Nove meses após ter perdido a liderança para o Itaú Unibanco, o Banco do Brasil retomou o posto de maior banco em ativos do Brasil e da América Latina. Segundo o balanço do segundo trimestre do ano, os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 598,8 bilhões, ante R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco. O Banco do Brasil salta da 10ª para a 7ª posição no ranking dos maiores bancos da América Latina e dos EUA, segundo a consultoria Economática. O Itaú Unibanco cai de 7º para 8º.
Segundo apuração da Folha, a atuação agressiva do BB na concessão de crédito durante a crise foi fundamental para a instituição ter recuperado a liderança do ranking bancário, objetivo cobrado por Lula após a perda do posto. Enquanto os bancos privados foram mais cautelosos após o congelamento global do crédito, o BB acelerou a liberação de empréstimos para evitar um contágio maior da crise.
O SindBancários questiona qual é o custo dessa estratégia para a sociedade brasileira e para os trabalhadores. Transferência de setores, terceirização de serviços, compra de bancos, foco em carteiras de clientes e venda de produtos são características de bancos privados. Ou melhor: eram.
O BB precisa retomar seu papel de banco público, com geração de empregos e renda, de fomentador do desenvolvimento econômico e social. E não é o que se vê quando a direção anuncia que deverá continuar a comprar bancos menores para se tornar a maior instituição do País.
O Banco do Brasil já incorporou vários bancos e a orientação é que, se houver outras oportunidades, aproveite. Tudo para se transformar no maior banco do Brasil.
E tudo isso a que preço? Advertimos, mais uma vez, que o BB precisa, sim, seguir seu perfil de regulador da economia. É a ele que cabe assumir o papel de forçar a concorrência a baixar as taxas de juros, spread e tarifas. Como instituição pública, precisa estar alinhado com o crescimento econômico e a geração de emprego e renda. Não excluir a população de baixa renda como ocorre atualmente.
Fonte: Imprensa/SindBancários com Folha de S.Paulo.
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BB adota Excelência no Atendimento e expõe segurança dos funcionários
Dentro do processo de qualidade no atendimento, o Banco do Brasil decidiu implantar o programa de “Excelência no Atendimento” em suas agências. O nome parece bonito, mas na realidade o BB esqueceu-se do principal: a proteção à vida dos seus funcionários.
O serviço é, na verdade, a saída encontrada para o banco se livrar das filas no interior das agências, problema que poderia ser resolvido com a contratação de mais funcionários.
“Na agência Salgado Filho o BB inova, se negando a atender clientes que desejam entrar no banco, impondo limites para saques e depósitos. Também é uma forma de evitar que as pessoas de baixo poder aquisitivo utilizem os serviços internos”, informa o diretor de Comunicação do SindBancários e funcionário do BB, Flávio Pastoriz. “Na Borges de Medeiros, uma funcionária foi agredida por uma cliente, tanto verbal quanto fisicamente”, acrescenta Pastoriz.
Indiferente à realidade de violência e assaltos que atingem todos os bancos, inclusive o BB, a direção expõem seus funcionários, obrigando-os a fazer uma triagem na sala de autoatendimento, local onde funciona o “Excelência no Atendimento”. “Com isso, o banco faz uma seleção de quem chega, impedindo o acesso interno”, afirma o diretor e funcionário do BB, Julio Cesar Vivian.
“O BB, assim como outros bancos, não investe em segurança. As agências estão vulneráveis e deficientes, sem vidros blindados e com a porta giratória após o autoatendimento”, aponta Pastoriz.
A melhoria nos dispositivos de segurança, visando inibir os ataques consta da pauta de reivindicações dos bancários. O SindBancários está empenhando para que os bancos cumpram, de uma vez por todas, as leis de segurança em vigor em Porto Alegre e desrespeitadas pelas instituições financeiras: a Lei da Blindagem (n° 10.397/2008), a Lei das Portas Giratórias (n° 7.494/1994) e a Lei das Câmeras (n° 8115/1998).
