Paraná confirma 601 casos de gripe suína
Curitiba – A Secretaria de Saúde do Paraná confirmou 601 casos de influenza A (H1N1) – gripe suína – de acordo com boletim epidemiológico divulgado na tarde de hoje (5). Até o momento 25 pessoas morreram no estado em decorrência da doença.
Segundo a secretaria, a diferença de 421 casos em relação ao boletim anterior se dá pela agilidade do Laboratório Central do Estado (Lacen) na realização dos exames.
O laboratório vem processando, em média, 180 exames por dia, inclusive nos finais de semana. A expectativa é de que o número de casos confirmados no Paraná aumente nos próximos dias.
De acordo com o secretário de Saúde do Paraná, Gilberto Martin, o comportamento do vírus no estado está dentro do esperado. A confirmação do primeiro caso foi em 20 junho, 66 dias depois do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à nova gripe. O primeiro óbito foi registrado somente um mês depois da confirmação do primeiro caso.
Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.
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Ministério da Saúde confirma 96 mortes pela gripe suína
Brasília – O Ministério da Saúde divulgou há pouco o novo boletim sobre a Influenza A (H1N1) – gripe suína – e informou que 96 pessoas no Brasil morreram até o dia 1º de agosto. Os dados excluem, no entanto, os casos mais recentes, como as mortes anunciadas ontem (4) no Paraná.
No boletim, o estado do Paraná aparece com 15 óbitos, mas a Secretaria Estadual de Saúde anunciou ontem um total de 25. Ao todo, o país registrou 2.959 casos confirmados da doença no período de 25 de abril a 1º de agosto.
Por Agência Brasil. Edição: Enio Vieira.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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05/08/2009 , às 18h16
NOTA À IMPRENSA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS
NOTA À IMPRENSA
Quarta-feira, 5/8/2009, às 17h30
Situação epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil
I – ÓBITOS
• No Brasil, entre 25 de abril e 1º de agosto, foram informados pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde 17.277 casos de pessoas com sintomas de algum tipo de gripe. Do total, 2.959 (17,1%) foram confirmados como influenza A (H1N1).
• Das pessoas infectadas pelo novo vírus, a grande maioria (71,5%) apresentou sintomas leves, num total de 2.115 pessoas. Os restantes 28,5% (844) apresentaram febre, tosse e dificuldade respiratória, mesmo que moderada — sintomas compatíveis com a definição de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total, 55,6% foram de mulheres.
• Dos 844 casos graves com o novo vírus A (H1N1), 96 morreram (número de óbitos registrados pelas Secretarias Estaduais de Saúde junto ao Ministério da Saúde até o dia 1º de julho). A taxa de pessoas que vão a óbito em relação ao número de casos graves, portanto, é de 11,4%. Novos óbitos reportados depois desta data serão registrados no próximo boletim epidemiológico.
Tabela 4. Distribuição de óbitos por influenza A(H1N1) por Unidade Federada. SE 30/2009.
UF
n
%
PB
1
1,0
PR
15
15,6
RJ
14
14,6
RS
28
29,2
SP
38
39,6
TOTAL
96
100,0
• A taxa de mortalidade dos casos confirmados de SRAG pelo novo vírus, no Brasil, é de 0,05/100.000 habitantes. Veja exemplos da taxa de mortalidade em outros países:
País
Óbitos
População
Taxa de mortalidade
Argentina
337
39.934.109
0,84
Chile
96
16.802.953
0,57
Austrália
74
20.950.604
0,35
Canadá
62
33.169.734
0,18
México
146
107.801.063
0,13
EUA
353
308.798.281
0,11
Brasil
96
191.481.045
0,05
Reino Unido
30
61.018.648
0,04
Espanha
8
44.592.770
0,01
Fonte do número de óbitos: www.ecdc.europa.eu (5/8)
Fonte do número de habitantes: IBGE e DATASUS
• Cabe destacar que, de acordo com o novo protocolo, o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).
• Dos 96 óbitos registrados, 52 foram do sexo feminino (54,2%) e, do total de mulheres, 14 eram gestantes.
• Gestação e doenças cardíacas e neurológicas são os principais fatores de risco para óbito, entre os casos de SRAG infectados pelo novo vírus.
• Nos casos graves de pessoas infectadas pelo novo vírus com pelo menos um fator de risco, a letalidade foi de 23,5%, enquanto que nos pacientes sem nenhum fator de risco a letalidade foi de 8,9%.
• Ou seja: quem tem pelo menos um fator de risco e doença grave pelo novo vírus tem 2,63 vezes mais risco de morrer, quando comparado com o grupo de pessoas, também com doença grave pelo novo vírus, mas sem fator de risco.
• As duas evidências acima reforçam as ações recomendadas pelo protocolo de manejo clínico do Ministério da Saúde de priorização para os grupos com maior risco para desenvolver as formas graves da doença, que são os seguintes:
1. Gestação.
2. Idade menor que 2 e maior que 60 anos.
3. Pessoas com doenças que debilitam o sistema imunológico (defesas do organismo), como câncer e aids; ou que tomam regularmente mediacamentos que debilitam o sistema imunológico.
