Os bancos devem gastar R$ 19,6 bilhões com tecnologia este ano, um crescimento de 11% em relação a 2005. Deste total, R$ 5,3 bilhões serão de investimentos em novas tecnologias, informa o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Márcio Cypriano. Entre as novidades que o setor prepara, está um caixa eletrônico que permite saques e transferências bancárias com a leitura das mãos.
Segundo Cypriano, estes números não perdem nada para qualquer país desenvolvido. Prova disso é a quantidade de caixas eletrônicos no Brasil. Aqui, há 768 caixas eletrônicos para cada milhão de habitantes. Na França, são 703; na Itália, 682 e na Grã-Bretanha, 909. Dos R$ 19,6 bilhões, R$ 14,3 bilhões são de despesas com tecnologia já existente, que incluem a manutenção e reposição de máquinas e equipamentos.
Os gastos para prevenir fraudes eletrônicas consomem cerca de 10% deste total, levando em conta os investimentos em cartões com chip e a certificação digital. Segundo estimativas da Febraban, os bancos perderam R$ 300 milhões no ano passado com roubos e fraudes virtuais ou em caixas eletrônicos. Nos Estados Unidos, as perdas chegam a US$ 1,8 bilhão. “É um tipo de investimento que precisa ser constantemente feito”, afirmou. No Brasil, nada menos que 85% das operações bancárias são feitas de maneira remota (internet, telefone ou caixas eletrônicos). As agências ficam com apenas 15%.
Sobre a recente decisão do governo, de que os bancos vão ter que respeitar o código de defesa do consumidor, Cypriano, que também é presidente do Bradesco, afirmou que os bancos sempre respeitaram tal código. “É um dos setores com menor número de reclamações”, disse. Segundo ele, são feitas, em média, mil reclamações mensais dos bancos para o Banco Central. “Para um setor que atende 30 milhões de pessoas nas agências por mês, isso é pouco”, disse.
Cypriano também está animado com as operações de crédito, principalmente o imobiliário. “Assim como é tendência mundial, há um foco grande no financiamento imobiliário aqui”, disse, ressaltando que as taxas estão caindo e o prazo dos empréstimos aumentando. Segundo ele, os bancos privados vão cumprir a meta de emprestar R$ 8 bilhões este ano. Cypriano participou ontem da abertura do XVI Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), organizado pela Febraban.
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 22 de junho de 2006• 09:34• Sem categoria
Bancos gastam 11% mais em tecnologia
Os bancos devem gastar R$ 19,6 bilhões com tecnologia este ano, um crescimento de 11% em relação a 2005. Deste total, R$ 5,3 bilhões serão de investimentos em novas tecnologias, informa o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Márcio Cypriano. Entre as novidades que o setor prepara, está um caixa eletrônico que permite saques e transferências bancárias com a leitura das mãos.
Segundo Cypriano, estes números não perdem nada para qualquer país desenvolvido. Prova disso é a quantidade de caixas eletrônicos no Brasil. Aqui, há 768 caixas eletrônicos para cada milhão de habitantes. Na França, são 703; na Itália, 682 e na Grã-Bretanha, 909. Dos R$ 19,6 bilhões, R$ 14,3 bilhões são de despesas com tecnologia já existente, que incluem a manutenção e reposição de máquinas e equipamentos.
Os gastos para prevenir fraudes eletrônicas consomem cerca de 10% deste total, levando em conta os investimentos em cartões com chip e a certificação digital. Segundo estimativas da Febraban, os bancos perderam R$ 300 milhões no ano passado com roubos e fraudes virtuais ou em caixas eletrônicos. Nos Estados Unidos, as perdas chegam a US$ 1,8 bilhão. “É um tipo de investimento que precisa ser constantemente feito”, afirmou. No Brasil, nada menos que 85% das operações bancárias são feitas de maneira remota (internet, telefone ou caixas eletrônicos). As agências ficam com apenas 15%.
Sobre a recente decisão do governo, de que os bancos vão ter que respeitar o código de defesa do consumidor, Cypriano, que também é presidente do Bradesco, afirmou que os bancos sempre respeitaram tal código. “É um dos setores com menor número de reclamações”, disse. Segundo ele, são feitas, em média, mil reclamações mensais dos bancos para o Banco Central. “Para um setor que atende 30 milhões de pessoas nas agências por mês, isso é pouco”, disse.
Cypriano também está animado com as operações de crédito, principalmente o imobiliário. “Assim como é tendência mundial, há um foco grande no financiamento imobiliário aqui”, disse, ressaltando que as taxas estão caindo e o prazo dos empréstimos aumentando. Segundo ele, os bancos privados vão cumprir a meta de emprestar R$ 8 bilhões este ano. Cypriano participou ontem da abertura do XVI Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), organizado pela Febraban.
Fonte: Valor Econômico
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