Por fim, os dirigentes são unânimes em concordar que a ‘Excelência no Atendimento’ passa por atender o cliente, oferecendo o livre-arbítrio, caso ele deseja entrar na agência ou usar o autoatendimento. “Este não é o banco público que defendemos” , completa o diretor Ronaldo Zeni.
Fonte: Imprensa/SindBancários
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.sindbancarios.org.br.
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Prejuízo na Nossa Caixa e lucro de R$ 4,01 bi no BB
Por conta de ajustes e provisões, a Nossa Caixa registrou prejuízo de R$ 139,6 milhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo trimestre de 2008, o banco havia registrado lucro líquido de R$ 410,9 milhões.
De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (12), os ajustes, na ordem de R$ 155,1 milhões, foram para adaptação do balanço à metodologia contábil do BB que está incorporando o banco paulista. Já as provisões sofreram acréscimo de R$ 146,2 milhões visando demandas judiciais referentes a planos econômicos.
Conforme os números, a carteira de crédito da Nossa Caixa atingiu R$ 17 bilhões em junho, evolução de 23,3% sobre março e de 61% em 12 meses. O desempenho ficou bastante acima da evolução média do sistema financeiro nacional, de 2,8% no trimestre e de quase 20% em um ano. A motivação foi a priorização dos empréstimos consignados, inclusive com a compra de carteira de créditos consignados de outras instituições.
No Banco do Brasil, o lucro líquido no primeiro semestre do ano foi de R$ 4,014 bilhões. Uma alta de 0,55% ante o mesmo período de 2008. Excluindo os efeitos extraordinários, o lucro recorrente atingiu R$ 3,250 bilhões no semestre, montante 7,5% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.
As receitas de operações de crédito totalizaram R$ 18,5 bilhões no 1º semestre, alta de 32,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, acompanhando o crescimento da carteira de crédito.
Segundo o balanço da instituição, divulgado na madrugada desta quinta-feira (13), o BB alcançou R$ 598,839 bilhões em ativos totais ao final do segundo trimestre de 2009, expansão de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Com este resultado, a instituição federal ultrapassou o Itaú Unibanco (R$ 596,4 bilhões) e retomou o posto de maior banco em ativos do país.
“O lucro do BB é mais um indicador de que não existe crise para os bancos no Brasil”, comenta Marcel Barros, diretor de Bancos Federais da FETEC/CUT-SP.
Conforme o dirigente, a evolução do lucro do BB deve-se à três fatores. O forte investimento no crédito, a manutenção do spread elevado no Brasil e ao esforço dos funcionários. “No caso do aumento do crédito, o foco foram os empréstimos consignados. Agora, para que essa carteira se sustente, serão necessários investimentos na produção com vistas à geração de emprego e renda. Por outro lado, o lucro do BB não teria atingido tal evolução sem o empenho dos funcionários, muitas vezes em condições totalmente adversas. Então, o banco não tem porque não acolher as reivindicações dos trabalhadores que, por sinal, já fizeram a sua parte”, salienta Barros.
A opinião é compartilhada pela diretora da FETEC SP, Adrina Pizarro, ao comentar o resultado da Nossa Caixa. “A necessidade de adequações à forma contábil utilizada pelo BB acarretou em prejuízo. Acredito, inclusive, na possibilidade de que a utilização da CVM 371 no provisionamento, que assegura direitos à saúde e previdência dos funcionários, também tenha sido responsável por parte dessa queda no lucro”.
Na avaliação da dirigente, apesar de todas as dificuldades provenientes da incorporação do banco paulista pelo BB, a carteira de crédito com desempenho acima do apurado no mercado nacional contribuiu para que o prejuízo não tenha sido ainda maior. “Lamento que esse trabalho não tenha sido fortemente implementado há mais tempo. Agora, a expectativa é de que o resultado possa ser revertido no próximo trimestre e que a PLR dos funcionários esteja garantida com o lucro da Nossa Caixa ou do BB, pois o empenho dos bancários está refletido nos resultados, não cabendo aos trabalhadores o ônus de prejuízo não recorrente”, conclui Adriana Pizarro.
Por Lucimar Cruz Beraldo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.