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Por 16:43 Sem categoria

Bancários do Paraná definem proposta de reajuste salarial

A categoria reivindica aumento real de 5% além da reposição da inflação.  As propostas serão levadas para 18º conferência Nacional dos Bancários.

Os bancários do Paraná definiram as propostas da categoria e elegeram a delegação que representará o estado na 18ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada em São Paulo, de 29 a 31 de julho. Eles reivindicam aumento real de 5% além da reposição da inflação dos doze meses que antecedem a data-base (setembro 2015 – agosto 2016). O índice de reajuste foi aprovado por unanimidade por mais de 250 delegados que estiveram reunidos em Toledo entre os dias 1 e 3 de julho, durante a 18ª Conferência Estadual promovida pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR).

O índice de reajuste foi definido com base nas fichas de consulta que são enviadas pelos sindicatos e preenchidas pelos bancários antes das conferências regionais, estadual e nacional. A FETEC-CUT-PR representa 25 mil bancários no estado e agrega 10 sindicatos.

O presidente da FETEC-CUT/PR, Júnior César Dias, citou dados oficiais do Banco Central que mostram que os banqueiros continuam tendo lucros extraordinários, mesmo diante da atual conjuntura econômica. E afirma que a outra prioridade é a manutenção do emprego. Os bancos registraram lucro líquido de quase R$ 70 bilhões em 2015, sendo 16% a mais em relação ao ano anterior. E mesmo assim extinguiram mais de dez mil postos de trabalho.

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“Nesta conjuntura tão adversa, é fundamental a unidade dos trabalhadores para resistir aos ataques aos direitos trabalhistas. E a Conferência Estadual dos Bancários do Paraná deixa claro que estamos dispostos a lutar para que não tenhamos nenhum direito a menos!”, finaliza Elias Jordão. Foram realizadas análises de conjuntura política e econômica, além de debates em quatro Grupos de Trabalho: 1) Saúde, segurança e condições de trabalho; 2) Emprego; 3) Remuneração; e 4) Sistema Financeiro Nacional.

Os problemas de saúde, com os altíssimos níveis de adoecimento dos bancários devem ser prioritários nas pautas de discussão com os banqueiros, conforme informou Claudete Beloto (Pactu – união sindical que representa os bancários das regiões noroeste, oeste e sudoeste).

A união e a mobilização da categoria foi outro ponto de destaque, de acordo com  Wanderley Crivellari (Vida Bancária – união sindical dos bancários da região norte e nordeste). “A conversa com as nossas bases para a campanha salarial já está sendo feita desde maio. Não tenho dúvidas de que estaremos unidos e totalmente mobilizados para o enfrentamento nessa campanha salarial”, afirmou.

Greve dos bancários é iminente

Possivelmente haverá greve. As dificuldades de negociação devem ser maiores, segundo a avaliação de Dias. “A conjuntura política nos mostra isso. Temos bancos públicos com ameaça real de não participar da mesa de debates o que seria uma desconstrução da organização dos bancários, fragmentando a nossa atuação. Mas, estamos preparados. Por isso, acreditamos que teremos uma campanha salarial ainda mais difícil que nos anos anteriores”, informou.

Golpe com governo ilegítimo é uma ameaça real de não reajustar o salário dos funcionários dos bancos públicos. “Essa equipe golpista que se instalou no governo federal jogando no lixo 54 milhões de votos dos brasileiros querem retirar os direitos e enfraquecer a organização dos trabalhadores. Portanto já está evidente que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, sendo liderados por golpistas, acabarão não querendo negociar, dando mais um golpe aos trabalhadores. Estamos conversando com esses bancários e eles já estão mobilizados para o caso de isso se efetivar. Faremos uma ofensiva ainda maior”, anunciou Dias.

Autor: Cinthia Alves, com colaboração de Renata Ortega – SEEB CURITBA

Fonte: FETEC-CUT-PR

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