Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (9) que o Banco do Sul poderá aumentar a concorrência entre as instituições que já financiam projetos na América do Sul, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“O Banco do Sul será mais um banco de financiamento que vai se somar aos demais blocos que já fazem financiamentos para a América do Sul. Estamos adicionando um pouco de concorrência também, o que é bom. Cada um deles vai querer baixar as taxas de juros”, disse Mantega, ao chegar à Embaixada do Brasil na Argentina.
O Banco do Sul vai financiar projetos de desenvolvimento da região.
De acordo com Mantega, “todos os países vão continuar operando com o Banco Mundial, inclusive o Brasil, e com o BID, em que temos assento”.
Mantega explicou que o banco fomentará projetos com retorno financeiro garantido. “É um banco que tem que dar lucro. Não poderá funcionar a base de subsídios, não será direcionado para projetos que não sejam rentáveis”, afirmou.
Presidentes de sete países da América do Sul assinam esta noite a ata de fundação do banco. Ainda não foi definido com quanto cada país irá contribuir para o capital da instituição.
De acordo com o ministro, o próximo passo será definir a forma de contribuição, como os empréstimos serão concedidos e o funcionamento da diretoria.
Firmam a ata o Brasil, a Argentina, a Venezuela, o Uruguai, o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Mantega garantiu que a cota de contribuição brasileira não sairá das reservas internacionais, mas do orçamento. O ministro não falou em valores.
Guido Mantega negou que a instituição competirá com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao ser indagado se o governo brasileiro via com ressalvas a idéia de criar um banco sul-americano porque poderia diminuir a influência do BNDES na região, o ministro respondeu que o banco brasileiro poderá co-financiar projetos com o órgão sul-americano. “O BNDES poderá ser parceiro dos programas com o Banco do Sul”, afirmou.
De acordo com o ministro, o Banco do Sul não funcionará como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, o banco fomentará o desenvolvimento sul-americano e não controlará desequilíbrios econômicos, como faz o FMI. “Teremos um instrumento financeiro voltado diretamente para os nosso interesses e nossas necessidades”.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍITO www.agenciabrasil.gov.br.