4. Doenças crônicas preexistentes, como problemas cardíacos (como arritmias), pulmonares (exemplos: bronquite e asma), renais (pessoas que fazem hemodiálise, por exemplo) e sanguíneos (como anemia e hemofilia); diabetes, hipertensão e obesidade mórbida.
…
V – EXAMES LABORATORIAIS
• Na análise dos resultados de 4.424 exames laboratoriais realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde, 2.616 (59,1%) deram positivo para o novo vírus A (H1N1), 1.417 (32%) para influenza A sazonal, 20 (0,5%) para influenza B sazonal e 371 (8,4%) para outro agente patológico.
• Os laboratórios de referência são Instituto Adolfo Lutz (SP), Instituto Evandro Chagas (PA) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ). Esses laboratórios são responsáveis pela caracterização das cepas virais.
• Observa-se que a partir da 24ª Semana Epidemiológica (iniciada em 14 de junho), o novo vírus passou a responder por cerca de 60% dos resultados positivos. Mas também se notou a detecção de casos de influenza A sazonal e outros agentes. O aumento na detecção do A (H1N1) pode indicar, além da ampliação da circulação do vírus, maior especificidade da definição de caso. Veja os índices em outros países (Fonte: OMS):
o Grécia: 99%
o Chile: 98%
o Coréia do Sul: 98%
o Itália: 97%
o Austrália: 89%
• O processamento de 3.920 amostras coletadas na rede sentinela de síndrome gripal indicou que 813 (20,8%) foram positivas para vírus respiratórios. Dentre as amostras positivas, observa-se que a partir da 23ª Semana Epidemiológica (iniciada em 7 de junho), os vírus influenza A (que pode incluir vírus sazonal e o novo vírus) passam a representar cerca de 60% dos resultados. Porém, outros vírus respiratórios têm sido detectados, como o vírus sincicial respiratório, adenovírus e parainfluenza.
• A rede sentinela é um sistema de vigilância que conta com 62 unidades no país responsáveis pela coleta de amostras monitoramento e identificação dos vírus que circulam na comunidade.
Fonte das tabelas: Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)/MS
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Dr. Rosinha questiona alarmismo da imprensa em torno da Gripe A
05/08/09 – 12:01
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) criticou nesta terça-feira o alarmismo com que parte da imprensa tem tratado a gripe A, causada pelo vírus H1N1, também chamada de gripe suína. “No momento, há uma superexploração da gripe A nos meios de comunicação brasileiros. Ao menos em parte, essa situação talvez possa ser explicada por interesses comerciais. Com a superexposição, ganham as empresas de comunicação. Ganha também o fabricante do medicamento Tamiflu”, disse o deputado.
O próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, criticou previsões de expansão da doença. “Existem os futurólogos do caos que escrevem um monte de besteira. Saiu na imprensa que nós teríamos milhões de casos, [projeção] em cima do modelo matemático feito para um vírus diferente de uma doença que não existiu. Chega a ser patético”, comentou o ministro.
Dr. Rosinha observou que o Ministério da Saúde tem coordenado o processo de prevenção e identificação da doença dentro dos padrões exigidos. Foi estabelecido um protocolo de vigilância da gripe com o objetivo de identificar e acompanhar os casos suspeitos. “Esse protocolo estabelece que as pessoas acometidas pela síndrome respiratória aguda grave (SRAG), como é identificada clinicamente a gripe, devem ser acompanhadas pelos serviços de saúde”, disse Dr. Rosinha..
Segundo dados do ministério, até o último dia 29 de julho, de um total de 543 casos confirmados de SRAG pelo novo vírus Influenza A (H1N1), 56 evoluíram para o óbito, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 10,3% em relação aos casos graves confirmados para Influenza A (H1N1).
PREOCUPAÇÃO – Embora preocupantes, segundo o parlamentar do PT a mortalidade é baixa se comparada com a população,chegando a 0,029 por 100 mil habitantes. “Os dados parciais mostram que não há razão para desespero, mas para preocupação, principalmente com os integrantes dos grupos de risco, a saber: gestantes, cardiopatas, os que têm hipertensão arterial, crianças com menos de dois anos e pessoas idosas”, disse Dr. Rosinha.
Ele rebateu também insinuações de que o número de casos seria maior que o divulgado pelo Ministério da Saúde. “ Já houve momentos na história do Brasil de epidemias serem censuradas, como foi o caso da epidemia de meningite, na época da ditadura militar. Não é o caso de agora”,explicou o parlamentar.
O deputado questionou os interesses comerciais por trás da divulgação da ocorrência de doenças, como a gripe aviária, que há poucos anos espalhou pânico por todo o mundo todo. “Apesar do noticiário alarmista sobre a gripe das aves, o total de mortos nos últimos anos em todo o mundo teria sido de 250. A multinacional suíça Roche, que fabrica o Tamiflu, comercializou na ocasião milhões de doses aos países asiáticos. O governo britânico, por exemplo, também comprou 14 milhões de doses. Com a gripe das aves, a Roche obteve milhões de dólares de lucro. Será que não haveria nenhum interesse por trás da atual onda de alarmismo?”
Por Equipe Informes.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.informes.org.br.