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Diretor do Unibanco fere lei ao forçar bancários a furar greve

Rogério Vasconcelos Costa, da Região 14, enviou e-mail dando “ordem para abrir todas” as agências

São Paulo – A atitude do diretor da Região 14 do Unibanco, Rogério Vasconcelos Costa, durante a greve deste ano, está infringindo o artigo 6º da Lei de Greve, que garante ser “vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento”.

Nesta segunda-feira, dia 13, Rogério enviou para todos os funcionários das mais de 50 agências de sua região um e-mail com o título “Abertura”. Nele, afirma que os funcionários “não tem autonomia” para decidir sobre o fechamento ou não de agências, mas sim “ordem para abrir todas”. Escreve ainda para que os bancários “não discutam essa ordem”.

“Além de cometer um crime ao constranger as pessoas a trabalhar durante a greve, o diretor parece não saber que a greve foi aprovada numa assembléia legítima, por 1.500 bancários, nem que a greve é um direito garantido também na Constituição Federal”, afirma o diretor do Sindicato e funcionário do Unibanco Carlos Damarindo, o Carlão.

Ele já recebeu – Carlão tem suas suspeitas sobre o porquê de Rogério não se interessar pela greve nem se preocupar com a proposta ridícula apresentada pela Fenaban. “Ele já foi bem bonificado no semestre, não depende da PLR. Temos informações de executivos que receberam até R$ 700 mil, e, dado seu cargo, ele muito provavelmente está entre os que receberam centenas de milhares de reais. Mas os bancários das agências não têm toda essa sorte e precisam lutar por uma proposta melhor por parte dos bancos”, diz.

Segurança – Na mensagem, o diretor do Unibanco exige que os bancários solicitem ajuda da segurança e da relações sindicais para forçar a abertura dos locais de trabalho. Para Carlão, “a função da segurança contratada pelo banco é zelar pelo patrimônio, e não se intrometer em questões trabalhistas. Pior ainda é ele citar a relações sindicais, que nunca resolve as pendências que apresentamos, e iria atuar bem agora, quando estamos lutando pela solução dos problemas com a medida extrema da greve”.

Danilo Pretti Di Giorgi – 15/10/2008

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