Mais dois bancos brasileiros – ABN AMRO Real e BicBanco – vieram se unir ao Unibanco, ao BankBoston e ao Cruzeiro do Sul e emitiram títulos no mercado internacional ontem. No total, há cerca de US$ 660 milhões em papéis de bancos brasileiros no exterior neste momento.
O BankBoston, que lançou US$ 50 milhões em títulos denominados em reais – e não US$ 500 milhões como especialista do mercado havia dito ao Valor-, definiu ontem a faixa de juros que serão pagos na operação: de 15,5% a 16,5% ao ano para títulos com vencimento em três anos. O líder é o Pactual.
Já o ABN AMRO Real aproveitou a oportunidade para lançar outros US$ 50 milhões, também denominados em reais. Os bônus terão juros de 15% a 15,75% ao ano, segundo sugeriu o banco aos investidores.
A operação que o BicBanco estava preparando sob a liderança do Dresdner acaba de sair. Os títulos terão prazo de vencimento em dois anos e o volume da emissão será de aproximadamente US$ 50 milhões, segundo informações aos investidores.
Já a demanda pelos títulos perpétuos (sem vencimento final) do Unibanco não pára de crescer e os rumores ontem eram de que o total poderia chegar a US$ 500 milhões, em relação aos US$ 250 milhões inicialmente lançados. Os investidores diziam ainda que os juros a serem pagos seriam reduzidos, da faixa de 9% a 8,875% ao ano para 8,7%, tamanha a demanda conseguida pelo papel. Como os demais títulos perpétuos emitidos por empresas e bancos brasileiros, os papéis do Unibanco têm opção de resgate antecipado por parte do emissor a partir do quinto ano.
Os títulos do Unibanco são para dívida subordinada, que entra como capital no balanço da instituição financeira. Em maio, o Bradesco lançou US$ 300 milhões em títulos com características semelhantes pagando juros de 8,875% ao ano.
Já o Banco Cruzeiro do Sul está com papéis de até US$ 10 milhões e de vencimento em dois anos no mercado e se dispõe a pagar juros de 8,75% ao ano.
Fonte: Valor Econômico – Cristiane Perini Lucchesi
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