilhão, o que representou uma evolução de 22% sobre o resultado apurado em 2003.

“O Unibanco não se conforma de ficar atrás do Bradesco e Itaú, que no primeiro trimestre deste ano obtiveram retornos superiores a 30% sobre o patrimônio líquido. Assim, não mede esforços para prosseguir na evolução de seus resultados, sem se importar com as situações a que submete seus empregados”, desabafa a representante da FETEC/CUT-SP na Comissão de Empresa dos Funcionários, Valeska Pincovai.

De acordo com a dirigente, a campanha 2 – 10 – 20 está baseada em cortes de gastos, o que inclui demissões e reestruturação das agências; além de pressões das chefias para cumprimento de metas por parte dos bancários. “Como parte dessa reestruturação, o banco recentemente cortou o telefone dos departamentos. Além disso, segue com as demissões, o que eleva a carga de trabalho de quem fica na empresa. As metas impostas aos bancários são absurdas e, quando não são alcançadas, na maioria dos casos, os funcionários passam a ser vítimas de assédio moral com graves conseqüências sobre a saúde”, denuncia a representante da FETEC SP, ao citar recente caso registrado pelo Sindicato dos Bancários de Limeira e Região.

“Uma bancária do Unibanco daquela região vem sofrendo sérios transtornos mentais decorrentes do assédio moral sofrido em seu local de trabalho. Felizmente, o sindicato conseguiu a emissão de laudo médico confirmando o nexo causal de transtorno mental por conta do assédio moral. Esse foi um primeiro passo na luta pelo banimento dessa prática desumana nos locais de trabalho”, destaca Valeska Pincovai.

Além dos agravos à saúde e do assédio moral, a dirigente lembra as discriminações do banco na distribuição de seus lucros. “Os bancários se esfolam para alcançarem as metas e, na hora de serem compensados, ficam a ver navios, pois o PRU (Programa de Resultados Unibanco) não remunera a todos, remunera apenas os denominados “diferenciados”. Ou seja, apenas os considerados “os melhores” pela empresa. Essas são situações que teremos de denunciar com veemência nessa campanha salarial”.

Jornalista: Lucimar Cruz Beraldo – FETEC/CUT-SP

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