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Bancários e banqueiros reúnem-se a partir das 10h

De manhã tem negociação. À noite tem assembléia
Bancários e banqueiros reúnem-se a partir das 10h. Trabalhadores decidem sobre paralisação do movimento, na Quadra dos Bancários, às 19h Audiência do TRT

São Paulo – O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, em audiência de conciliação sobre dissídio de greve realizada na terça, dia 14, indicou que bancários e banqueiros deveriam retomar as negociações. A primeira rodada acontece hoje, a partir das 10h. A mediação promovida pelo tribunal também apontou que os sindicatos de São Paulo deveriam colocar em votação, em assembléias até a noite de quinta-feira, dia 16, a suspensão da greve.

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“Por isso, convocamos a assembléia para as 19h de hoje, na Quadra. Os trabalhadores devem decidir se querem continuar em greve ou suspender o movimento apostando na retomada das negociações”, explica o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Essa decisão deve ser tomada pelos bancários à luz de informações importantes. De acordo com a mediação do TRT, as partes devem continuar negociando para tentar chegar a uma proposta num prazo de cinco dias úteis, contado a partir de sexta-feira, dia 17. Após, esse período, e se não houver acordo, devem voltar ao tribunal. Caso a assembléia decida que a greve não será suspensa, as partes também devem voltar ao tribunal e o TRT já informou: vai instalar dissídio para resolver a campanha. Além de esse ser um problema por si só – as decisões dos tribunais geralmente são ruins para os trabalhadores –, o julgamento por um tribunal estadual de São Paulo colocaria em risco uma das maiores conquistas da categoria bancária: o contrato coletivo de trabalho nacional. Ou seja, cada tribunal de cada estado poderia julgar um índice diferenciado.

Negociação – Desde 1991 os bancários não têm sua campanha salarial resolvida por dissídio, ou seja, sob a intervenção do tribunal do trabalho. “Sempre apostamos na negociação até a exaustão e o desembargador indicou esse caminho porque valorizou essa postura”, diz Marcolino. “Mas, a partir do momento que a campanha salarial é encaminhada para o tribunal, ela sai do controle dos trabalhadores, que passam a não ter mais o processo de negociação ou a greve como instrumentos de decisão.”

Outra questão a ser destacada: caso o tribunal julgue a paralisação dos trabalhadores abusiva, além das pesadas multas que os sindicatos recebem, caso não acatem a decisão, os bancários podem sofrer penalidades.

Específicos – A campanha, no entanto, não se resolve somente com a negociação dos itens econômicos com a Fenaban. As questões específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também têm que ser definidas nos próximos dias. “Caso os trabalhadores decidam por suspender a greve, durante esses cinco dias que o TRT estabeleceu para as negociações com a Fenaban é necessário que as direções de BB e Caixa também apontem soluções para as pendências dos funcionários desses bancos”, destaca Marcolino.

Na Caixa, os bancários querem: avaliação dos critérios de promoção do novo Plano de Cargos e Salários (PCS) Solução do processo de migração dos participantes da Revhab para a Funcef; extensão do auxílio cesta-alimentação para todos os aposentados e pensionistas; avanços no Saúde Caixa; mudanças no PCC; respeito à jornada de trabalho; isonomia entre novos e antigos empregados; contratação de pessoal; representação dos empregados na gestão.

No Banco do Brasil, as reivindicações são: abertura imediata de negociação sobre PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários); PLR maior para todos, sem distinções; fim da lateralidade e pagamento das substituições; jornada de 6 horas para comissionados; fim do voto de Minerva na Previ; implantação imediata do Plano Odontológico na Cassi; Banco do Brasil para o desenvolvimento, com valorização do trabalho; isonomia de direitos.

Caminhos – O Sindicato tem responsabilidade com mais de 120 mil trabalhadores. “Temos que deixar claro que cada passo, cada decisão, tem sua implicação”, destaca Marcolino. “Temos uma greve forte e que pode ser mantida se os trabalhadores assim decidirem. Mas precisamos ter consciência das conseqüências dessa decisão. A greve, que vem sendo construída nos últimos nove dias por bancários e Sindicato, juntos, pode continuar forte e alcançar uma vitória. A decisão será dos trabalhadores.”

Marcolino destaca que a forma como a Fenaban vai negociar na quinta de manhã será uma evidencia importante. “Se os banqueiros trouxerem uma proposta de fato, podemos continuar apostando na negociação. Caso contrário, nosso caminho pode ser manter e fortalecer a greve, mostrando para o tribunal que a Fenaban não quis negociar.”

Fonte: Seeb SP

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