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Banco Bradesco assedia e deixa funcionários sem função na Cidade de Deus

Bradesco deixa funcionários sem função na Cidade de Deus

Trabalhadores são obrigados a ficar durante todo expediente assistindo TV

São Paulo – A situação de isolamento de cerca de seis funcionários mostra como o problema do assédio moral está institucionalizado no Bradesco. De acordo com denúncia recebida pelo Sindicato, trabalhadores que voltam de licença ficam sem função no Telebanco Cidade de Deus. Durante o expediente, a única alternativa dada pelo banco a esses bancários é ficar em uma sala assistindo televisão.

“Durante as seis horas e quinze minutos do dia ficamos sentadas assistindo televisão. A todo instante somos obrigados a ouvir comentários desagradáveis de colegas. Sinto-me péssima. Somos taxadas de funcionárias que não querem trabalhar. Existem pessoas que dizem: quem mandou ficar doente? Não escolhi ter problema de saúde e estamos ali aguardando que nos readaptem a uma nova função e não para ficar o meu dia todo trocando receita pela TV”, desabafa uma bancária que não será identificada.

Uma outra funcionária na mesma situação diz que já procurou representantes do banco diversas vezes, mas que a resposta é sempre “não tem vaga em nenhum lugar”. “Isso já me levou à depressão e fui obrigada a me afastar novamente. Eles querem que eu peça a conta”, revela.

O Sindicato já cobrou uma solução do banco que respondeu que está estudando forma de realocação desses bancários.

“O que está acontecendo no Telebanco Cidade de Deus é uma clara situação de assédio moral. O Bradesco está promovendo uma verdadeira violência psicológica ferindo a dignidade desses trabalhadores. Hoje o banco fala tanto em responsabilidade social, inclusive investe na certificação SA- 8000, mas a prática mostra-se totalmente diferente com essas atitude”, afirma a funcionária do Bradesco e diretora da Contraf-CUT Patrícia Fitipaldi.

Por Carlos Fernandes – 22/07/2009.

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Assédio Moral

Entenda como se caracteriza a prática e saia do isolamento

O assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

A forma mais comum apresenta-se nas relações entre chefes e subordinados em que predominam condutas desumanas sem nenhuma ética.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental, que podem evoluir para a incapacidade para o trabalho, desemprego ou mesmo a morte.

Essa humilhação corresponde ao sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva.

A violência moral no trabalho é identificada por atitudes como, por exemplo, começar sempre a reunião amedrontando quanto ao desemprego ou ameaçar constantemente com a demissão, subir na mesa e chamar a todos de incompetentes, sobrecarregar de trabalho ou impedir a continuidade do trabalho negando informações, desmoralizar publicamente afirmando que tudo está errado, afirmar que seu trabalho é desnecessário à empresa, rir à distância e em pequeno grupo, conversar baixinho, suspirar e executar gestos direcionado-os ao trabalhador, não cumprimentar e impedir os colegas de almoçarem, cumprimentarem ou conversarem com a vítima, mesmo que a conversa esteja relacionada à tarefa, desviar da função sem justificativa, exigir que faça horários fora da jornada, mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador, hostilizar, sugerir que peça demissão por sua saúde, divulgar boatos sobre sua moral.

Ainda há a discriminação por sexo: promover apenas os homens, diferenciar o salário entre homens e mulheres que desempenham a mesma função, fazer reunião com todas as mulheres e exigir que não engravidem para evitar prejuízos na produção, mandar limpar banheiro, fazer cafezinho, limpar o local de trabalho (sendo que foram contratadas para o desempenho de outra função).

Há também o caso de ter que ir pintar a casa do chefe nos finais de semana, ou receber advertência em conseqüência de atestado médico ou ainda porque reclamou direitos.

Fiquem atentos!

Fonte: blog Seu Direito, no Blog O outro lado da notícia

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Sem auxílio-educação, Bradesco muda conceito de “Completo” para “Presença”

Tão preocupado com a imagem que passa à opinião público, o Bradesco faz mais um investimento milionário em propaganda e muda o conceito de sua marca. Mas parece o banco da piada pronta. Primeiro, o banco do planeta. Depois, o banco completo. Agora, a palavra é presença. Mais uma vez, o trocadilho perfeito para que se possa cobrar uma postura do banco: ausência.

O Bradesco é ausência de conquistas para os bancários. É o ÚNICO banco, entre todas as grandes empresas que atuam no Brasil, a NÃO CONCECER o AUXÍLIO-EDUCAÇÃO. Que presença é essa?

A mudança

O Bradesco decidiu mudar o conceito de sua marca, considerada a mais valiosa do Brasil segundo a consultoria Brand Finance. Lançado em 2005 pela Neogama/BBH, o posicionamento que até então atende por “Completo” será substituído por “Presença”

A mudança foi ideia da Neogama, que atende a conta institucional do banco. O novo posicionamento deverá ser adotado pelas outras agências que trabalham com a marca: Y&R, Age, One Digital e FabraQuinteiro. Segundo especulações do mercado, o conceito foi alterado de modo a valorizar o momento do atual cenário econômico, em que o Brasil dispõe de posição favorável diante da crise global.

Para Luca Cavalcanti, diretor de Marketing do Bradesco, a nova campanha é uma evolução natural do posicionamento do Banco. “Estamos vivendo uma fase de mudanças globais sem precedentes e isso é muito estimulante para um banco que sempre esteve na linha de frente, ajudando a construir a história dos brasileiros e trazendo para o mercado, o que existe de mais avançado no setor bancário em todo o mundo”.

Alexandre Gama, presidente e diretor geral de criação e planejamento da NEOGAMA/BBH, explica que o “case Bradesco é o maior sucesso de resultados no mercado brasileiro dos anos mais recentes, tanto que a NEOGAMA/BBH e o banco receberam o inédito Grand Prix do Effie Awards, que mede a eficácia da comunicação no mundo. Agora estamos evoluindo e entrando em uma fase pautada pelo momento que o Brasil vive e a maneira como o Bradesco quer se inserir nele”.

Fonte: Imprensa/Seeb Porto Alegre com AdNews.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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